Ir para conteúdo
Anúncios

Como não arranhar a marcha a ré ao engatar

como não arranhar a marcha a ré ao engatar

Um detalhe pequeno mas irritante, para muitos motoristas é a arranhada que alguns carros dão ao engatar a marcha-a-ré. Descubra como se livrar desse incômodo de uma vez por todas com esse macete muito simples.

Um conjunto de componentes importantes da transmissão manual consiste nos anéis sincronizadores. Resumidamente, eles servem para sincronizar os engates das marchas em sua ordem de engate, conforme a movimentação que o motorista faz com a alavanca durante a condução.

Sua função consiste em tornar os engates macios e precisos, com trocas de marchas mais rápidas e sem “arranhadas”, as quais desgastam as engrenagens prematuramente, afora o ruído impertinente.

MAR POR QUE A MARCHA-A-RÉ ARRANHA TANTO AO ENGATAR?

Por dois motivos. Quando o motorista precisa andar em marcha-a-ré, ele para o veículo primeiro, naturalmente. Os anéis sincronizadores desta marcha fazem seu pareamento com a primeira ou a quinta marcha, a depender do modelo do veículo.

Exemplos

Os Chevrolet Celta, Classic e Vectra (da marca Clark) possuem anéis sincronizadores da ré com a primeira marcha. Os Volkswagen como motor AP, como Gol G1 e G2, Parati e Santana, equipados com câmbio 013, têm seu reverso sincronizado com a quinta marcha, assim como a linha Ford Rocam e seus Ka, Fiesta e EcoSport. Ao passo que os modelos com motores EA111, como Polo, Fox, Gol G5 e G6, Golf, etc, com a transmissão modelo MQ200, têm a ré sincronizada com a primeira marcha, como os GM.

O segundo consiste no acoplamento de três engrenagens ao invés de duas, como nas marchas para a frente. A ré possui uma engrenagem extra cuja função consiste em reverter o sentido de rotação do conjunto motriz, fazendo o veículo andar para trás, como desejado. Quando o motorista engata a marcha reversa, o pinhão -engrenagem que faz o acoplamento da marcha-a-ré – precisa se encaixar entre as duas outras em um espaço reduzido.

Ao parar o veículo, a situação mais comum consiste em desengatar a segunda ou terceira marcha para colocar a alavanca em ponto morto (N). Isso deixa a ré sem sincronização com a sua marcha subsequente, a qual pode ser a primeira ou quinta, causando o desalinhamento do pinhão com as engrenagens da ré. Ao engatar, ocorre o choque entre os dentes das três engrenagens, gerando o ruído estridente e causando desgaste das peças, com consequente redução de sua vida útil.

Leia também: Câmbio curto e câmbio longo: entenda a influência no desempenho do carro

ENTÃO QUAL É O MACETE PARA NÃO ARRANHAR A MARCHA-A-RÉ AO ENGATAR?

Antes de fazer o engate do reverso, faça o engate da marcha que sincroniza com a ré. Descubra qual é a marcha que sincroniza com a ré.

Observe o desenho da sua alavanca de câmbio: se a ré aparecer junto com a quinta (como uma “sexta marcha”, a exemplo da foto que ilustra esse artigo), pise na embreagem e engate a quinta marcha, com o veículo parado. Mantenha a embreagem pressionada e engate a ré. Solte a embreagem e dirija normalmente.

Perceba que o engate é muito mais macio e preciso, sem ruídos de atrito entre as engrenagens. Este é o resultado da sincronização.

Analogamente, se o desenho na sua alavanca mostra a ré do lado da primeira marcha, pise na embreagem, engate a primeira sem soltá-la e engate a ré. Então arranque com o veículo para trás.

Caso o ruído de “arranhado” persista após este procedimento, pode haver algum problema na caixa de câmbio, como anéis sincronizadores ou engrenagens danificados ou embreagem desgastada. Leve seu veículo ao mecânico para verificação e manutenção, se necessário.

Certifique-se que a embreagem foi pressionada até o final, com o pedal colado no assoalho, pois somente assim ocorre o total desacoplamento. Caso ainda esteja com pequeno acoplamento, ocorrerá o choque entre as engrenagens e a famigerada “arranhada”.

Infelizmente, poucas pessoas conhecem este macete tão simples para evitar aquele arranhão incômodo e preservar a saúde do seu câmbio. Se deseja que mais motoristas saibam disso, compartilhe este post.

Gostou desta matéria? Para receber nossos novos artigos por e-mail, clique no ícone Menu, no canto inferior esquerdo e digite seu endereço no campo Insira seu endereço de email e clique no botão SEGUIR e se mantenha atualizado sobre o mundo automotivo.

Obrigado pela leitura!

Anúncios

6 comentários em “Como não arranhar a marcha a ré ao engatar Deixe um comentário

  1. Parabéns, artigo completo. Não sabia do lance das marchas sincronizadas, sempre engatei primeira antes da ré. Mas acho que faltou mencionar que esse tipo de veículo que arranha a ré não possui anel de sincronização nessa marcha por um corte de custo por parte das montadoras. Os veículos de maior preço possuem esse anel. Está correto? Obrigado, abç.

    Curtir

    • Geraldo, boa noite. Já faz muitos anos que todos os carros saem com anéis sincronizadores em toda a linha, principalmente nos projetos de transmissão mais modernos.

      A melhoria na usinagem das peças favorece os engates mais macios, mas mesmo em modelos sem anéis sincronizadores, assim como seu estado de conservação.

      O fato de arranhar a ré pode indicar desgaste dos dentes das engrenagens ou outros componentes como o trambulador. A dificuldade ao engatar pede uma visita ao mecânico.

      Curtir

  2. Voltei. Gostaria de comentar uma coisa a mais: esse caso da marcha a ré que arranha é um típico exemplo da falta de exigência por parte dos motoristas brasileiros. Meu primeiro carro que tinha essa característica foi, por incrivel que pareça, um astra. Que não era barato. Me incomodou desde o primeiro dia. Na primeira revisão questionei o mecânico. Nunca me passou pela cabeça que não havia anel de sincronização para essa marcha por uma decisão da montadora. Achei absurdo assim como o fato dos consumidores não ligarem para esse tipo de problema. Questionei alguns amigos inclusive que tinham astra há mais tempo e eles realmente não se importavam mas confirmaram que o cambio arranhava quase 100% das vezes. Eita Brasil véio!

    Curtir

    • Geraldo, me causa estranheza a informação, pois tive quatro modelos GM com o câmbio Clark, de anos entre 1998 e 2007 e todos tinham anel sincronizador.

      Preciso tirar a dúvida nos fóruns do Celta Clube e Astra Club. São as melhores fontes.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: