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Desvalorização do veículo: saiba porque ela deve ser tratada como um gasto

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O consumidor brasileiro já aceitou há tempos que carro não é investimento, mas bem de consumo. Muitos evitam comprar veículos zero quilômetro para fugir da desvalorização, de maneira acertada. Outros preferem os automóveis novos alegando fugir dos custos com manutenção, os quais também têm sua razão.

Ambos se queixam da rapidez que todos os veículos perdem valor, mas pouquíssimos tratam a depreciação como se fosse uma despesa inerente à sua propriedade.

Este post descreverá qual é o tratamento adequado para lançar a depreciação, ou desvalorização, na planilha de gastos do motorista. Primeiramente, este é o conceito mais importante:

A DESVALORIZAÇÃO DO VEÍCULO É UMA DESPESA COMO TODAS AS OUTRAS

Ao perguntar aos motoristas sobre as principais despesas com o veículo, todos relatarão seguro, IPVA, combustível, manutenção, revisões ou pedágios, mas poucos citarão a desvalorização como uma despesa, visto que a maioria se lembrará dela apenas na hora de vender o automóvel. Mas ela deve ser considerada um gasto como a parcela do financiamento ou o seguro, e receber o mesmo tratamento.

COMO INTERPRETAR CORRETAMENTE A DEPRECIAÇÃO DO VEÍCULO

João comprou um veículo zero quilômetro de R$ 50.000,00 há cinco anos no mercado, logo em seu lançamento. Portanto, há base de dados de desvalorização, as quais constam na tabela Fipe ou similar. A tabela do veículo é, em reais:

  • 2015: 45.000,00
  • 2014: 40.500,00
  • 2013: 37.500,00
  • 2012: 34.000,00
  • 2011: 31.000,00
  • 2010: 29.000,00

Lembrando que a primeira linha da tabela é para o modelo com menos de um ano de uso, a desvalorização anual e mensal é, em reais:

  • Primeiro ano: 9.500,00 – 792,00 por mês
  • Segundo ano – 3.000,00 – 250,00 por mês
  • Terceiro ano – 3.500,00 – 292,00 por mês
  • Quarto ano – 3.000,00 – 250,00 por mês
  • Quinto ano – 2.000,00 – 167,00 por mês

Com os dados colocados dessa forma, fica clara a despesa mensal que o motorista tem que arcar somente com a desvalorização do veículo, especialmente no primeiro ano.

Após esta análise, a pergunta que não quer calar é a seguinte:

Você costuma colocar na sua planilha de despesas mensais a depreciação do veículo, assim como seguro, IPVA ou combustível?

VALE A PENA COMPRAR CARRO ZERO QUILÔMETRO?

Mesmo sendo somente um exemplo, ele embasa o argumento dos consumidores que evitam os carros zero quilômetro. Por outro lado, também mostra que os usados também sofrem forte depreciação, especialmente para os motoristas que ficam muitos anos com o mesmo carro.

Outros motoristas alegam que os carros novos gastam menos com manutenção. Mas será que calculando a desvalorização dessa forma o argumento se sustenta? Outros dizem que não há nada tão bom quanto o prazer de comprar um carro novo. Com os dados expostos dessa forma, eles saberão exatamente quanto custa esse benefício, somado com as demais despesas.

COMO ESTIMAR A DEPRECIAÇÃO DE UM MODELO RECÉM-LANÇADO?

Este método de cálculo de depreciação é meramente prático e visa à conscientização dos consumidores ao adequado tratamento a ser dado a essa despesa. Ela não possui paralelo as normas contábeis aplicadas em balanços de empresas nem embasamento técnico, pois seu caráter é totalmente prático.

No caso de seu veículo não ter histórico constando na tabela de usados, a regra de aproximação a ser utilizada para estimar a desvalorização é:

  • Primeiro ano: 15%
  • Segundo ano: 10%
  • Terceiro ano: 10%
  • Quarto ano: 5%
  • Quinto ao décimo ano: 5% cada.

Essa regra se mostra conservadora e não se aplica a veículos com mais de dez anos, os quais são regidos por regras diferentes, predominando o estado de conservação geral. Outras características como a marca, características do modelo, custo e facilidade de manutenção, confiabilidade, aceitação e procura no mercado de usados.

CARROS CLÁSSICOS E DE COLEÇÃO

Em alguns casos, o veículo pode até se valorizar devido a variações anormais no mercado, tais como alta procura por determinado modelo. Todavia, a depreciação gradual é a regra para a esmagadora maioria dos modelos.

Isso posto, os carros antigos não devem utilizar este método de depreciação, pois o mercado de antigos obedece a movimentos distintos do mercado de seminovos e usados jovens.

TABELA FIPE FUNCIONA?

Mesmo usando uma tabela como referência, recomenda-se descontar um percentual do preço, por conservadorismo. Caso o proprietário necessite vender seu veículo com urgência, conceder granes descontos se mostra fundamental para atingir este objetivo.

Dificilmente o vendedor recebe o montante indicado por referenciadores como a tabela Fipe, salvo em modelos excepcionalmente bem conservados e de baixa quilometragem e em uma negociação bem trabalhada.

Alguns veículos são rejeitados pelo mercado – conhecidos como micos – então raramente serão vendidos pelo valor de tabela. Nestes casos, deve-se descontar de 20% a 30% da referência por causa da baixa liquidez. Para aqueles com maior procura, sugere-se de 10% a 20%, se o vendedor preferir vender com maior rapidez ou se o veículo não estiver em perfeitas condições.

CARRO NÃO É INVESTIMENTO

Todos os motoristas sabem que carro é um bem de consumo e seu valor tende a ser zero no longo prazo, mas você já parou para pensar que pode estar gastando de R$ 100,00 até mais de R$ 1.000,00 todo mês somente com depreciação?

A planilha abaixo mostra toda a estrutura de custos de possuir um carro, incluindo a depreciação. Calcule o verdadeiro custo de possuir um automóvel clicando na planilha abaixo:

Ter um carro compensa ou não?

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