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Por que o motor flex fica mais áspero e ruidoso com álcool?

por que o motor flex fica mais áspero e ruidoso com álcool

Desde o lançamento da tecnologia bicombustível de motores de combustão interna em 2003 – uma preferência típica tupiniquim – muitas dúvidas surgem e ressurgem e há opiniões divergentes sobre sua eficácia. De qualquer modo, os propulsores que funcionam com álcool e/ou gasolina vieram para ficar.

Os motoristas mais atentos já perceberam que há diferenças sensíveis no funcionamento do motor ao alternar o tipo de combustível, tanto em performance quanto em suavidade de funcionamento.

O segundo é o tema deste artigo e dúvida de muitos motoristas: por que o funcionamento do motor flexível é mais áspero e ruidoso com o uso do etanol em relação à gasolina?

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Você sabe se o seu carro tem boa eficiência energética?

selo conpet eficiência energética

A maioria dos cidadãos brasileiros já conhece o selo PROCEL do Inmetro, o qual mede a eficiência energética de eletrônicos, eletrodomésticos e outros equipamentos elétricos.

Mas poucos conhecem o selo Conpet, também do Inmetro, responsável pela classificação de veículos automotores. Quem comprou automóveis zero quilômetro nos últimos dois anos deve ter observado que todos os modelos possuem a etiqueta colada no pára-brisa, mas a grande maioria dos compradores não lê suas informações. Neste link, estão contidas as informações e seu significado.

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Por que um motor a álcool consome mais que outro a gasolina? E por que o diesel consome menos que os outros dois?

Atualmente, a maioria dos automóveis vendidos no Brasil são equipados com motores bicombustível, os quais aceitam álcool e gasolina. Gás natural veicular (GNV) e diesel também se mostram muito populares, assim como as intermináveis discussões entre as vantagens e desvantagens de cada um. Devido ao altíssimo preço dos combustíveis imposto pelo governo, o foco principal reside no consumo. Este é o foco deste post.

Os detentores de maior conhecimento automotivo podem achar o título deste artigo simplório, mas ele responde uma dúvida recorrente entre os motoristas menos informados. Qualquer dono de carro “flex” sabe que o consumo no álcool é cerca de 30% a 50% maior que com gasolina, o famoso “ele faz 7 (km/l) no álcool e 10 na gasolina”. Também sabem que o diesel e o GNV tem maior autonomia em relação a álcool e gasolina. Qual a explicação?

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Conheça os gases poluentes que seu carro emite

emissões

Todo mundo está careca de saber que os automóveis, motocicletas e utilitários são grandes responsáveis pela emissão de poluentes, especialmente nas grandes cidades. Por outro lado, poucos conhecem os tipos de gases que eles colocam no ar e seus malefícios, tampouco a legislação em vigor para mitigar seus efeitos. Neste post, será feito um breve relato deste assunto tão complexo, de forma descomplicada e de fácil entendimento.

Os principais gases tóxicos emitidos pelos automóveis são:

CO (monóxido de carbono) – é um gás asfixiante. Diminui a oxigenação no sangue, causando tonturas, vertigens e alterações no sistema nervoso central. Uma vez na corrente sanguínea, transforma-se em CO2 e participa de reações fotoquímicas. Agrava problemas cardíacos e respiratórios. Em concentrações muito elevadas, leva à morte. São emitidos por todos os veículos, e sua emissão foi reduzida em mais de 90% desde o início do programa de redução de emissões (PROCONVE), em 1988.

NOx (Óxidos de nitrogênio) – são gases irritantes. Provocam desconforto respiratório, diminuição da imunidade e alterações celulares. Agrava os problemas respiratórios, como alergias, asma e bronquite. Sua emissão é feita majoritariamente por veículos movidos a diesel. Sua emissão foi reduzida em mais de 95% desde o início dos controles ambientais.

HC (hidrocarbonetos) – Assim como os óxidos de nitrogênio, provocam irritação nos olhos, nariz, pele e aparelho respiratório. São cancerígenos. Sua emissão é feita pelos motores de ciclo Otto (álcool e gasolina) e diesel. Sua emissão foi reduzida em 99% para os primeiros e em 80% para os demais.

CH4 (metano) – Apesar de não trazer grandes malefícios ao corpo humano, é um gás estufa. Seu excesso de emissão contribui para o aquecimento global. Não é avaliado pelo PROCONVE.

CHO (aldeídos) – Também é um gás irritante e provoca os mesmos efeitos do HC e NOx, e também é cancerígeno. Pelo fato de sua emissão ser menor que a dos demais poluentes, foi reduzida em 70% desde o início do programa de emissões veiculares. Aparece em ambos os ciclos de combustão.

MP (material particulado) – é a famosa fumaça, a qual aparece principalmente nos motores diesel. Além de causarem grandes danos ao sistema respiratório, pois ficam retidas nos alvéolos pulmonares, causando grande irritação e desconforto, também contribuem para agravar o efeito estufa. Desde o início do PROCONVE, sua emissão foi cortada em 95% para veículos novos.

CO2 (dióxido de carbono) – Assim como o metano, não é prejudicial à saúde, mas é o principal causador do efeito estufa, por ser o gás emitido em maior quantidade. Do ponto de vista da engenharia de motores, um aumento em seu volume costuma ser visto como algo positivo, pois ele é resultado de combustão completa, ou seja, o motor está trabalhando de maneira eficiente. A melhor forma de reduzir sua emissão reside na redução de consumo de combustível.

Desde a entrada em vigor da legislação PROCONVE, em 1988, a emissão de poluentes caiu mais de 90% para veículos novos. Ela ocorreu em cinco fases, com suas datas e principais inovações:

  • PL-1 – 1988 a 1991 – início do controle de emissões e inovações mecânicas para reduzi-las
  • PL-2 – 1992 a 1996 – catalisadores e injeção eletrônica. Controle de ruído.
  • PL-3 – 1997 a 2004 – reduções drásticas das emissões e consumo de combustível. Avanço tecnológico.
  • PL-4 – 2005 a 2008 – grande redução das emissões de HC e NOx. Melhoria na eficiência da combustão.
  • PL-5 – 2009 a 2013 – continuação no aprimoramento da eficiência energética.

Os documentos abaixo, de autoria do Ministério do Meio Ambiente e da SPTrans, descrevem com mais detalhes os avanços no controle de poluição e características da legislação:

http://www.mma.gov.br/estruturas/163/_arquivos/proconve_163.pdf

http://www.sptrans.com.br/pdf/biblioteca_tecnica/PCPV.pdf

O MÍNIMO DE ACELERADOR, O MÍNIMO DE FREIO. O lema de quem quer economizar combustível.

acelerador

Em tempos de inflação galopante e forte aumento do preço nos postos, todo mundo busca formas de economizar, de dirigir gastando menos. Posto isso, escolho o principal culpado do desperdício de combustível:

O ABUSO DO PEDAL DE ACELERADOR

Você sabia que o uso excessivo ou desnecessário de aceleração é a maior causa de consumo excessivo de combustível? Muitas pessoas reclamam que o veículo consome mais que o prometido pelo fabricante, mas não se atentam aos próprios hábitos ao volante. O foco deste post está em como acelerar e frear, principal fator de economia.

Muitos dizem: “a montadora diz que o carro faz 8,5 km/l de álcool na cidade, mas não consigo fazer mais de 6 km/l”. O provável culpado desta situação é o uso excessivo do acelerador. Arrancadas rápidas nas saídas de semáforo, frear brusca e tardiamente quando acende a luz vermelha, queimar embreagens em rampas e subidas, apertar o acelerador mais fundo que o necessário…enfim, são diversos hábitos que levam ao desperdício de combustível e aumento do desgaste do veículo, resultando em grandes prejuízos financeiros. O que fazer?

As dicas abaixo descrevem os principais hábitos ao volante para reduzir o uso de combustível e emissões de gases:

1 – Aprenda a modular o uso do pedal de acelerador: salvo se você possuir um carro antigo ou de desempenho muito fraco, não é necessário “enfiar o pé no acelerador” para ganhar velocidade. Aperte só a “pontinha” do pedal e espere o veículo embalar por conta própria. Os motores modernos são equipados com acelerador eletrônico, que faz o regime de rotação do motor subir naturalmente e com menor uso de combustível. Afundar o pé no acelerador só irá desperdiçar combustível sem aumento de desempenho correspondente. Ter um pé de pluma deixará muitos reais no seu bolso.

2 – Arranque devagar nas saídas de sinal: no tráfego urbano, há semáforos em praticamente cada esquina. É improdutivo acelerar rapidamente para ter que parar poucos metros à frente. A maior parte do combustível é usada para tirar o carro da inércia, e seu consumo aumenta significativamente quanto mais rápida for a necessidade de aumento de velocidade. Portanto, arrancar gradualmente, acompanhando a velocidade do fluxo de veículos, ajudará a reduzir o consumo.

3 – Desacelerar gradualmente ao parar nos sinais fechados – assim como acelerar lentamente traz economia, desacelerar de maneira gradual também poupa recursos. Ao observar que o trânsito irá parar à frente, o motorista inteligente deve rapidamente soltar o acelerador e aproveitar o “embalo” do veículo, o deixando desacelerar lentamente, aproveitando a energia cinética do mesmo. E freará o mínimo possível, somente para parar o veículo. Além de salvar combustível, também preservará os freios. Dupla economia.

4 – Não abuse das rotações altas – nem das muito baixas. Os motores são calibrados para oferecer economia de combustível máxima nos regimes próximos ao torque máximo, o qual varia entre 1500 a 3500 rpm na maior parte dos veículos. Trabalhar em rotações muito acima ou abaixo desta faixa trará aumentos consideráveis de consumo de combustível, além de causar queda na durabilidade dos componentes. Manter o propulsor na sua faixa ótima de funcionamento contribui para a economia.

5 – Modular o pedal de acelerador nas saídas em subidas – este item é importante para moradores de cidades e bairros de relevo acidentado. O uso excessivo de aceleração em rampas aumenta bastante o consumo de combustível, alem de causar desgaste prematuro do sistema de embreagem. A melhor dica é fazer como aprendemos na autoescola: ao arrancar, puxar o freio de mão e acelerar lentamente até o veículo dar aquela suave levantada na dianteira. Então soltamos o veículo e saímos sem trancos e aceleração desnecessária.

6 – Mantenha velocidade constante e se mantenha no limite da via, em estradas – como dito anteriormente, o que leva a elevado consumo de combustível é a variação de velocidade e aceleração. Visto que a maior parte dos motoristas segue a velocidade máxima da rodovia, o melhor a se fazer é seguir o fluxo, evitando acelerações e desacelerações desnecessárias. Altas velocidades aumentam exponencialmente o consumo. Andar acima de 120 km/h garante gasto de pelo menos 15% a mais de combustível. Se seu veículo for equipado com controle automático de velocidade, o “piloto automático”, se acostume a utilizá-lo em estradas, pois contribui para a economia.

Somando as regras acima, o lema da economia de dinheiro para o motorista é resumido em:

O MÍNIMO DE ACELERADOR, O MÍNIMO DE FREIO

O inverno está chegando: saiba os cuidados com o sistema de partida a frio

afogador

Quem tem 35 anos ou mais certamente lembrará dos carros a álcool com carburador, muitos populares entre o final dos anos 70 e início dos 90. Entre as más memórias, está incluída a dificuldade de fazer o veículo funcionar naquelas manhãs e noites geladas, com o uso do afogador. Meu pai possuía uma VW Parati ano 1988, com motor 1.6 a álcool. No inverno, ele sempre me acordava meia hora mais cedo apenas para “esquentar” o motor, tamanha a dificuldade da tarefa. Como eu detestava aquele carro!

Com o advento da injeção eletrônica, o funcionamento dos motores sofreu grande aprimoramento e a tarefa de partir o veículo no frio foi facilitada e problemas como corrosão, poluição e desgaste prematuro de componentes. Mas será que nenhum cuidado é exigido?

Sim. A tecnologia para os veículos a álcool e bicombustíveis avançou consideravelmente nos últimos dez anos. A inovação mais notável está nos sistemas que dispensam o reservatório de partida a frio. Neles, o combustível é pré-aquecido por uma resistência, facilitando a queima nos primeiros momentos de funcionamento. Ela  é acionada quando o veículo tem suas portas destravadas pelo controle remoto.

Nos carros com este sistema, recomenda-se aguardar de 1 a 2 minutos antes de dar a partida, o tempo para o combustível ser aquecido. Com o acionamento correto, o motor estará funcionando em cerca de dez segundos caso o motorista ligar o motor antes, com o combustível frio, o sistema elétrico sofrerá sobrecarga pelo tempo de ignição muito maior, superior a 40 segundos.

Nos veículos com reservatório de partida a frio, este deve estar sempre abastecido com gasolina aditivada, que tem validade de um ano. Os aditivos aumentam a validade de quatro meses para um ano, impedindo que o combustível estrague durante o verão e comprometa o funcionamento do sistema.

Outro cuidado importante consistem em deixar o reservatório sempre abastecido, pois a ausência de gasolina prejudica a bomba de combustível, causando sua parada. Ela sempre deve estar mergulhada no fluido para manter-se em correto funcionamento. Outro efeito colateral é a sobrecarga do sistema de ignição, como no primeiro caso, ocasionado pelo maior esforço na partida a frio apenas com etanol, de menor poder calorífico.

A qualidade do combustível é muito importante, especialmente na partida a frio. Nesta fase de funcionamento, o motor fica mais sensível, pois ainda não está completamente lubrificado, e a chance de ocorrerem danos nos primeiros minutos de funcionamento aumenta. Recomenda-se não variar muito os regimes do motor enquanto este estiver frio, evitando arrancadas bruscas e altas rotações. Esta medida trará ganhos na durabilidade e redução do custo de manutenção.

Por último, mas não menos importante, o motorista não deve segurar a chave por mais de 20 segundos até a partida, com o objetivo de preservar o sistema de ignição. Caso esta não tenha sucesso, deve-se esperar trinta segundos antes de nova tentativa. Tentar fazer o carro “pegar no tranco” não é recomendado, pois pode causar sérios danos ao sistema de injeção.

A tecnologia dos veículos bicombustíveis e a álcool evoluiu muito, e hoje não há diferenças significativas entre estes e os movidos a gasolina em funcionamento e durabilidade. Tomando os cuidados necessários, o motorista terá grande economia de recursos financeiros sem qualquer mudança em sua rotina com essa tecnologia made in Brazil.

Mais um vídeo sobre economia de combustível: Dr. Carro

Este vídeo é mais longo e detalhado que o anterior, tratando de mais aspectos. Se você quer aliviar o seu bolso do aumento dos combustíveis ocorrido recentemente, ouça atentamente o que o Dr. Carro tem a dizer.