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Como funciona um motor 4 tempos

motor 4 tempos como funciona

Naturalmente, toda a população mundial sabe que qualquer veículo precisa de combustível para funcionar. Mesmo aqueles sem conhecimento algum de mecânica entendem que sua propulsão depende do motor, o qual funciona através da queima do líquido carburante.

Mas como ocorre o processo de combustão interna dos motores?

A maioria dos veículos equipados com motores a combustão interna utilizam os ciclos Otto e Diesel, cujo funcionamento ocorre em quatro fases. Ou quatro tempos, como se fala usualmente. Eles são:

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Você sabe a quantidade de poluentes que seu carro emite?

você sabe a quantidade de poluentes que seu carro emite?

A cultura automotiva europeia se encontra em estágio bastante avançado em relação à brasileira, especialmente no que concerne à segurança veicular e emissão de poluentes. Por lá, todos os consumidores pesquisam e comparam as notas de crash tests e quantidade de poluentes emitidos pelo automóvel a ser adquirido.

Maus resultados levam à retirada de produtos do mercado e sérios danos à imagem dos fabricantes, a exemplo do dieselgate nos EUA.

No Brasil, a conscientização sobre as notas de segurança começa a avançar lentamente, como mostra a repercussão da nota zero recebida pelo Chevrolet Onix no impacto lateral do teste efetuado pela LatinNCAP, especialmente entre os gearheads.

Por outro lado, grande parte dos apaixonados por carros e motos desconhecem a unidade de medida de emissões, assim como os principais gases poluentes emitidos por motores a gasolina ou diesel.

O movimento ambientalista cresce a passos largos, mas pouquíssimos de seus defensores conhecem a quantidade de poluentes que seus veículos emitem na atmosfera. Tampouco, sabem qual é sua unidade de medida mais conhecida.

Posto isso, pergunto aos principais formadores de opinião sobre carros e meio ambiente, os autoentusiastas e ambientalistas:

VOCÊ SABE QUANTO O SEU CARRO OU MOTO EMITE DE GASES POLUENTES?

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Como ajustar corretamente o banco do motorista

aprenda a regular o banco do motorista corretamente

Grande parte dos motoristas considera o ato de dirigir como algo extremamente desgastante e penoso. Atribuem a causas externas, como o trânsito, a má conservação das vias e o comportamento de outros motoristas, tamanho sofrimento ao conduzir veículos.

Por outro lado, não percebem que algumas causas de tamanho estresse advêm de atitudes pessoais. Tampouco compreendem porquê outros motoristas chegam descansados após longas viagens e se colocam a curtir imediatamente, situação na qual eles terminariam em farrapos e necessitariam de várias horas para se recuperar. Qual o segredo?

Dentre tantos, pode-se afirmar que o fator mais importante consiste na regulagem correta do banco do motorista. Veja como fazê-lo nos tópicos abaixo, os quais detalharão cada uma em separado.

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Maio amarelo, crash test do Onix e o consumidor brasileiro

crash test lateral onix nota zero

Chevrolet Onix, modelo mais vendido no mercado brasileiro, tira nota zero no crash test lateral

O movimento Maio Amarelo, patrocinado por diversas entidades públicas e privadas, visa a reduzir o número de mortes e acidentes no trânsito. O ponto principal consiste em atitudes que os motoristas devem praticar ou evitar ao dirigir, como usar o telefone móvel, respeitar os limites de velocidade, atravessar na faixa, dentre outras ações óbvias, importantes, mas negligenciadas por muitos participantes do trânsito.

Entretanto, o movimento falha em evidenciar na conscientização do fator mais importante, o qual vai muito além das medidas paliativas sugeridas. Para reduzir drasticamente as mortes no trânsito, a principal medida é:

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A verdade sobre os “carros de garagem”

carro não foi feito para ficar parado

O senso comum afirma que carros com pouco uso e baixa quilometragem costumam ser as melhores compras no mercado de seminovos e usados.

Os exemplares descritos como “carro de garagem” em anúncios em sites de compra e venda, sobre os quais os proprietários declaram que o veículo roda com frequências como “duas vezes por mês” ou “uma vez por semana” se mostram mesmo uma grande vantagem?

Adquirir automóveis os quais permanecem a maior parte do tempo parados são, de fato, boas compras? Ou apenas um mito criado pelo mercado?

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Taxa de compressão e sua influência na performance

taxa de compressão pmi pms

Em 2003, os motores com tecnologia bicombustível surgiram no mercado brasileiro com o VW Gol 1.6 Total Flex, o primeiro modelo a ser lançado comercialmente após dez anos de testes, em conjunto com a fornecedora Magnetti Marelli.

Após este marco de desenvolvimento, a esmagadora maioria dos veículos vendidos no Brasil empregam este recurso tecnológico, mesmo que haja rejeição por parte considerável do público.

Desde então, os motoristas quebram a cabeça fazendo cálculos para descobrir qual combustível permite rodar gastando menos: álcool ou gasolina. Geralmente baseados em aproximações como o álcool passa a ser vantajoso se custar menos de 70% do preço da gasolina.

Sinto muito informar, mas não é possível saber com precisão se o seu veículo funciona melhor com um ou outro, pois cada carro possui seu quociente próprio do preço do álcool/gasolina baseado em suas características de projeto.

Para compreender melhor, é necessário compreender um conceito técnico denominado TAXA DE COMPRESSÃO para não desperdiçar dinheiro. Este é o tema desse post.

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Distribuição de peso: aspecto importante da dinâmica veícular

carros com mesmo motor e desempenhos diferentes

Ford Focus, Fiesta e EcoSport: todos têm o mesmo motor, mas desempenho, consumo e dirigibilidade muito distintos

Ao olhar para veículos totalmente diferentes, o motorista leigo não sabe que muitos são equipados com o mesmo motor de outros modelos, como no caso dos três Ford da imagem acima. Porém, os mais interessados estão cientes do fato, assim como questionam o porquê de tamanha discrepância de performance entre eles.

Em uma análise mais superficial, a justificativa para o desempenho superior do Fiesta em relação à Ecosport se dá pelo peso, centro de gravidade e aerodinâmica. Contudo, há casos nos quais modelos mais pesados apresentam melhor performance em relação a modelos mais leves e baixos, contrariando o senso comum.

A explicação para isso reside em uma disciplina das faculdades de engenharia mecânica automotiva, explorada à exaustão pelos projetistas da Fórmula 1 e dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento dos fabricantes. Entretanto, permanece desconhecida do grande público, incluindo muitos ditos especialistas em automóveis, incluindo jornalistas especializados. Ela é a:

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