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Qual é a hora certa de trocar de carro? Introdução

trocar de carro
compra

Ao longo destas décadas nas quais acompanho de perto o mercado automotivo, sempre houve uma pergunta frequente:

QUAL É A HORA CERTA DE TROCAR DE CARRO?

Essa pergunta se mostra demasiadamente complexa, pois não existe uma resposta fechada para todos os motoristas, mas uma resposta individual para cada indivíduo. Não existem duas pessoas iguais, portanto não haverá duas respostas idênticas. Os itens abordados tratarão de alguns padrões gerais de forma lógica e racional, mas aspectos subjetivos não podem ser desprezados em nenhuma hipótese. Para isso, será feita uma série de matérias analisando diversos casos e situações.

Antes de responder, preciso fazer uma colocação importante. O automóvel possui forte carga emocional em alguns indivíduos, os quais o enxergam como parte da sua personalidade e autoestima, ao passo que possui pouca importância para outros, consistindo em mero equipamento de transporte. Nesta análise, pretendo excluir aspectos subjetivos e pessoais, buscando uma resposta mais racional e objetiva, com foco no segundo perfil. Posteriormente, o aspecto emocional passará por análise.

Uma abordagem objetiva no que concerne à aquisição e troca de um automóvel possui seu foco centrado em sua utilização. Isto é, em ter o veículo mais adequado para atender as necessidades do condutor, proporcionando segurança, bem-estar e economia de recursos. Fatores como local onde o condutor trafega, média de quilometragem percorrida, composição familiar, hábitos e prioridades pessoais, condição financeira, presença de outros veículos na residência e se o veículo é utilizado para trabalho. Todas essas nuances fazem parte da análise, dentre tantas que podemos enumerar.

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Como regra geral, o consumidor deve ter como objetivo maximizar o usufruto dos benefícios daquele automóvel, utilitário ou motocicleta, de preferência pelo maior tempo que conseguir. Veículos custam muito caro e sua troca exige grande dispêndio de recursos financeiros e, principalmente, tempo e esforço.

Para quem já possui um, é necessário vender o modelo antigo, ou dá-lo como parte de pagamento do que será adquirido. O processo de venda ou permuta exige o pagamento de débitos pendentes e a transferência da documentação, um processo custoso e burocrático. Caso o proprietário opte pela venda particular ou consignação em loja especializada, passará pelo procedimento de venda, bastante trabalhoso e demorado, variando conforme a marca e modelo do veículo. Entre a venda do modelo antigo à conclusão da compra do novo, a via-crucis pode ser de vários meses.

A compra do novo também se mostra trabalhosa. O feliz comprador deve fazer a pesquisa, com o objetivo de definir o modelo de sua preferência. Uma vez escolhido, a tomada de preços demanda bastante esforço, com pesquisa de valores, equipamentos, cores e algum benefício adicional como seguro subsidiado, impostos pagos pelo revendedor ou algum acessório. Uma vez fechada a compra, 90% dos compradores farão financiamento, e a busca pelas melhores taxas e condições também deve ser feita, desta vez com os bancos. Então, o contente comprador dará entrada na documentação no DETRAN, ou delegará ao despachante, o que ainda exige a assinatura de diversos documentos e pagamento de taxas. A parte legal consiste na escolha dos acessórios, os quais podem custar um percentual considerável do valor do veículo. Com tudo pronto, o “bebê” será entregue em um prazo de um dia a dois meses. Ufa! Mas ainda não acabou…se for zero-quilômetro, deve ser levado imediatamente ao posto de gasolina e para emplacamento.

Enfim, o processo de troca de carro se mostra muito trabalhoso, e os custos sempre serão altos, podendo passar das centenas de milhares de reais, em modelos de luxo. Para concluir a introdução, esta é a regra de ouro para o comprador inteligente:

DEVE-SE TROCAR DE CARRO O MENOR NÚMERO DE VEZES POSSÍVEL

Junto com sua dedução imediata:

FICAR O MÁXIMO DE TEMPO POSSÍVEL COM O MESMO CARRO

Este é o princípio básico que norteará essa série de posts sobre o momento certo de troca de veículos, com enfoque objetivo.

O motorista que deseja maximizar o uso de seu dinheiro com o veículo sempre lembrará que um veículo novo implicará maiores custos, como parcelas de financiamento (se houver), IPVA e seguro mais caros, revisões e peças de reposição mais custosos, em geral. Via de regra, os consumidores tendem a fazer um upgrade (trocar por modelos mais novos e avançados), o que trará os aumentos de despesa. Frequentemente, ele se realiza sem uma correta avaliação de seu impacto financeiro, podendo trazer problemas. Este tópico terá um post dedicado, descrevendo suas vantagens e desvantagens.

Caso a opção seja pelo downgrade (troca por modelos mais simples e/ou antigos), o efeito reverso ocorrerá. Este é um caso comum de recomendação de troca, para pessoas com problemas financeiros ou que passaram por grandes mudanças em seus hábitos de utilização. Esse será assunto com um post exclusivo, assim como o anterior.

O consumidor inteligente tentará usar o veículo até que se esgote os seus benefícios, aproveitando os custos decrescentes com o passar dos anos, até que voltem a subir com a necessidade de manutenções mais caras, quando deve ser trocado. Por outro lado, uma série de exceções podem ocorrer, nos quais a troca passa a ser recomendada, tais como:

  1. Mudança no perfil de utilização
  2. Mudança na composição familiar do motorista
  3. Aumento ou diminuição na quilometragem média rodada
  4. Compra ou venda de outro veículo pelo condutor
  5. Mudança na situação socioeconômica do motorista
  6. Fatores relacionados à marca ou modelo do veículo

O fato de o veículo ser utilizado para trabalho ou lazer também exigirá uma análise diferenciada.

Nesta introdução, podemos constatar a grande diversidade de fatores que influenciam o momento de trocar o carro, ou não, baseados em todos os fatores pessoais e dos veículos. Existem profissionais chamados consultores automotivos, que fazem análises minuciosas do perfil de seus clientes. Veja uma neste link. Esta série de posts trará alguns pontos considerados, de maneira sucinta.

Caso tenha dúvidas ou queira fazer uma pergunta ou sugestão, envie mensagem privada em nossa página do Facebook, www.facebook.com/alemdaautoescola.

 

 

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