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8 dúvidas frequentes sobre os marcadores de combustível

como funciona marcador de combustível

O marcador de combustível parece um item trivial, apenas um pequeno relógio –  analógico ou digital – presente no painel de todo automóvel. Curiosamente, o funcionamento deste marcador gerou dúvidas durante toda sua existência.

A quantidade de combustível disponível no reservatório consiste em um item muito importante ao conduzir um veículo, evidentemente. Em longas viagens, a disponibilidade de postos de combustível pode ser muito limitada em algumas regiões, assim como a variação dos preços influencia a decisão de abastecer o veículo.

O suprimento de combustível, aferido pelo marcador no painel dos veículos, pode ser entendido com facilidade. Quanto posso rodar após acender o aviso da reserva? Como os fabricantes projetam o item? Como ele funciona?

Este 8 dúvidas e curiosidades mais frequentes sobre este instrumento simples, mas importante.

1 – FICAR SEM COMBUSTÍVEL DÁ MULTA DE TRÂNSITO

A pane seca – nome técnico para a parada de um veículo por falta de combustível – é infração média, com multa de R$ 130,16 e acréscimo de 4 pontos na CNH.

Ou seja, deixar o combustível do veículo acabar não representa mero descuido. É infração de trânsito e pode levar à remoção do veículo.

2 – A ESCALA NÃO É LINEAR

Conforme o veículo roda, o combustível vai sendo consumido gradativamente, gota a gota. Assim, a maioria das pessoas acredita que o marcador se movimenta rigorosamente ao nível de combustível disponível no reservatório. Porém, os projetistas não fazem a calibração dos mostradores desta maneira.

Contrariando o senso comum, a escala do marcador de combustível funciona de forma não linear.

Muitos motoristas já perceberam de modo intuitivo. Em grande parte dos modelos, pode-se rodar mais de cem quilômetros após completar o reservatório e o ponteiro continuar apontando que está completo. Após cerca de vinte ou trinta quilômetros, ele baixa rapidamente para cerca de 3/4. O mesmo ocorre em outros pontos da escala do marcador, como pouco abaixo da metade ou em torno de 1/4 de tanque.

Ao entrar na reserva, o foco reside em proteger o condutor e evitar que ocorra a pane seca, acendendo a luz de alerta. Esta pode ter um ou dois estágios e os parâmetros de projeto são especificados do modo explicado no item 6. O objetivo da calibração do sensor é transmitir uma sensação autonomia menor que a real.

Os principais níveis de combustível são programados para apresentam quedas abruptas no valor exibido. Por exemplo, um automóvel com reservatório de 60 litros de capacidade movimenta os ponteiros de forma rápida em quatro ocasiões? ao perder os 50, 30, 20 litros, e ao entrar na reserva.

Em resumo, a escala do marcador de combustível nada tem de linear.

3 – ESTACIONAR EM PLANO INCLINADO AFETA A MARCAÇÃO DO MEDIDOR?

Sim. As leis da física não foram revogadas. Imagine o reservatório de combustível como uma caixa de sapato cheia de água. Ao incliná-la em qualquer posição, o líquido respeita suas propriedades e se mantém na horizontal. Como o marcador de combustível utiliza uma boia que flutua no líquido, ela poderá marcar o nível de forma incorreta para menor ou para maior.

Na esmagadora maioria de veículos movidos a combustível líquido, os marcadores sofrem alteração no valor medido ao estacionar o veículo em planos inclinados. Em subidas, descidas ou inclinações laterais, a marcação correta será restabelecida após um ou dois minutos em posição plana.

Este é o tempo médio no qual as resistências esquentam ou esfriam e alteram o valor mostrado, conforme detalhado no item abaixo.

4 – COMO FUNCIONA O MARCADOR DE COMBUSTÍVEL?

Dentro do tanque de combustível, o componente responsável pela marcação se chama sensor de nível. A figura abaixo explica o funcionamento de um marcador de combustível mecânico, utilizado em modelos mais antigos. Atualmente, os sistemas que utilizam resistores foram substituídos por dispositivos eletrônicos, mantido o princípio de operação.

como funciona o marcador de combustível

Ele consiste de uma boia que flutua na superfície do combustível, a qual fica ligada por uma vareta de metal a uma resistência ou potenciômetro, o qual comunica o nível de combustível ao instrumento combinado, conforme a calibração da escala efetuada pelo fabricante.

A resistência gera calor e corrente elétrica, a qual é transmitida pelo circuito para a mola de aquecimento. Esta aquece ou esfria conforme a corrente elétrica enviada pela resistência e a transmite para uma tira bimetálica, a qual dilata ou contrai conforme o calor que recebe e movimenta o ponteiro do marcador de combustível.

Os marcadores eletrônicos operam de modo semelhante, substituindo as resistências e molas por sensores eletrônicos com a mesma função.

5 – ONDE FICA A BOMBA DE COMBUSTÍVEL?

Na maior parte dos carros modernos, a bomba de combustível é instalada junto ao tanque, logo à frente do eixo traseiro. Ela é instalada dentro do reservatório e trabalha mergulhada dentro do líquido e pode-se localizá-la ao levantar ou remover o assento traseiro

Nos automóveis modernos, o reservatório de combustível é instalado na parte posterior ao eixo traseiro devido à maior proteção conferida por esta posição, tida como mais segura para evitar incêndios e explosões e  favorável a uma boa distribuição de peso para o veículo, pois o tanque cheio resulta em massa considerável.

localização da bomba de combustível
Exemplo de localização da bomba de combustível

6 – QUANTO POSSO RODAR APÓS ACENDER A LUZ DA RESERVA?

Varia muito conforme as características do modelo. Via de regra, os fabricantes de instrumentos combinados – os conjuntos de marcadores instalados no painel do veículo -têm como padrão o acendimento da luz da reserva acende após o nível de combustível ficar abaixo de 10% a 15% da capacidade do tanque, a depender da capacidade do tanque e consumo do modelo.

Como a maioria dos tanques de combustível modernos possuem de 50 a 70 litros, o aviso ocorre ao restar entre 5 a 8 litros no reservatório. Alguns modelos criam um segundo estágio no qual a lâmpada passa a piscar, no qual restam de 3 a 5 litros, a fim de evitar a pane seca.

Para calcular a distância na qual ainda há autonomia após acender a luz da reserva, é necessário conhecer o consumo do veículo na situação na qual este trafega e o combustível utilizado no momento.

EXEMPLO

Um veículo rodando com gasolina na cidade, cuja autonomia seja de 10 quilômetros por litro e capacidade do tanque de 60 litros, a autonomia gira em torno de 60 km com os 6 litros restantes após acender o aviso de baixo nível de combustível.

7 – MARCADORES DE PONTEIRO SÃO MELHORES QUE OS DIGITAIS?

Não necessariamente. Assim como os velocímetros e tacômetros (conta-giros), a maior familiaridade da maior parte dos motoristas com os formatos de ponteiros traz a impressão de maior precisão destes em relação aos digitais.

De fato, a leitura dos marcadores digitais trazem, feitas por pequenas barras ou traços, não se mostram confortáveis e precisas como os modelos de ponteiros. Outros motoristas alegam imprecisão na marcação e problemas de funcionamento após abastecimentos ou estacionamento em vias inclinadas, as quais podem fazer a marcação aumentar.

Este comportamento contra-intuitivo e impreciso recebeu críticas e tende a ser abandonado, pois gera desconforto sobre uma informação tão importante. Porém, os problemas ocorrem em todos os modelos e geraram alguns recalls. Não se trata de defeito exclusivo dos mostradores digitais.

8 – QUAIS OS PRINCIPAIS DEFEITOS QUE O MARCADOR DE COMBUSTÍVEL PODE TER?

De fato, marcadores de combustível defeituosos podem causar grandes transtornos aos motoristas em todos os casos. Falhas como a oscilação do valor mostrado no painel, com mau contato, que oscilam conforme os movimentos da suspensão e, principalmente, ponteiros que marcam valores incorretos.

Ao contrário do que se imagina, uma parada total no funcionamento do marcador é menos prejudicial ao motorista em relação à marcação de valores incorretos, os quais induzem o condutor a erro.

Defeitos nos resistores, sensores ou propriedades químicas nas propriedades do material da boia podem gerar marcações incorretas ou oscilações nos valores exibidos, causando insegurança no condutor ou a sensação de ter mais combustível no tanque do que a quantidade real, podendo causar a pane seca.

Luzes de reserva inoperantes ou ponteiros com movimento “travado” são as principais causas de falta de combustível, especialmente em veículos com mais de dez anos de uso, cujos materiais já sofrem desgaste natural ou causado pelo combustível do reservatório.

Outra causa comum de marcação incorreta na medição do nível do reservatório consiste na troca da bomba de combustível por outra com calibração distinta da original, demandando a programação dos parâmetros originais.

De qualquer forma, o motorista deve ficar atento aos valores exibidos no marcador de combustível e à quantidade de combustível abastecida em cada ida ao posto. O proprietário deve levar o veículo para verificação ao notar qualquer divergência ou estranheza em relação ao nível mostrado.

COMO PODE UM COMPONENTE APARENTEMENTE SIMPLES GERAR TANTAS DÚVIDAS?

De fato, um componente aparentemente simples gera muitas dúvidas devido à sua grande importância. Saber a quantidade de combustível disponível no reservatório se mostra essencial para todos os motoristas, especialmente em viagens longas e/ou para os que utilizam o veículo para trabalho.

Uma pane seca em situações adversas pode causar grandes transtornos e expor os condutores a riscos, podendo resultar em processos judiciais e pesadas indenizações aos fabricantes e sistemistas. Eis a razão do grande cuidado das empresas com este componente elementar e importante.

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