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5 peças de carro que vale a pena comprar originais – e outros 5 que a economia compensa

No artigo 10 itens automotivos nos quais não vale a pena economizar, abordamos dez itens essenciais que seu veículo utiliza, cuja substituição pesa no bolso. Nos consumíveis, em especial os combustíveis, a tentação de abastecer naquele posto sem bandeira, que cobra dez centavos a menos, pode custar caro no futuro.

Na esperança de economizar alguns trocados, peças “paralelas”, de qualidade duvidosa, ou com preço pouco abaixo das originais, constituem a maioria dos casos nos quais a economia se perde em pouco tempo – ou reverte em grandes prejuízos, os quais excedem a questão financeira.

O leitor mais atento certamente percebeu que faltaram itens importantes, os quais serão os temas abordados neste artigo. Abaixo uma lista de cinco componentes nos quais a qualidade importa, e um bônus: cinco itens automotivos onde a economia compensa.

1 – DISCOS E PASTILHAS DE FREIO

O sistema de freios consiste no principal item de segurança ativa de qualquer veículo, por óbvio. Em condições normais, a distância média de frenagem de qualquer velocidade até a parada total, gira em torno de três vezes menos em relação à percorrida para a aceleração equivalente.

Dada a importância do sistema de freios, por que economizar em sua manutenção?

Não há grande diferença de preços entre componentes novos e recondicionados de boa qualidade, fato o qual, por si só, justifica a aquisição de peças originais.

Além da maior durabilidade, problemas como empenamento de discos, pastilhas de material duro e contaminação do fluido de freio por água poupam o condutor de inconvenientes como pedal borrachudo e sem progressividade, chiados ao frear e trepidação no pedal.

2 – ADICIONAR ADITIVO NA ÁGUA DO RADIADOR

A esmagadora maioria dos proprietários de veículos não se lembra de completar a água do sistema de arrefecimento com a mistura correta de aditivo.

Um produto barato, com preço entre R$ 10 a R$ 30, poupa sérios danos ao sistema de arrefecimento do motor. Para que este funcione corretamente, o radiador necessita do aditivo misturado à água, responsável por reduzir a corrosão dos metais e diluir as impurezas de seu funcionamento.

Completar o fluido do sistema de arrefecimento apenas com água pode causar a perda de sua eficácia devido à corrosão, exigindo a troca de diversos componentes do sistema como mangueiras e radiador, um serviço caro e demorado.

Caso a extensão dos danos seja maior, o motor pode sofrer superaquecimento e gerar problemas em todo o conjunto mecânico. Vale a pena, portanto, cuidar para manter o fluido de arrefecimento sempre no nível e proporção de água e aditivo recomendadas, dada sua importância para o funcionamento do motor.

3 – LANTERNAS E FARÓIS

5 peças de carro que vale a pena comprar originais e 5 para ecomomizar

Pessoas atentas percebem rapidamente os problemas em lanternas e faróis de veículos mais antigos, tais como a diferença de cor entre as lanternas de ambos os lados: uma possui coloração rosada e a do outro lado ainda preserva o vermelho vivo original. Detalhe: a lanterna com o pigmento deteriorado é mais nova que a do lado oposto, nunca substituída.

Faróis de policarbonato fosco denotam materiais de baixa qualidade, geralmente provenientes de estoque de reposição. Os componentes originais dificilmente perdem a transparência. Infiltração de água também acomete faróis e lanternas “paralelos”, causando a queima das lâmpadas e perda do alcance dos faróis e eficiência das luzes de sinalização.

A diferença de preços entre peças de primeira linha e “paralelas” realmente é grande, fator refletido na qualidade e durabilidade dos itens. Faróis e lanternas que poderiam durar por toda a vida útil do veículo perdem suas características em poucos anos, pedindo nova substituição.

Porém, a economia obtida na hora do conserto se perde na revenda. Um examinador atento percebe que o veículo foi reparado com material de baixa qualidade e isso se reflete no valor de revenda. Componentes de iluminação defeituosos indicam falta de zelo do proprietário.

4 – LÂMPADAS HALÓGENAS

Lâmpadas de faróis e lanternas figuram entre os itens que mais apresentam falhas e precisam de substituição. Entretanto, a diferença de preços entre marcas consagradas e de segunda linha tanto quanto R$ 10 e R$ 200, e a economia pode ser grande.

Como todo produto barato tem prós e contras, as lâmpadas de marcas de segunda linha queimam com facilidade e podem causar problemas no sistema elétrico se não forem substituídas rapidamente. Vale lembrar que faróis e lanternas inoperantes podem gerar multas de trânsito, as quais eliminam qualquer tentativa de economia.

Confira o site Mãos ao Auto, que trata temas sobre o sistema elétrico dos veículos com profundidade

5 – MOTOR DE PARTIDA

Poucos se lembram de dar manutenção no motor de partida, mesmo quando detectam problemas como ruídos e patinar ao partir. Na maioria dos veículos, pequenas falhas ocorrem em torno dos 100 mil quilômetros. O desgaste ocorre devido ao desgaste natural e varia conforme a quantidade e duração das partidas.

A manutenção pode ocorrer muito antes da quilometragem acima, em casos de motoristas que dirigem no trânsito pesado ou em fazendas, ou muito após, em veículos que rodam grandes distâncias em rodovias e o sistema de partida é solicitado com pouca frequência.

Os reparos são simples e barata, se resumindo à troca das escovas e buchas, ao preço de R$ 150 a R$ 200, em média, e sua frequência ocorre a cada cinco anos.

Este cuidado simples evita problemas mais graves no futuro, os quais demandarão a troca do conjunto completo do motor de partida, por valores na casa dos quatro dígitos.

Para saber quando levar o veículo ao eletricista, basta ficar atento na facilidade e duração da partida, especialmente em dias frios, assim como ruídos incomuns e/ou estranhos ao girar a chave ou apertar o botão “start”.

Este simples cuidado poupa o condutor de ficar na mão em horas importantes – como sair atrasado para o trabalho pela manhã – ou ficar

Após 15 itens essenciais nos quais a economia é a base da porcaria, segue esta lista bônus que traz outros 5 itens nos quais a economia compensa, mas o consumidor brasileiro gasta mais que o necessário facilmente.

1 – RODAS DE LIGA LEVE

Há algumas décadas, rodas aço eram muito mais duráveis em relação às de liga leve. Não há grandes diferenças mecânicas entre os materiais nos dias de hoje, que cumprem sua função a contento.

Os modelos de liga leve apresentam enorme variedade de desenhos, tamanhos e acabamentos, e os profissionais de design são unânimes e afirmar que as rodas representam um terço da percepção de beleza em um automóvel. Daí o desejo de instalá-las.

Dada a equivalência funcional, a diferença fica no aspecto estético e de manutenção. Rodas de liga leve custam muito mais caro para comprar e reparar, e o motorista que busca apenas um veículo funcional pode dispensá-las sem problema e economizar.

No mercado de usados, sua presença ou ausência não gera grande impacto no valor de revenda nem na liquidez. Para quem valoriza a função acima da estética, aqui vale a pena economizar.

2 – BANCOS EM COURO

bancos em couro

Outro item que não exerce grande influência no mercado de usados, exceto em veículos premium. Alguns proprietários instalam revestimento em couro por estética ou facilidade de limpeza, mas a maioria permanece indiferente à sua presença ou ausência.

O motorista que recebe a proposta de instalação de bancos em couro e não os valoriza pode dispensá-los sem problema e poupar o valor sem consequências.

3 – CENTRAIS MULTIMÍDIA COM GPS

Apesar de estarem presentes há mais de quinze anos no mercado, com a introdução do iDrive no BMW Série 5 E60 em 2003, muitos motoristas nunca ouviram falar de centrais multimídia. Pior ainda, outros desaprovam o equipamento e preferem instalar o bom e velho CD player.

Os celulares fazem as mesmas funções das centrais multimídia, especialmente os aplicativos de trânsito como o Waze, os quais tornaram os aparelhos de GPS obsoletos. TV digital, aplicativos de streaming de música e vídeos, câmera de ré e DVD player podem ser utilizados em outros aparelhos. Basta um rádio com buetooth e a central multimídia perde sua função, para a maioria dos motoristas.

Assim, as telas multimídia no painel e encostos de cabeça não valorizam o veiculo e ainda sofrem rejeição de alguns compradores no mercado de usados. O motorista que não faz questão do equipamento e/ou prefere usar outros dispositivos pode economizar bastante neste item.

4 – FARÓIS AUXILIARES

Excetuando os modelos que os trazem e série em todas as versões, faróis de neblina ou milha trazem pouca melhora na visibilidade noturna e podem resultar em multas se instalados fora das especificações do Contran.

Em caso de acidente coberto por franquias de seguros, não são incluídos no reparo e precisam ser instalados novamente, aumentando os custos totais.

Faróis auxiliares consistem em acessórios meramente estéticos na maioria dos casos, não valorizam o usado se vier de série no modelo e podem desvalorizá-lo se estiver mal instalado ou fora das especificações. Eis aqui um bom item para economizar, caso a estética não seja prioridade.

5 – ACESSÓRIOS ESTÉTICOS

Aerofólios, saias, frisos, lanternas customizadas e adesivos podem desvalorizar o veículo no mercado de usados. Este artigo abordou a inexistência de melhoria aerodinâmica na instalação de apêndices na carroceria, excetuando a aparência externa.

Frisos, pinturas, adesivos, aerofólios, detalhes cromados e demais acessórios de customização afastam alguns clientes na hora da revenda, e modificações que utilizam componentes diferentes dos originais representam uma boa economia a se fazer, caso não deseje um carro personalizado.

SEPARANDO O NECESSÁRIO DO SUPÉRFLUO

Curiosamente, o consumidor brasileiro tende a gastar com exagero com itens de conforto, entretenimento e estética e buscar economias de dezenas ou centenas de reais em outros fundamentais, como gasolina, lubrificantes e peças de desgaste.

Todo proprietário deseja ter um carro, moto, caminhão ou utilitário confortável, equipado e bem conservado, assim como reduzir a manutenção corretiva e obter bom preço na hora da revenda.

Não seja o cara que gasta mais que o valor do automóvel em um equipamento de som, mas coloca óleo mineral barato, gasolina batizada e empesteia o meio ambiente com fumaça branca de óleo de motor. Nem aquele que usa Militec em toda troca de óleo e completa o fluido de arrefecimento só com água da torneira.

Para extrair o que seu veículo tem de melhor para oferecer, o condutor deve estabelecer prioridades no itens essenciais e gastar nos demais apenas se puder.

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1 Comentário »

  1. Bom artigo, mas discordo da afirmação “as telas multimídia no painel e encostos de cabeça não valorizam o veiculo e ainda sofrem rejeição de alguns compradores no mercado de usados”. A central multimídia hoje é a vedete dos carros populares. O Onix, inclusive, se tornou o carro mais vendido por, entre outros motivos, ter central nas versões mais baratas. E no mercado de usados, posso garantir: central multimídia, se não valoriza, pelo menos facilita a venda. Se você for ler avaliações dos veículos zero em revistas especializadas, sempre há análises sobre as centrais, porque o consumidor procura por isso… E em carros que não saem com essa tecnologia de fábrica, uma paralela de boa qualidade pode sim tornar a venda do veículo mais fácil.

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