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5 desvantagens de um carro de luxo para um comum

vantagem desvantagem carro de luxo

Os carros de luxo fazem parte do imaginário de boa parte da população, a qual exalta suas qualidades e prazeres, que de fato existem para serem desfrutados pelos seus felizes proprietários. Depois de detalhar 5 vantagens dos carros de luxo para os comuns, este post vai mostrar que automóveis premium não trazem apenas alegrias e exigem alguns cuidados e esclarecimentos para não trazer aborrecimentos e arrependimentos.

Segue abaixo uma lista com 5 desvantagens dos carros de luxo em relação aos de marcas de volume:

1. Preços de revisões, peças e serviços – Conforme relatado neste post, a maior armadilha ao se comprar um veículo se mostra mais traiçoeira no caso do segmento de luxo, em especial nos modelos de entrada. Estes competem com os modelos mais caros das marcas de volume, sendo oferecidos a preços semelhantes ou até inferiores, como no caso do Audi A3 Sedan (R$ 95.900,00) e do Toyota Corolla Altis (R$ 100.900,00). A questão fica por conta dos preços de revisões e peças, os quais podem ser até cinco vezes maiores no modelo alemão em relação ao japonês. Falando em linguagem popular: comprar um modelo premium se mostra mais fácil que manter. Em modelos usados, tal característica se acentua, pois o valor da aquisição cai, mas o de manutenção se mantém.

2. Disponibilidade de peças e tecnologias – Como se não bastasse o fato de as peças e serviços serem caros, existe a possibilidade de não se encontrarem disponíveis a pronta entrega. Assim, o consumidor fica com o veículo parado por semanas ou meses enquanto aguarda a chegada dos componentes. Tal fato ocorre com mais frequência nos modelos premium devido ao baixo volume de vendas. Outro fato consiste nas tecnologias disponíveis no exterior e não chegam no Brasil, devido à falta de infraestrutura tecnológica ou viabilidade financeira, como ocorreu nos primeiros GPS e modelos híbridos.

3. Adaptação às condições de rodagem brasileiras – Carros de luxo são projetados para atender a todos os mercados com poucas modificações. Porém, seu maior volume de vendas acontece nos países desenvolvidos, nos quais as ruas e estradas se encontram em boas condições de conservação e o combustível vendido tem qualidade exemplar. Quando os automóveis premium desembarcam por aqui, não estão adaptados aos buracos, lombadas e valetas nem à gasolina com um quarto de álcool tupiniquins. Posto isso, problemas de suspensão e injeção se mostram frequentes nas unidades vendidas no Brasil, geralmente entre proprietários displicentes na condução e manutenção. Em suma, o dono precisa ter cuidado redobrado no cuidado de seu veículo de alta classe.

4. Rede de concessionárias e oficinas – Toda montadora necessita de lucratividade mínima para se aventurar na abertura de um novo revendedor, o que se mostra mais complicado no mercado de luxo devido ao baixo volume de vendas. Em regra, as lojas se concentram nas capitais e cidades maiores, deixando as regiões mais afastadas e de menor vigor econômico desassistidas. Por isso, os moradores dessas regiões ficam excluídos pelos fabricantes, e os donos que precisam de assistência e peças em viagens a estes lugares enfrentam dificuldades como ter que guinchar o veículo por 500 quilômetros até a concessionária mais próxima, a um custo elevado. Muitos compradores desavisados se arrependem após tais ocorrências, levando à venda do veículo em alguns casos.

5. Desvalorização – Desde o início do Plano Real, os brasileiros sabem que carro não é investimento, mas no mercado de luxo esta máxima encontra respaldo ainda maior. Consumidores de luxo se mostram vorazes por novidade e exclusividade, com forte tendência a trocar os veículos com frequência. Soma-se os altos custos de manutenção, seguro e impostos, fatores que tornam sua propriedade mais dispendiosa, em comparação com os similares de marcas genéricas. Expostos tais fatores, a desvalorização de modelos seminovos e usados tende a ser maior no segmento premium. Para dar um exemplo, é possível encontrar Audi A4 ano 2010 vendidos a preços entre R$ 55 mil a R$ 60 mil, mesmo valor de um Toyota Corolla do mesmo ano/modelo. Vale lembrar que o primeiro era comercializado a cerca de R$ 120 mil quando era novo, enquanto o japonês saía por R$ 82 mil. Claro que o padrão dos automóveis se mostra muito diferente, o objetivo consiste em comparar a desvalorização, da qual o comprador deve tomar conhecimento.

Muitos irão falar “ah, mas rico não liga para essas coisas, eles podem pagar pelo luxo!”. Este fato se mostra verdadeiro para aqueles realmente abastados, para os quais os veículos são pouco significativos para o total do patrimônio e renda. Para aqueles que comprometem mais de 15% dos ganhos com o automóvel e/ou pretendem comprar um usado, fica a ressalva: comprar é mais fácil que manter, e andar de importado de luxo exige mais cuidados e gastos.

Usar apenas gasolina premium, redobrar a atenção com os buracos, lombadas, valetas, manter as revisões em dia e preparar o bolso para peças e pneus de preços na casa dos quatro ou cinco dígitos fazem parte da empreitada. Os ganhos de desempenho, conforto e status cobram um preço alto de seu feliz proprietário.

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