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Sobre Pedro H. L. Guerra

Sou engenheiro mecânico automobilístico formado pela FEI e apaixonado por carros desde criança. Tenho prazer em compartilhar meu conhecimento sobre automóveis de forma simples, especialmente para aqueles que não possuem domínio do assunto. Acredito que a educação automotiva é acessível a todas as pessoas.

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Quiz Amigos Gearheads: teste seus conhecimentos automotivos

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Teste elaborado para o site parceiro Amigos Gearheads

Se você acessou este artigo, muito provavelmente é um gearhead e passou a vida aprendendo sobre o fascinante universo automotivo. Agora chegou a hora de testar o seu progresso, para saber se já está expert no assunto ou ainda precisa estudar muito.

Responda às 10 questões abaixo e teste seus conhecimentos gearheads:

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motor Honda VTEC 1.6 167 cv

Como a Honda conseguia extrair 160 cv de seu VTEC 1.6 sem turbo?

Quando se fala em preparação de motores, os turbocompressores parecem ser o ponto de partida de qualquer diálogo sobre o assunto. Menos para os fãs de Honda Civic – mais conhecidos como “hondeiros” – os quais seguem fervorosamente a corrente alternativa ao “caracol mágico”.

A mágica da marca japonesa segue um caminho alternativo, com resultados notáveis. Já em 1994, o Honda Civic VTi entregava 160 cv a 7.600 giros, em uma época na qual motores de seis cilindros raramente ultrapassavam esse valor.

Para os “hondeiros”, o indicador de sucesso na preparação de seu VTEC tem nome: potência específica. Para eles, ela nunca deve ser inferior a 100 cavalos por litro.

COMO A HONDA CONSEGUIA O FEITO JÁ NOS ANOS 90?

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Por que o motor AP aguenta “turbinagem” pesada?

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O motor Volkswagen EA 827, mais conhecido como AP ou Alta Performance – ou como chamam seus entusiastas, mais conhecidos como “apezeiros”ou “APzeiros”, “Alta Pauleira”- é o conjunto mais procurado para receber preparações pesadas devido às suas características de projeto.

Nas versões, 1.6, 1.8 e 2.0, carburado ou injetado, os entusiastas “carregam três quilos de meio de turbo”, colocam “comandão bravo”, intercooler, diferencial alongado, rodas aro 18″ – ou maiores – retiram todo o peso morto do acabamento e transformam suas caixas e quadrados em carros de competição. A criatividade dos “apezeiros” encontra limites apenas no orçamento.

A pergunta que não quer calar é a seguinte:

O QUE TORNA O MOTOR AP TÃO ESPECIAL?

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O que significa a sigla 200 TSI do novo Polo?

o que significa o 200 TSI do novo polo

Há pouquíssimo tempo, a onda do downsizing passou a avançar a passos largos. Em breve, os motores sobrealimentados dominarão o mercado, competindo com os híbridos e elétricos.

Para o consumidor comum, a associação entre deslocamento e performance – os números 1.0, 1.6, 2.0, 3.5, etc – para descrever os motores,  se mostrava bastante direta: quanto maior, melhor o desempenho e maior o consumo de combustível.

O ditado gearhead que diz “cavalo anda, cavalo bebe”, e a célebre frase do preparador Caroll Shelby “there´s no replacement for displacement” (em tradução livre, “não há substituição para o deslocamento”), ficaram obsoletas com o avanço tecnológico.

De todas as marcas, o Grupo Volkswagen se posicionou como o pioneiro na aplicação intensiva do turbocompressor, desde o lendário Audi Quattro no início dos anos 80. As linhas europeias de VW e Audi aboliram os motores aspirados há alguns anos. No Brasil, o novo Polo ganhará as ruas em breve, com duas opções de conjunto motriz: a 1.6 MSI de 120 cv e a 1.0 TSI de 128 cv.

Em terras tupiniquins, a tecnologia do caracol mágico começou a ganhar impulso apenas nos últimos cinco anos. Por isso, o consumidor ainda se apega aos números de “cilindrada”, vendo o 1.6 sempre como mais potente em relação ao “mil”. Então, a marca alemã se viu em um dilema: como provar para o consumidor que o motor 1.0 é mais potente que o 1.6?

Os engenheiros e marqueteiros de Wolfsburg e da Anchieta encontraram uma solução inusitada e genial: batizar os motores de 160 MSI e 200 TSI. Mas o que significa isso?

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motor 3 cilindros é bom?

Motor de 3 cilindros cumpre o que promete?

 

O vídeo acima mostra o ronco característico dos motores tricilíndricos

Os motores de quatro cilindros se tornaram o padrão da indústria em modelos de entrada, compactos e médios, desde a década de 50. Entretanto, o avanço tecnológico iniciado no final dos anos 80 se consolidou e soluções como cabeçote multiválvulas (os famosos “16 válvulas”), comandos com variador de fase e comandos roletados equipam quase todas as unidades de potência atuais.

Com o desenvolvimento dos motores, uma equipe de engenharia preparou um protótipo com um cilindro a menos, partindo do princípio de que menos partes móveis geram menos atrito, resultando em mais economia com a entrega do mesmo rendimento.

O resultado consiste em um ronco muito peculiar – como mostra o vídeo acima – e a solução tem ganhado adeptos. Os entusiastas chamam o motor tricilíndrico de “V6 cortado na longitudinal” e os detratores de “motor de cortador de grama”. Mas ele entrega mesmo mais potência e economia?

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Por que motores turbo andam mais que aspirados de mesma potência?

por que motores turbo andam mais que aspirados de mesma potência

Cruze, com motor 1.4 turbo, dá um banho de desempenho no Civic e Corolla, 2.0 aspirados de mesma potência. Foto: Quatro Rodas

Desde meados dos anos 80, o turbocompressor começou a ganhar espaço na indústria automotiva, com a “era turbo” na Fórmula 1. A tecnologia das pistas, capaz de projetar motores de inacreditáveis 1.300 cavalos, começou a chegar paulatinamente aos carros de rua, sendo a Ferrari F40 a mais icônica.

No final dos anos 90, marcas como Audi, Volvo e Volkswagen já ofereciam modelos regulares em larga escala, apesar da tecnologia ainda ter sua imagem associada apenas à performance. Na última década, os motores sobrealimentados têm se tornado a regra e dominaram os mercados desenvolvidos, em particular o europeu.

No Brasil, os motores turbo avançam rapidamente, apesar do atraso em relação ao primeiro mundo. Modelos compactos já oferecem esta opção de motorização, ao passo em que passa a ser a regra entre os médios e grandes, condenando os  modelos aspirados ao atraso e obsolescência na faixa acima de R$ 60 mil.

Motores 1.0 turbo entregam números de potência similares a outros 1.6 aspirados, e torque superior. No caso das unidades 1.4 sobrealimentadas, esta equivale a outras 2.0 sem sobrealimentação.

Este comparativo da Quatro Rodas entre Corolla, Civic e Cruze mostra a clara superioridade de desempenho dos motores turbinados, mesmo entregando números de potência bastante parecidos. Para constatá-la, vamos aos números obtidos pela Quatro Rodas:

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Carros autônomos: como funcionam e quais seus benefícios

benefícios do carro autônomo ao motorista e ao transporte

Tesla Motors: pioneira no desenvolvimento de carros autônomos

Os veículos autônomos – aqueles que dirigem com pouca ou nenhuma ajuda do motorista – recebem duras críticas tanto dos apaixonados por carros quanto dos céticos com posições contrárias a este avanço tecnológico. Por outro lado, os motoristas que guiam por necessidade enxergam uma chance de reduzir seu sofrimento.

Apesar dos motivos diametralmente opostos dos dois grupos – os gearheads se queixam da perda do prazer ao volante, ao passo que os céticos questionam a segurança – os veículos autoguiados se mostram um futuro inevitável e não se pode deter os adventos do progresso. Goste ou não, o carro autônomo será uma realidade em poucos anos.

Por outro lado, os motoristas por necessidade não devem ficar tão felizes, pois os veículos autoguiados não vão dirigir sozinhos para você, apenas facilitarão sua tarefa. A responsabilidade da condução do veículo continua pertencendo ao ser humano.

Tive a oportunidade de entrar em contato com o desenvolvimento da tecnologia de condução autônoma no meu curso de engenharia mecânica automobilística e me tornei entusiasta deste modelo gerenciamento de tráfego, o qual funciona muito bem no tráfego aéreo.

Abaixo, um breve relato do funcionamento dos veículos autônomos, de seus benefícios  e respsotas às dúvidas e objeções dos apaixonados por carros, dos céticos e dos esperançosos:

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