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Por que o motor flex fica mais áspero e ruidoso com álcool?

por que o motor flex fica mais áspero e ruidoso com álcool

Desde o lançamento da tecnologia bicombustível de motores de combustão interna em 2003 – uma preferência típica tupiniquim – muitas dúvidas surgem e ressurgem e há opiniões divergentes sobre sua eficácia. De qualquer modo, os propulsores que funcionam com álcool e/ou gasolina vieram para ficar.

Os motoristas mais atentos já perceberam que há diferenças sensíveis no funcionamento do motor ao alternar o tipo de combustível, tanto em performance quanto em suavidade de funcionamento.

O segundo é o tema deste artigo e dúvida de muitos motoristas: por que o funcionamento do motor flexível é mais áspero e ruidoso com o uso do etanol em relação à gasolina?

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lubrificação do motor

Dica importante para aumentar a durabilidade do motor do seu carro

Os automóveis, motocicletas, utilitários, ônibus, vans e caminhões antigos traziam um adesivo em posição de destaque no para-brisa, com a mensagem: “Após a partida, aguarde dois minutos antes de colocar o veículo em movimento”. Com que intuito?

Isso se devia ao fato de que o óleo lubrificante desce para o cárter (parte inferior do motor, no qual o fluido fica armazenado) e precisa ser bombeado para as partes móveis, a fim de cumprir seu objetivo. Devido às limitações tecnológicas da época, a recomendação se mostrava indispensável, sob risco de fundir o motor ou de reduzir drasticamente sua durabilidade. Continuar lendo

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Descobrindo o melhor óleo lubrificante para seu motor

A cada 5.000 ou 10.000 quilômetros, em média, precisamos trocar o óleo do motor para mantê-lo em bom funcionamento. Ao fazer o serviço, o motorista se depara com uma prateleira cheia de frascos coloridos, de várias marcas e que são identificados por uma sopa de letrinhas aparentemente indecifrável. Parece complicado descobrir qual é o melhor para o seu possante, não é? Nada disso! Este post vai explicar tudo o que você precisa saber para fazer a melhor escolha.

Apesar da complexidade do assunto, o que o motorista precisa saber é bem fácil. O mais importante são as classificações SAE e API, as quais são padronizadas para todos os tipos de motores. Elas informam a viscosidade do lubrificante e quais aditivos eles levam. É importante conhecer estas características, pois elas otimizam a performance do motor, reduzindo o consumo, ruídos e vibrações e melhorando o desempenho, consumo e nível de emissões.De forma complementar, deve ser seguida a norma interna do fabricante, especialmente durante o período de garantia.

Usar o óleo correto aumenta a durabilidade do motor, melhora o desempenho, reduz o consumo, as emissões e torna-o mais silencioso.

A classificação SAE mede a viscosidade do óleo. Quanto maior o número, mais viscoso. No popular, mais “grosso”. Quando o motor aquece, o óleo fica mais “fino” com o aumento de temperatura. Assim, ele precisa lubrificar com eficiência com o motor frio e quente. Por isso a SAE utiliza dois números em sequência, separados por um “W”, que significa winter, ou inverno em inglês. Exemplo: 5W30, 20W50. O valor antes do “W” indica a viscosidade com motor frio, e o outro, em temperatura de trabalho. 

A viscosidade winter (para óleo frio) é importante para que a partida a frio ocorra sem problemas. Por isso a linha 5W é mais utilizada nos motores bicombustíveis (“flex”). Ela também contribui para o bom funcionamento na fase fria, quando a temperatura de trabalho ainda não foi atingida.

Com o aquecimento, o lubrificante fica naturalmente menos viscoso (“mais fino”), por isso os fabricantes de óleo colocam aditivos que reduzem esta perda. No exemplo do 5W30, isso significa que um óleo 5W fica tão viscoso quanto um 30 após aquecido.

A classificação API indica apenas o nível de aditivação do lubrificante e consiste de duas letras. A primeira determina o tipo de veículo. Para automóveis, a letra é S. Óleos de classificação C são para veículos diesel, e CF para engrenagens. O óleo do seu carro a gasolina, álcool ou flex sempre começa com a letra S. A segunda, a modernidade dos aditivos, feita de forma sequencial. Por exemplo, um óleo SM é mais avançado que um SL, que por sua vez lubrifica melhor que um SJ. Você pode utilizar um óleo de classificação maior, mas nunca menor. Por exemplo, se a montadora recomenda óleo SL, você pode colocar um SM, mas não um SJ.

De forma complementar, você deve seguir a norma interna da montadora. Consulte o manual do veículo para saber qual é a marca recomendada e que está de acordo com a norma. Para carros dentro do período de garantia, segui-la é fundamental.

Agora que tudo está explicado, como por isso em prática? No manual do proprietário, constará a especificação do óleo solicitado. Um exemplo: para um Volkswagen Fox, o óleo pedido é o 5W30 SL, norma VW 502.00. Para um Chevrolet Vectra, se usa o 20W40 SJ. A norma é complementar, mas as classificações SAE (20W40) e API (SJ) são obrigatórias.

Este é o resumo de tudo o que um motorista precisa saber para trocar o óleo do motor. A sopa de letrinhas, no fundo, é muito simples.