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Você sabe a quantidade de poluentes que seu carro emite?

você sabe a quantidade de poluentes que seu carro emite?

você sabe a quantidade de poluentes que seu carro emite?

A cultura automotiva europeia se encontra em estágio bastante avançado em relação à brasileira, especialmente no que concerne à segurança veicular e emissão de poluentes. Por lá, todos os consumidores pesquisam e comparam as notas de crash tests e quantidade de poluentes emitidos pelo automóvel a ser adquirido.

Maus resultados levam à retirada de produtos do mercado e sérios danos à imagem dos fabricantes, a exemplo do dieselgate nos EUA.

No Brasil, a conscientização sobre as notas de segurança começa a avançar lentamente, como mostra a repercussão da nota zero recebida pelo Chevrolet Onix no impacto lateral do teste efetuado pela LatinNCAP, especialmente entre os gearheads.

Por outro lado, grande parte dos apaixonados por carros e motos desconhecem a unidade de medida de emissões, assim como os principais gases poluentes emitidos por motores a gasolina ou diesel.

O movimento ambientalista cresce a passos largos, mas pouquíssimos de seus defensores conhecem a quantidade de poluentes que seus veículos emitem na atmosfera. Tampouco, sabem qual é sua unidade de medida mais conhecida.

Posto isso, pergunto aos principais formadores de opinião sobre carros e meio ambiente, os autoentusiastas e ambientalistas:

VOCÊ SABE QUANTO O SEU CARRO OU MOTO EMITE DE GASES POLUENTES?

Primeiramente, precisamos saber como quantificar o volume de emissões que os veículos automotores geram.

Em uma combustão ideal, todo o combustível queimado deveria virar gás carbônico (CO2). O gás carbônico não é considerado um poluente por não prejudicar o organismo humano, mas é um gás estufa. Daí a preocupação com a quantidade de sua emissão, pois seu volume gerado se mostra muito grande em relação aos outros poluentes.

Assim, os engenheiros de motores convencionaram medir o nível de emissão de poluentes de um veículo em gramas de gás carbônico por quilômetro rodado, cuja notação é gCO2/km.

No mundo real, a combustão nunca é completa, e outros poluentes muito mais nocivos advêm do funcionamento dos motores, como o monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC) e óxido nitroso (NOx). Saiba mais sobre os gases poluentes neste artigo:

Conheça os gases poluentes que seu carro emite

Os gases acima, produtos de uma combustão incompleta, causam sérios danos à saúde e ao meio ambiente, por isso as entidades homologadoras e os fabricantes consideram que sua emissão deve ser zero. A forma mais eficiente de reduzir a emissão desses resíduos consiste no aprimoramento da tecnologia de catalisadores, pois a mera redução de consumo de combustível não implica necessariamente sua mitigação.

Por sua vez, o gás carbônico se mostra um produto natural do funcionamento dos motores, mas busca-se sempre melhorar a eficiência energética. Para avaliar se o resultado está sendo alcançado, os engenheiros devem perseguir a redução das emissões de CO2, um indício de redução de consumo de combustível. Ele se mostra o principal indicador de melhoria de aproveitamento do poder calorífico do combustível.

Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia de motores, o consumo de combustível se reduz paulatinamente, ao passo que o desempenho melhora. A partir dessa constatação de fácil percepção, podemos observar a melhoria na quantidade de gás carbônico emitido. As linhas abaixo trazem uma estimativa de gramas por quilômetro rodado ao longo do tempo, junto com as inovações tecnológicas responsáveis por sua queda:

Nota: os números inferiores descrevem os modelos menos poluentes da época, como os modelos populares e/ou híbridos e elétricos; os superiores relatam os modelos mais poluentes, os quais costumam ser os de alta potência, com motores grandes potentes e beberrões, como os V8 americanos e superesportivos como Ferrari e Lamborghini.

  • Anos 1940 – acima de 5000 gCO2/km. A partir desta época, novas tecnologias foram implementadas para redução de consumo de combustível, consequentemente impactando nas emissões.
  • Anos 1970 – 1500 a 4000 gCO2/km. A crise do petróleo obrigou os fabricantes a implantar uma nova onda de novas soluções para reduzir o consumo.
  • Anos 1980 – 500 a 2000 gCO2/km. Início da aplicação de catalisadores em larga escala. Legislações ambientais mais rígidas e necessidade de testes de homologação trouxeram rápida redução das emissões.
  • Anos 1990 – 300 a 1000 gCO2/km. O aumento das restrições legais universalizou o uso dos catalisadores e surgimento de novas tecnologias como injeção eletrônica e cabeçote multiválvulas se disseminou.
  • Anos 2000 – 100 a 500 gCO2/km. A disseminação do downsizing de motores e o surgimento da motorização híbrida e elétrica contribuiu para a rápida queda nas emissões.
  • 2010 até o momento – zero a 400 gCO2/km. Veículos de emissão zero já são vendidos em escala comercial e os modelos a combustão se encontram em estágio tecnológico avançado na maior parte do mundo. A média de emissões gira entre 130 a 250 gCO2/km nos dias de hoje.
  • Projeção para o futuro – Com a renovação da frota e contínua redução de emissões, países como a Alemanha desejam produzir e comercializar apenas modelos que não poluem até 2030 e eliminar os veículos a combustão das ruas até 2050, exceto os de coleção. O resto do mundo deve seguir seus passos.

E OS CARROS QUE DIRIGIMOS NO DIA-A-DIA, QUANTO POLUEM? ONDE DESCUBRO SEUS DADOS DE EMISSÕES?

Os modelos menos poluentes são os híbridos comercializados atualmente no Brasil (2017), notadamente o Toyota Prius, Lexus CT200h e Ford Fusion. Todos emitem entre 50 e 80 gCO2/km. O grupo PSA fez um ótimo trabalho no seu motor 1.2 Puretech, com todos os modelos emitindo abaixo de 100 gCO2/km. A Volkswagen também possui modelos que emitem menos de 100 gCO2/km em 2017.

Na média, os modelos zero quilômetro emitem entre 100 e 300 gramas de gás carbônico por quilômetro, entre compactos de entrada e SUV´s grandes a diesel.

Confira o quanto seu carro emite neste documento de homologação da CONPET, entidade responsável pela homologação de eficiência energética.

CONPET – Emissões e eficiência energética de veículos comercializados no Brasil

Antes de comprar um carro novo, este site deve ser consultado. Em países desenvolvidos, este hábito já está incorporado pela maior parte da população. Conforme a educação automotiva avançar por aqui, chegaremos a este nível de esclarecimento.

Cabe a nós saber o impacto ambiental de nossos veículos e fazer nosso papel de consumidores e cidadãos para melhorar a qualidade de nossos equipamentos de transporte, tornando-os mais limpos e seguros. Agora que você já sabe a quantidade de emissões de seu carro, motocicleta, caminhão ou utilitário, dissemine o conhecimento.

 

 

 

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