Arquivo da tag: meio ambiente

7 motivos para comprar um carro híbrido

ecologico

Muitos desejam possuir um automóvel com propulsão híbrida, mas esbarram em um grande obstáculo: são muito caros.

Menor emissão de poluentes, economia de combustível, isenção do rodízio, menor alíquota de IPVA e manutenção mais barata seriam bons chamarizes para a sua popularização, mas o preço de compra torna a compra proibitiva.

Vamos entender porquê os carros híbridos ainda custam muito. Basicamente, por três motivos:

Continuar lendo

Anúncios

Turbo: um grande aliado do meio ambiente

turbo

Turbocompressor ou turbina

O poder do turbocompressor consiste em uma dos raros artifícios mecânicos cujo resultado caiu no vocabulário do cidadão comum, leigo em relação ao mundo do automóvel.

Quando alguém busca um trabalho extra, diz que pretende “turbinar a renda”, quando uma mulher implanta silicone  nos seios, chamam-na de “turbinada”. Enfim, o termo se mostra assimilado pela sociedade como um todo.

Por outro lado, o senso comum observa apenas uma parte dos benefícios dos turbocompressores, o ganho de desempenho. Este post descreverá brevemente outros ganhos obtidos por este arranjo mecânico. Continuar lendo

Conheça os gases poluentes que seu carro emite

emissões

Todo mundo está careca de saber que os automóveis, motocicletas e utilitários são grandes responsáveis pela emissão de poluentes, especialmente nas grandes cidades. Por outro lado, poucos conhecem os tipos de gases que eles colocam no ar e seus malefícios, tampouco a legislação em vigor para mitigar seus efeitos. Neste post, será feito um breve relato deste assunto tão complexo, de forma descomplicada e de fácil entendimento.

Os principais gases tóxicos emitidos pelos automóveis são:

CO (monóxido de carbono) – é um gás asfixiante. Diminui a oxigenação no sangue, causando tonturas, vertigens e alterações no sistema nervoso central. Uma vez na corrente sanguínea, transforma-se em CO2 e participa de reações fotoquímicas. Agrava problemas cardíacos e respiratórios. Em concentrações muito elevadas, leva à morte. São emitidos por todos os veículos, e sua emissão foi reduzida em mais de 90% desde o início do programa de redução de emissões (PROCONVE), em 1988.

NOx (Óxidos de nitrogênio) – são gases irritantes. Provocam desconforto respiratório, diminuição da imunidade e alterações celulares. Agrava os problemas respiratórios, como alergias, asma e bronquite. Sua emissão é feita majoritariamente por veículos movidos a diesel. Sua emissão foi reduzida em mais de 95% desde o início dos controles ambientais.

HC (hidrocarbonetos) – Assim como os óxidos de nitrogênio, provocam irritação nos olhos, nariz, pele e aparelho respiratório. São cancerígenos. Sua emissão é feita pelos motores de ciclo Otto (álcool e gasolina) e diesel. Sua emissão foi reduzida em 99% para os primeiros e em 80% para os demais.

CH4 (metano) – Apesar de não trazer grandes malefícios ao corpo humano, é um gás estufa. Seu excesso de emissão contribui para o aquecimento global. Não é avaliado pelo PROCONVE.

CHO (aldeídos) – Também é um gás irritante e provoca os mesmos efeitos do HC e NOx, e também é cancerígeno. Pelo fato de sua emissão ser menor que a dos demais poluentes, foi reduzida em 70% desde o início do programa de emissões veiculares. Aparece em ambos os ciclos de combustão.

MP (material particulado) – é a famosa fumaça, a qual aparece principalmente nos motores diesel. Além de causarem grandes danos ao sistema respiratório, pois ficam retidas nos alvéolos pulmonares, causando grande irritação e desconforto, também contribuem para agravar o efeito estufa. Desde o início do PROCONVE, sua emissão foi cortada em 95% para veículos novos.

CO2 (dióxido de carbono) – Assim como o metano, não é prejudicial à saúde, mas é o principal causador do efeito estufa, por ser o gás emitido em maior quantidade. Do ponto de vista da engenharia de motores, um aumento em seu volume costuma ser visto como algo positivo, pois ele é resultado de combustão completa, ou seja, o motor está trabalhando de maneira eficiente. A melhor forma de reduzir sua emissão reside na redução de consumo de combustível.

Desde a entrada em vigor da legislação PROCONVE, em 1988, a emissão de poluentes caiu mais de 90% para veículos novos. Ela ocorreu em cinco fases, com suas datas e principais inovações:

  • PL-1 – 1988 a 1991 – início do controle de emissões e inovações mecânicas para reduzi-las
  • PL-2 – 1992 a 1996 – catalisadores e injeção eletrônica. Controle de ruído.
  • PL-3 – 1997 a 2004 – reduções drásticas das emissões e consumo de combustível. Avanço tecnológico.
  • PL-4 – 2005 a 2008 – grande redução das emissões de HC e NOx. Melhoria na eficiência da combustão.
  • PL-5 – 2009 a 2013 – continuação no aprimoramento da eficiência energética.

Os documentos abaixo, de autoria do Ministério do Meio Ambiente e da SPTrans, descrevem com mais detalhes os avanços no controle de poluição e características da legislação:

http://www.mma.gov.br/estruturas/163/_arquivos/proconve_163.pdf

http://www.sptrans.com.br/pdf/biblioteca_tecnica/PCPV.pdf

Economia e respeito ao meio ambiente: compre somente veículos nota A em eficiência energética

eco driving

A maioria das pessoas que compram eletrodomésticos, tais como geladeiras, fogões, freezers, máquinas de lavar e condicionadores de ar, dentre outros, já têm como hábito basear sua decisão nas etiquetas de eficiência energética do Inmetro, como forma de economizar dinheiro e ajudar na preservação do meio ambiente. Mas você sabia que os automóveis, motocicletas, vans, ônibus e veículos de carga também levam a certificação?

Todos os veículos levam a etiqueta do Instituto, a qual se mostra muito parecida com a de eletrodomésticos. É muito simples e intuitiva e qualquer consumidor está apto a compreender seus dados. Tem-se um exemplo abaixo:

etiqueta inmetro

Na parte superior, constam os dados do veículo: categoria, marca, modelo, versão, motor e transmissão. Esses são os dados determinantes para determinar a eficiência energética.

A escala de A a E é uma escala comparativa por categoria. Ela dá nota A para o mais eficiente e vai até E, para o que consome mais combustível. A nota é concedida de acordo com a escala colorida ao lado. Vale lembrar que o consumo de veículos de categorias diferentes não devem ser equiparados, pois as escalas são individuais para cada uma. Por exemplo, não podemos comparar a nota de um VW Gol com a de uma Toyota Hilux, pois os dados de um compacto diferem muito dos de uma picape. Mas podemos comparar um Fiat Palio com um Honda Fit, pois ambos são compactos.

No rodapé, temos a medição de autonomia em quilômetros por litro, medidos em um teste padronizado pelo Inmetro. Ele tende a ser conservador com o intuito de cobrir um espectro de 90% dos condutores que atingem esses números. Deve-se considerar que o trajeto habitual e modo de condução de cada motorista geram grandes variações nos números. Neste caso, um motorista que circula em trânsito pesado e dirige de modo mais agressivo pode fazer médias abaixo de 7 km/l, enquanto outro que roda predominantemente em avenidas livres e guia de forma suave pode atingir mais de 11 km com um litro de combustível.

Faço uma ressalva para a etiqueta do Inmetro: em diversos países, principalmente na Europa, é um hábito consolidado divulgar os índices de emissões em gramas de CO2 por quilômetro rodado. Infelizmente, ele não é medido e divulgado no Brasil, apesar de os fabricantes possuírem os dados prontos para divulgação. A cultura da preservação ambiental ainda é incipiente em terras tupiniquins, e incluir esta informação na etiqueta contribuiria significativamente para isso.

O Inmetro divulga uma tabela de eficiência energética para todos os veículos testados desde 2009. Cultive o hábito de verificar a eficiência energética de todos os automóveis.Confira no link abaixo a nota do seu veículo ou daquele que você pretende adquirir:

http://www.inmetro.gov.br/consumidor/tabelas_pbe_veicular.asp

Sistema start-stop: um aliado do meio ambiente e do bolso

startstop

Com a urgência de redução de emissões de gases poluentes e combustível caro, não basta melhorar a eficiência energética dos motores. É preciso otimizar o tempo de funcionamento. No tráfego urbano, sabe-se que o veículo fica parado pelo menos 20% do tempo, em marcha lenta, mencionando ainda os congestionamentos, no qual o veículo passa menos de 10% do tempo em movimento.

Por que o propulsor precisa ficar ligado todo esse tempo, queimando combustível sem cumprir o seu papel? A partir desta pergunta, os engenheiros da Valeo criaram o sistema start-stop, o qual estreou em 2004 no Citroën C3 francês.

Seu princípio de funcionamento principal está no desligamento e repartida automáticos após o veículo permanecer parado e desengatado durante um determinado período de tempo, o qual varia entre 10 segundos e 1 minuto, conforme a configuração da central eletrônica. Simplificando: quando o veículo está parado no sinal ou congestionamento, o start-stop desliga o motor. Quando retomar o percurso, dá a partida de forma automática, sem atrasos. A economia de combustível é de pelo menos 8% e a redução de emissões pode chegar a até 20%. O silêncio interno também agrada bastante.

Na prática, o funcionamento é simples e não exige grandes intervenções do motorista: em veículo de câmbio manual, é necessário pisar no pedal de embreagem e deixar a alavanca de trocas em ponto morto para que o motor seja desligado. Ao engatar a primeira marcha e soltar a embreagem, o motor parte novamente. Em carros automáticos, basta manter o pedal de freio pressionado para parar o propulsor, que reiniciará ao soltar.

A desvantagem do sistema consiste no maior preço dos componentes do sistema elétrico, como bateria e motor de partida, de maior capacidade devido à carga significativamente maior. Outro ponto negativo consiste no fato de que o ar condicionado funciona apenas na ventilação com o motor desligado, como nos veículos sem o sistema. Eles possuem a opção de desativar o start-stop, deixando o propulsor ativo apenas para manter a refrigeração funcionando, anulando a economia pretendida e atuando como um veículo comum.

Alguém pode perguntar: se eu simular manualmente o funcionamento do sistema start-stop, vou economizar combustível?

A resposta é sim. A economia de combustível será a mesma ou até maior do que a do sistema automatizado, pois o motorista pode desligar o motor logo ao perceber que irá ficar parado, sem esperar os dez segundos.

Então todos os motoristas deveriam desligar o motor toda vez que parassem em um sinal?

Não. O sistema de partida de um veículo comum não é projetado para suportar tantas partidas, o que ocasionaria desgaste prematuro no motor de partida e na bateria, trazendo a necessidade de manutenção antecipada, cujo custo supera o valor economizado com combustível. O motorista pode ficar sem bateria em caso de muitas partidas sucessivas. Este procedimento só é recomendado caso o tanque esteja na reserva para aumentar a autonomia. Não deve ser usado como padrão, pois sobrecarrega o sistema elétrico.

O que aconteceria se todos os veículos fossem equipados com o sistema?

A queda nas emissões seria considerável, melhorando a qualidade do ar dos grandes centros. Com os veículos desligados enquanto parados, o nível de ruído também seria reduzido. Bilhões de litros de combustíveis seriam economizados, impactando positivamente o preço. A despesa com combustíveis seria 10% menos, em média. Os carros seriam mais confortáveis devido ao novo funcionamento, mas também mais caros, por conta dos componentes mais reforçados.

Veículos como o Audi A1, o BMW X1 e Porsche Panamera já são equipados com o sistema start-stop. Sua popularização traria diversos benefícios aos seus compradores e ao meio ambiente. Confira seu funcionamento no vídeo feito pela Bosch, para carros com transmissão manual:

Audi desenvolve veículo elétrico com autonomia de 500 km

Como comentado em outros posts, o ponto fraco do carro elétrico atual é a baixa autonomia. A Audi está trabalhando em cima e promete lançar o Q7 e-tron com autonomia de 500 quilômetros. Confira mais nesta matéria do Jornal do Carro:

http://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/noticias/carros,audi-lancara-utilitario-eletrico-em-breve,23461,0.htm

Q7_e-tron_1_670

Condução inteligente: a solução para economizar e preservar o meio ambiente

eco

Todos os brasileiros estão decepcionados com o aumento do preço dos combustíveis e estão preocupados sobre qual medida devem tomar para não sofrer tanto. Outro efeito nefasto consiste na inflação gerada em todos os produtos que consumimos, pois seu transporte quase sempre depende do diesel dos caminhões. E isso tem solução? Não temos controle sobre os valores cobrados pela gasolina, mas podemos fazer a nossa parte: mudar nossos hábitos de direção.

Na série Condução Inteligente, explicarei quais os principais hábitos do motorista inteligente, listados abaixo e detalhados nos demais postos.

  1. Deixar o motor ligado apenas quando o carro estiver em movimento.
  2. Controlar a rotação do motor pelo conta-giros. Andar sempre na faixa ideal de economia, evitando rotações muito altas e muito baixas.
  3. Pouco acelerador e pouco freio. Fazer mudanças lentas e gradativas de velocidade, evitando arrancadas e freadas bruscas.
  4. Andar sempre no limite da via, seguindo o ritmo do fluxo de veículos. Além de economizar combustível e freios, também evita multas.
  5. Calibrar os pneus a cada 15 dias. Um único pneu descalibrado aumenta o consumo em 15% ou mais.
  6. Manter a manutenção sempre em dia.
  7. Abasteça sempre com combustível de qualidade.
  8. Levar somente o necessário no veículo. Cada 50 quilos de carga aumenta o consumo em 5%. Parece pouco, mas em um período longo a economia é considerável.

Ficou interessado em economizar? Esta série traz o essencial para você fazer seu dinheiro render. Não podemos depender do governo nem das montadoras para aliviar o nosso bolso. Vamos fazer a nossa parte. Mãos à obra!