Arquivo da categoria: Ficha técnica

motor Honda VTEC 1.6 167 cv

Como a Honda conseguia extrair 160 cv de seu VTEC 1.6 sem turbo?

Quando se fala em preparação de motores, os turbocompressores parecem ser o ponto de partida de qualquer diálogo sobre o assunto. Menos para os fãs de Honda Civic – mais conhecidos como “hondeiros” – os quais seguem fervorosamente a corrente alternativa ao “caracol mágico”.

A mágica da marca japonesa segue um caminho alternativo, com resultados notáveis. Já em 1994, o Honda Civic VTi entregava 160 cv a 7.600 giros, em uma época na qual motores de seis cilindros raramente ultrapassavam esse valor.

Para os “hondeiros”, o indicador de sucesso na preparação de seu VTEC tem nome: potência específica. Para eles, ela nunca deve ser inferior a 100 cavalos por litro.

COMO A HONDA CONSEGUIA O FEITO JÁ NOS ANOS 90?

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O que significa a sigla 200 TSI do novo Polo?

o que significa o 200 TSI do novo polo

Há pouquíssimo tempo, a onda do downsizing passou a avançar a passos largos. Em breve, os motores sobrealimentados dominarão o mercado, competindo com os híbridos e elétricos.

Para o consumidor comum, a associação entre deslocamento e performance – os números 1.0, 1.6, 2.0, 3.5, etc – para descrever os motores,  se mostrava bastante direta: quanto maior, melhor o desempenho e maior o consumo de combustível.

O ditado gearhead que diz “cavalo anda, cavalo bebe”, e a célebre frase do preparador Caroll Shelby “there´s no replacement for displacement” (em tradução livre, “não há substituição para o deslocamento”), ficaram obsoletas com o avanço tecnológico.

De todas as marcas, o Grupo Volkswagen se posicionou como o pioneiro na aplicação intensiva do turbocompressor, desde o lendário Audi Quattro no início dos anos 80. As linhas europeias de VW e Audi aboliram os motores aspirados há alguns anos. No Brasil, o novo Polo ganhará as ruas em breve, com duas opções de conjunto motriz: a 1.6 MSI de 120 cv e a 1.0 TSI de 128 cv.

Em terras tupiniquins, a tecnologia do caracol mágico começou a ganhar impulso apenas nos últimos cinco anos. Por isso, o consumidor ainda se apega aos números de “cilindrada”, vendo o 1.6 sempre como mais potente em relação ao “mil”. Então, a marca alemã se viu em um dilema: como provar para o consumidor que o motor 1.0 é mais potente que o 1.6?

Os engenheiros e marqueteiros de Wolfsburg e da Anchieta encontraram uma solução inusitada e genial: batizar os motores de 160 MSI e 200 TSI. Mas o que significa isso?

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Por que motores turbo andam mais que aspirados de mesma potência?

por que motores turbo andam mais que aspirados de mesma potência

Cruze, com motor 1.4 turbo, dá um banho de desempenho no Civic e Corolla, 2.0 aspirados de mesma potência. Foto: Quatro Rodas

Desde meados dos anos 80, o turbocompressor começou a ganhar espaço na indústria automotiva, com a “era turbo” na Fórmula 1. A tecnologia das pistas, capaz de projetar motores de inacreditáveis 1.300 cavalos, começou a chegar paulatinamente aos carros de rua, sendo a Ferrari F40 a mais icônica.

No final dos anos 90, marcas como Audi, Volvo e Volkswagen já ofereciam modelos regulares em larga escala, apesar da tecnologia ainda ter sua imagem associada apenas à performance. Na última década, os motores sobrealimentados têm se tornado a regra e dominaram os mercados desenvolvidos, em particular o europeu.

No Brasil, os motores turbo avançam rapidamente, apesar do atraso em relação ao primeiro mundo. Modelos compactos já oferecem esta opção de motorização, ao passo em que passa a ser a regra entre os médios e grandes, condenando os  modelos aspirados ao atraso e obsolescência na faixa acima de R$ 60 mil.

Motores 1.0 turbo entregam números de potência similares a outros 1.6 aspirados, e torque superior. No caso das unidades 1.4 sobrealimentadas, esta equivale a outras 2.0 sem sobrealimentação.

Este comparativo da Quatro Rodas entre Corolla, Civic e Cruze mostra a clara superioridade de desempenho dos motores turbinados, mesmo entregando números de potência bastante parecidos. Para constatá-la, vamos aos números obtidos pela Quatro Rodas:

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Aprenda a ler as medidas de rodas e pneus

aprenda a ler as medidas de rodas e pneus

Quando um consumidor visita uma loja de carros novos ou usados e se interessa por um modelo, normalmente deseja saber mais sobre ele. Quando o assunto consiste no conjunto roda/pneu, a maioria se limita a perguntar o aro da roda e/ou tala do pneu, quando muito.

Os aficionados por modificações, os quais trocam rodas e pneus com regularidade, já se mostram conhecedores de tudo o que diz respeito a eles. Abaixo, estão listados todas as medidas que você precisa saber:

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Distribuição de peso: aspecto importante da dinâmica veícular

carros com mesmo motor e desempenhos diferentes

Ford Focus, Fiesta e EcoSport: todos têm o mesmo motor, mas desempenho, consumo e dirigibilidade muito distintos

Ao olhar para veículos totalmente diferentes, o motorista leigo não sabe que muitos são equipados com o mesmo motor de outros modelos, como no caso dos três Ford da imagem acima. Porém, os mais interessados estão cientes do fato, assim como questionam o porquê de tamanha discrepância de performance entre eles.

Em uma análise mais superficial, a justificativa para o desempenho superior do Fiesta em relação à Ecosport se dá pelo peso, centro de gravidade e aerodinâmica. Contudo, há casos nos quais modelos mais pesados apresentam melhor performance em relação a modelos mais leves e baixos, contrariando o senso comum.

A explicação para isso reside em uma disciplina das faculdades de engenharia mecânica automotiva, explorada à exaustão pelos projetistas da Fórmula 1 e dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento dos fabricantes. Entretanto, permanece desconhecida do grande público, incluindo muitos ditos especialistas em automóveis, incluindo jornalistas especializados. Ela é a:

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Desvendando a ficha técnica: conheça as principais unidades de medida

sistemas de unidades métrico inglês e internacional

As unidades de medida seguem três sistemas: métrico, internacional e inglês. O primeiro é utilizado na maior parte do mundo, inclusive no Brasil.

O sistema internacional tem maior aplicabilidade para engenheiros de desenvolvimento automotivo, com foco na padronização de projetos globais. Apresenta pequenas mudanças em relação ao sistema métrico e suas diferenças são desconhecidas da maioria dos motoristas.

O sistema inglês ou real é o vigente nos países de colonização britânica, como o próprio nome já diz. Apresenta mudanças drásticas em relação aos outros dois, como…

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Centro de gravidade: por que SUV´s capotam mais que automóveis

centro de gravidade civic hr-v

Foto comparando o centro de gravidade dos Honda HR-V e Civic, bem mais alto no primeiro

Continuando a série Ficha Técnica, chegou a vez de falar do centro de gravidade dos veículos, um conceito tão importante que eu me arisco a dizer que ninguém deveria dirigir um automóvel sem compreendê-lo. Especialmente se for um SUV.

Utilitários esportivos como Honda HR-V e Jeep Renegade ganham mercado a passos largos em nosso país. Infelizmente, nossas autoescolas passam ao largo de um conteúdo tão simples como importante para que nossos motoristas aproveitem melhor as vantagens desse tipo de veículo ou escolham outro mais adequado ao seu perfil.

Para isso, entender o conceito do centro de gravidade se mostra fundamental, dada a sua simplicidade. Esta matéria não deixará dúvidas.

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