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Conheça os 3 tipos de carros usados

os 3 tipos de carros usados seminovo usado jovem repasse

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Para as pessoas que já possuem carro, moto ou utilitário, o momento da troca por um modelo zero quilômetro ou seminovo traz todo o entusiasmo com a perspectiva de obter mais conforto, desempenho e/ou economia.

Por outro lado, a avaliação do seu veículo usado – o qual será dado como parte do pagamento – pode trazer frustrações ao atual dono em relação ao valor oferecido na avaliação, caso ele o julgue injusto ou baixo demais.

Para entender o critério de avaliação de concessionários e lojistas para veículo para fazer a avaliação de seu usado, conheça as três categorias de veículos:

1 – SEMINOVOS: O marketing feito pelas revendas de usados banalizou o termo ao tratar qualquer veículo usado como “seminovo”, cujo real significado deste termo se mostra muito mais restrito:

VEÍCULO SEMINOVO É AQUELE COM ANO-MODELO DE ATÉ 3 ANOS E MÁXIMO DE 30 MIL QUILÔMETROS RODADOS.

Esta categoria recebe clara preferência pelos concessionários e lojistas, pois proporciona vendas rápidas e maiores margens de lucro e retornos de financiamentos. Por serem modelos muito novos e, geralmente, com garantia de fábrica, recebem as melhores avaliações se estiverem bem conservados e com as revisões em dia. Os comerciantes a chamam de “filé”.

Alguns revendedores flexibilizam a definição de seminovos para veículos com até 50 mil quilômetros rodados e/ou com máximo de 15 mil quilômetros rodados anualmente.

Leia também: Comprar um carro usado de baixa quilometragem sempre vale a pena?

Caso o comprador seja uma concessionária, o veículo será revendido por ela mesma, com garantia própria, em conjunto com a de fábrica. Devido à grande desvalorização dos modelos zero-quilômetro, muitos compradores preferem adquirir este tipo de veículo como forma de economia.

A garantia do distribuidor, a qual varia de seis meses a um ano, funciona como forma de atrair clientes, pois o veículo seminovo passa por uma revisão completa e recebe um atestado de procedência. Para oferecer tal segurança, tais modelos são vendidos pela tabela Fipe em modelos convencionais, e até 20% acima em outros muito procurados no mercado, como Chevrolet Onix, Honda Fit, Honda Civic e Toyota Corolla.

À exceção de unidades que sofreram grandes acidentes, apresentam sérios problemas mecânicos ou documentais ou são modelos rejeitados pelo mercado (“micos”), veículos seminovos costumam receber boas avaliações na troca por um zero-quilômetro.

Leia também: 5 curiosidades sobre os carros zero quilômetro e Por que alguns carros viram “micos”?

2 – USADOS JOVENS: Grande parte dos automóveis anunciados como “seminovos” se enquadram nesta categoria. Para compreender melhor a diferença entre seminovos e usados jovens, vamos à definição:

USADOS JOVENS SÃO OS VEÍCULOS COMO ANO-MODELO DE ATÉ 6 ANOS E MÁXIMO DE 60 MIL QUILÔMETROS RODADOS.

Por abranger uma gama maior de modelos, esta definição se mostra muito mais flexível, naturalmente. Alguns revendedores falam em máximo de 80 mil quilômetros, ou até 12 mil rodados anualmente. O ano-modelo pode variar de máximo de 5 a 8 anos, a depender do revendedor.

Os veículos usados jovens não são comercializados em concessionárias, mas recebem grande procura por lojistas independentes e grandes e renomados estabelecimentos de venda de usados. Frequentemente, proprietários de distribuidores de veículos novos possuem uma revenda independente de usados, a fim de lucrar com estes modelos em bom estado.

Curiosidade: Você sabia que o mercado de carros usados é duas vezes maior que o de zero km?

Neste caso, uma boa avaliação se baseia no estado de conservação do veículo e nas revisões e  manutenções corretamente efetuadas. Se o seu usado tiver baixa quilometragem, pintura e funilaria em dia e ausência de problemas mecânicos e documentais, pode receber uma ótima oferta, caso sua marca e modelo tenham boa procura no mercado.

Caso haja grandes avarias, necessidades de manutenção ou o modelo tenha pouca procura, receberá ofertas baixas, até 30% inferiores à tabela Fipe, e o veículo irá para repasse, o qual será explicado no item abaixo.

Em suma, uma boa avaliação de um usado jovem depende de baixa quilometragem, boa manutenção e conservação do veículo e da popularidade do modelo entre os consumidores.

Para aprender mais sobre o comércio de veículos usados, o Blog do Amos Lee publica rico material. Este especialista é a minha fonte primária de consulta sobre o tema.

3 – USADOS DE REPASSE: Todos os veículos os quais não se enquadram nas duas categorias acima. Ao dar um veículo com mais de seis anos ou mais de 60 mil quilômetros rodados, eles serão repassados para pequenos lojistas revenderem em suas lojas, sendo desconsiderados por concessionários e grandes lojas de seminovos e usados jovens.

Unidades que sofreram acidentes de grande monta, mal conservados, com sérios problemas mecânicos, quilometragem muito alta, problemas de documentação ou de fabricantes e modelos de baixa liquidez não costumam ser aceitos na troca por um novo ou seminovo. Sim, a concessionária pode rejeitar seu usado ou oferecer um valor muito baixo por ele.

Carros importados antigos também costumam ser rejeitados, devido à dificuldade de revenda e manutenção, pois os lojistas que adquirem os veículos de repasse também não os aceitam.

Alguns modelos antigos possuem grande procura no mercado, como os VW Gol, Parati, Saveiro e Santana, os Fiat Uno, Mille, Strada e linha Palio, Chevrolet Corsa, Classic, Celta, Astra, S10 e Vectra, Honda Fit e Civic e Toyota Corolla e Hilux, para citar alguns exemplos, podem ser bem avaliados se estiverem em bom estado de conservação e com documentação em dia. Mesmo assim, serão repassados para os lojistas, pois os grandes revendedores não trabalham com esse tipo de veículo.

MENÇÃO HONROSA: os veículos clássicos e antigos, em sua maioria com idade superior a 25 anos. Concessionárias não aceitam antigos, e há seu mercado especializado, o qual obedece regras totalmente diferentes.

Caso sua intenção seja vender seu antigo, procure uma loja ou comprador especializados, pois a avaliação e negociação são regidas por – acima de tudo – estado de conservação, originalidade, documentação, raridade do modelo e/ou versão e presença ou ausência de acessórios. Frequentar eventos e comunidades voltadas a este público se mostra a melhor forma de vender seu clássico.

Para saber mais sobre o mercado de venda de veículos usados, recomendo ler esta matéria feita pelo especialista Amos Lee Harris Junior, a qual discorre sobre a categorização dos produtos neste link:  Conheça a categorização dos veículos usados.

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