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5 carros de marcas desejadas que viraram “micos”

Algumas marcas de automóveis conquistaram boa reputação entre os consumidores, devido à alta qualidade, design e/ou performance de seus produtos. Isso posto, imagina-se que todos os modelos desfrutam do prestígio superior embutido naquele emblema estampado no capô ou na grade.

Quem pensa assim está redondamente enganado. A lista abaixo traz cinco modelos de marcas desejadas, mas que viraram mico.

1 – Volkswagen Logus/Pointer

volkswagen pointer micos

Até a abertura das importações, no início dos anos 90, a Volkswagen sempre esteve no top of mind dos consumidores, cuja maioria percebia qualidade superior sobre os concorrentes. Todavia, alguns modelos da marca alemã não escaparam da má fama.

Eram os tempos da Autolatina, joint-venture da Volkswagen com a Ford, o compartilhamento de plataformas, motores e componentes davam a tônica dos produtos. Em boa parte deles, a estratégia foi bem-sucedida.

A exceção residiu nas versões da Volkswagen dos modelos de origem Ford. A primeira tentativa ocorreu com o Apollo (foto de capa deste artigo), o qual foi um fiasco de vendas. Na tentativa de redimir o “Escort da Volkswagen”, a empresa desenvolveu dois produtos mais modernos e com design arredondado, seguindo a tendência da época.

Com alarde, a Volkswagen do Brasil lançou o três-volumes Logus e o hatch Pointer, derivados do Escort de quinta geração. Ele entregava o melhor de ambas as marcas: o motor AP com acabamento Ford. Mesmo assim, ambos afundaram nas vendas.

O estilo não agradou e a chegada de uma legião de modelos importados, tais como o Citroën ZX, Chevrolet Astra (belga), Fiat Tipo e o irmão VW Golf denunciaram a obsolescência do projeto. O preço similar aos concorrentes mais atualizados também ajudou a enterrar os modelos.

2 – Mercedes-Benz Classe A

mb classe a micos

O slogan do lançamento era “Classe A. Você de Mercedes.”. Na estreia da produção de automóveis em solo brasileiro, na fábrica de Juiz de Fora (MG), o Classe A, modelo de entrada da marca, se tornou a aposta da marca para conquistar boas vendas por aqui.

Com preço similar a sedãs médios, o compacto da marca da estrela de três pontas entregava tecnologia bastante avançada para sua época, superior aos seus concorrentes. Um executivo da marca afirmava que o brasileiro deveria parar de “comprar carro por metro” e escolher carros de modo mais racional, buscando o modelo mais sofisticado e inovador.

As vendas provaram aquilo que os concorrentes mais tradicionais já sabiam. O brasileiro prefere o baixo custo de manutenção e a conveniência de levá-lo no mecânico de confiança ao invés da tecnologia avançada que obriga o proprietário a fazer as manutenções em concessionárias fizeram do modelo um fiasco de vendas e um grande “mico” no mercado de usados.

Ademais, o acabamento não transmitia o refinamento de seus irmãos maiores da linha e o formato curto e alto do modelo não eram agradáveis aos olhos. Mesmo em sua terra natal, a Alemanha, não vende bem até os dias de hoje.

3 – Audi A2

audi a2 mico

A primeira minivan da Audi inovou na construção de sua carroceria e estrutura toda em alumínio, visando melhor desempenho e economia de combustível. Com tecnologia muito aprimorada para seu tempo, o A2 prometia reunir em um só modelo o estado-da-arte no projeto de carros urbanos.

Com o objetivo de mostrar à Mercedes como fabricar uma minivan urbana, o Audi A2 se mostrou um fracasso tão retumbante quanto o seu concorrente. O design não agradava a todos e a tecnologia embarcada pressionava seu custo de produção, assim como as despesas de manutenção das tecnologias de vanguarda.

O processo de soldagem do alumínio se mostra muito mais complexo e custoso em relação aos aços e as despesas de manutenção do modelo eram exorbitantes. Enfim, não existiam benefícios para tamanha modernidade e muitas despesas em uma carroceria insossa. As vendas foram tão baixas na Europa que a marca decidiu não comercializar o modelo aqui no Brasil.

4 – Chevrolet Agile

chevrolet agile mico

Lançado em 2009 no auge de uma crise econômica de proporções mundiais, o Chevrolet Agile se mostrou de suma importância para manter a marca de pé no Brasil. A marca da gravata dourada se encontrava em apuros financeiros e precisava lançar um produto de sucesso para sobreviver.

O desafio era conceber um produto novo com orçamento muito apertado. A solução encontrada consistiu em pegar peças “de prateleira” – já utilizadas em outros modelos – e criar um modelo com os componentes já existentes. O desenho foi bastante simplificado e a marca reduziu ao máximo a quantidade de peças. Assim nasceu o Agile.

Construído sobre a plataforma 4200, utilizada no Corsa B desde 1994, com motores 1.0 e 1.4 Flexpower do Corsa C, o Agile atingiu o objetivo de manter a marca operando e resultou em boas vendas. Oferecer um bom pacote de equipamentos, bom espaço interno e motor cumpridor a preço justo fizeram a cabeça de muitos clientes.

Com o passar dos anos, mais notadamente após o lançamento do Onix, os defeitos do Agile começaram se tornaram mais aparentes. O design rejeitado pela maioria dos consumidores, a estabilidade comprometida pela altura do teto, assim como acerto excessivamente macio e a aparência de fragilidade do acabamento transformaram o antigo best seller da marca em mico.

5 – Toyota Etios

toyota etios sedan mico

É fato que os proprietários do Toyota Etios se encontram entre os mais satisfeitos de toda a indústria, assim como o compacto de projeto indiano entrega a confiabilidade, bom serviço pós-venda e baixa desvalorização dos demais modelos da marca.

O Etios foi lançado em 2012, em data muito próxima do rival Hyundai HB20. Enquanto o coreano despontou rapidamente nas vendas, o compacto da Toyota nunca apareceu no ranking dos mais vendidos, a despeito de sua robustez, baixo custo de manutenção e resistência mecânica.

Mesmo entregando boa construção, economia de combustível e desempenho suficiente, o design acabrunhado e acabamento simplório puseram tudo a perder. As atualizações mais recentes aprimoraram um bom produto, mas a má impressão causada pelo design renegou um modelo com potencial para ser líder de vendas a uma posição coadjuvante no mercado.

MARCA NÃO É TUDO

Naturalmente, algumas marcas gozam de melhor reputação em relação a outras. Não se pode desprezar sua influência na escolha do modelo, mas esta lista mostra que mesmo os fabricantes mais respeitados produzem veículos que não atendem aos anseios de seus compradores.

Alguns desses fiascos ocorrem por falhas dos fabricantes: problemas mecânicos crônicos, preço de compra além do razoável, mau atendimento no pós-venda, manutenção difícil e/ou cara ou baixa qualidade real ou percebida.

Por outro lado, bons modelos podem sofrer rejeição devido a alguma peculiaridade como design pouco inspirado, desatualização frente aos concorrentes ou sofrer forte concorrência no segmento.

Ao final, conclui-se que marcas respeitadas produzem ou já produziram modelos rejeitados pelo mercado. E que fabricantes que não gozam de boa reputação fabricam alguns modelos que redimem a má fama da marca. Mas este é tema de outro artigo.

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