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Vale a pena comprar um carro no seu lançamento?

vale a pena comprar o novo polo no lançamento?

Alguns consumidores gostam da sensação de dirigir um carro recém-lançado, o qual ele comprou antes de todos os demais consumidores. Este perfil é conhecido como “novidadeiro”. Ele costuma trocar de modelo com frequência, sempre em busca da próximo recém-chegado ao mercado.

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Novo Polo chega às ruas brasileiras em outubro de 2017.

A pergunta central desse artigo é: Vale a pena comprar um carro no seu lançamento?

Na esmagadora maioria das vezes, não. Desconsiderando as razões financeiras, as quais influenciam pouco uma aquisição de um “novidadeiro”, os quais se dispõem a gastar um pouco mais para satisfazer sua busca à exclusividade.

Para os compradores normais,  os quais aprovaram o veículo e gostariam de levá-lo para a sua garagem, mas não fazem questão de comprá-lo em sua estreia, vale a pena esperar?

Para o consumidor comum, a regra de ouro é:

VISANDO A POSSUIR UM VEÍCULO MAIS CONFIÁVEL E APRIMORADO, RECOMENDA-SE COMPRAR MODELOS QUE ESTÃO HÁ PELO MENOS UM ANO NO MERCADO.

Os oito tópicos abaixo detalham as implicações de comprar um veículo recém-chegado ao mercado:

1 – Problemas de montagem

Como os trabalhadores da fábrica precisam de tempo para aprender a motar o veículo, ocorrem falhas na montagem e manufatura nos primeiros meses de produção, levando o modela a apresentar falhas com mais frequência. Na prática, isso significa comprar aquele carro com o painel cheio de rebarbas, portas desalinhadas, carroceria cheia de ruídos e algumas falhas mecânicas.

Por isso, não se recomenda comprar veículos que tenham menos de um ano no mercado.

2 – Atualização de componentes

Quando um veículo é lançado, a engenharia dos componentes costuma apresentar falhas, que só serão detectadas em campo, nas mãos dos clientes. Elas serão encaminhadas á montadora e fornecedores, que cuidarão de saná-los com a atualização das partes.

Portanto, quem compra o veículo depois de doze meses, já o recebe com as melhorias, com uma qualidade final superior. A paciência está do lado de quem sabe esperar.

3 – Possibilidade de problemas de manutenção

Assim como os fabricantes precisam aprender a fabricar o veículo, os concessionários devem aprender a repará-lo e fazer as revisões. Para isso, a montadora oferece treinamento.

Porém, devido à capacidade operacional limitada de prover a todos ao mesmo tempo, alguns revendedores vendem e reparam os veículos sem o devido cuidado, causando problemas de atendimento e insatisfação dos clientes.

4 – Possibilidade de  falta de peças

Como a montadora precisa fazer estoque inicial para iniciar a comercialização, a maioria dos componentes fabricados são destinados à manufatura. Assim, não sobram peças para a reposição, que só será feito após alguns meses.

Caso um veículo recém-lançado sofra um acidente ou precisar de um componente complexo, provavelmente não estará disponível, e o cliente ficará com o automóvel parado por muitos dias, gerando descontentamento. Este problema acontece com mais frequência em veículos com baixo volume de vendas ou importados que dependem de cotas de importação.

Vale lembrar que não há como estimar o sucesso de público de um modelo recém-lançado. Caso ele não seja bem recebido, as vendas forem baixas e/ou ele fique pouco tempo em linha, a probabilidade de ausência de peças de reposição aumenta.

5 – Preço de compra mais alto

Justamente por conta destes consumidores que desejam ter o veículo antes de todo mundo, as montadoras aplicam sobrepreço no primeiro ano de mercado, fazendo ajustes conforme a aceitação do modelo.

Em caso de grande sucesso de público ou melhorias significativas, pode até ficar mais caro, mas quem tiver paciência pode pagar menos. O inverso também é verdadeiro: quem compra um veículo prestes a sair de linha encontra bons descontos. Se não fizer questão de ter um modelo defasado, pode ser um bom negócio.

6 – Ausência de promoções

Objetivando a promoção de seu novo modelo e testar a aceitação do público, as montadoras colocam preços mais altos para eles nos primeiros meses. Posteriormente, ele sofre ajustes, como aumentos em caso de sucesso e descontos em caso de má aceitação.

Para adequar a comercialização de um carro à demanda, as montadoras fazem promoções frequentemente, geralmente após um ou dois anos de mercado, pois os fabricantes sabem que o perfil “novidadeiro” se dispõe a pagar mais pelo apelo da exclusividade proporcionada pelo modelo recém chegado ao mercado.

7 – Desvalorização mais acentuada

A maior parte da desvalorização ocorre nos três primeiros anos de uso, e depende do preço de compra do veículo, conforme detalhado nos itens anteriores. Os compradores um modelo em lançamento tende a sofrer maior depreciação, posto que pagou ágio de pelo menos 10% pelo veículo, e seu valor no mercado de usados se iguala aos exemplares vendidos posteriormente.

8 – Novas versões e modificação de conteúdo

Antes de lançar o modelo ao mercado, os fabricantes realizam pesquisas de mercado para aferir os reais desejos de potenciais compradores. Coletados os dados e informações dos clientes, são criadas as versões e definidos o conteúdo e equipamentos de cada uma.

Atualizações mecânicas e estruturais podem ser efetuadas pela montadora devido a  fatores diversos, tais como mudanças em leis de segurança e emissões, lançamentos da concorrência, mudanças no posicionamento de mercado e/ou perfil do consumidor.

Como o ciclo de vida de um automóvel varia de quatro a oito anos, em média, alterações profundas podem ocorrer durante sua permanência nas lojas. Os consumidores que compraram primeiro deixam de receber os aprimoramentos incluídos posteriormente.

UMA EXCEÇÃO PARA COMPRAR NO LANÇAMENTO

O modelo que estampa este artigo, o Volkswagen Novo Polo, consiste em exceção à regra. Assim como outros modelos da marca como os “irmãos maiores” Golfe Jetta, outros como o Ford “New” Fiesta, o Mtsubishi Pajero e a geração anterior do próprio Polo sofreram simplificações de acabamento e conteúdo com foco em “redução de custos de produção”, possibilitando comercializá-los a preços mais competitivos.

Em última análise, os primeiros compradores levam vantagem por terem recebido um produto mais completo e bem-acabado em relação às versões “depenadas” lançadas posteriormente.

CONCLUSÃO

Podem existir outros aspectos de comprar ou não um lançamento. No caso dos novidadeiros, nada disso é impeditivo, visto que eles possuem anseios e desejos distintos. Para o consumidor comum, o melhor é esperar um pouco para pegar um veículo mais confiável a um preço mais acessível.

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