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Os 4 motoristas mais presepeiros de todos os tempos

as 4 maiores presepadas automotivas fail

Tenho que admitir que o automóvel e tudo que diz respeito ao universo automotivo envolve um alto grau de complexidade; mesmo para os entusiastas com a vida e carreira profissional dedicadas às nossas amadas máquinas motorizadas.

Se para os especialistas e entusiastas o assunto gera infindáveis dúvidas e discussões, quem dirá para os motoristas comuns!

O site Educação Automotiva aborda temas técnicos, densos e  áridos, destrinchando a engenharia automobilística para todos entenderem. Este texto contém cinco casos de presepadas automotivas feitas por motoristas desinformados ou enganados por terceiros. Desta vez, o objetivo é descontrair e rir um pouco.

CASO Nº 1 – O JOGADOR DE BASQUETE

os 4 maiores presepeiros automotivos car fail

Nos anos 80, um renomado jogador de basquete despontou na NBA e ficou rico e famoso subitamente. Como ocorre na maioria dos casos, ele resolveu realizar o sonho de infância de (quase) todos os meninos: comprar uma Ferrari.

Em um sábado, o novo astro deixou seu velho Cadillac 1965 na concessionária e saiu com seu bólido vermelho novinho em folha. Na semana seguinte, ele começou a se atrasar para os treinos quase todos os dias, o que deixou o técnico do time muito irritado. Ao ser questionado, ele afirmou que a nova Ferrari que havia comprado era muito lenta e necessitava de vinte minutos a mais para percorrer o trajeto.

Obviamente, o treinador sabia que a Ferrari figurava entre os esportivos mais velozes do planeta, o que tornava a desculpa ainda mais esfarrapada. Um colega de time, também proprietário de um bólido nascido em Maranello e cliente da mesma revendedora, ficou intrigado com o fato. Então, ele entrou em contato com a equipe de pós-venda e comunicou o problema de seu companheiro de time.

Naturalmente, o vendedor ligou imediatamente para seu novo cliente e perguntou se estava gostando do carro. A resposta foi surpreendente:

“Este carro é terrivelmente lento! Não passa de 50 milhas por hora! (Aproximadamente 80 km/h). Demoro vinte minutos a mais para chegar no treino em comparação a quando ia com meu velho Cadillac.”

Após declaração tão estranha, o vendedor redarguiu: Posso ir à sua casa agora para verificar o problema, senhor?

E assim foi feito. Após cumprimentar o jogador, o vendedor fez algumas perguntas e sugeriu: podemos andar com o carro por um trecho com você dirigindo? Após poucos metros, a charada foi facilmente solucionada.

Os carros nos Estados Unidos são equipados predominantemente com câmbio automático. Nos anos 80, a Ferrari produzia apenas modelos com transmissão manual. A maior parte dos motoristas americanos nunca dirigiu um exemplar com trocas de marcha por pedal de embreagem e alavanca de marchas.

O jogador se queixava do desempenho por rodar o tempo todo apenas em primeira marcha!

No ato da entrega do veículo, não o instruíram como utilizar as outras cinco. Eis a explicação da subutilização da performance de um dos carros mais velozes do mundo à época.

Muito solícito, o consultor enviou um piloto de testes da marca para dar algumas aulas sobre como pilotar um automóvel com câmbio manual, o que evidentemente sanou todas as críticas e tornou o jogador um cliente habitual da Ferrari.

CASO Nº 2 – MOTOR TOTAL FLEX

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Um cliente do interior do Paraná adquiriu, em 2004, um Volkswagen Fox zero quilômetro com a mais inovadora tecnologia brasileira (à época): o motor bicombustível, batizada de Total Flex pela fábrica da Anchieta.

Como todos sabem, os motores flexíveis podem rodar com álcool, gasolina ou qualquer mistura entre ambos. Todavia, um problema grave ocorreu com seu carro, resultando em um motor fundido. Este comprador insistiu que não havia feito nada errado e ninguém o convencia de que havia cometido um grave descuido.

Após muita discussão com os técnicos da concessionária, sem convencê-lo de seu descuido, o gerente da loja forneceu o número dos engenheiros da fábrica, criadores do motor e da tecnologia. Muito estressado por perder a garantia de seu veículo e ter de desembolsar um valor muito alto pela troca do propulsor, alegou ter sido enganado pelo vendedor e pela concessionária.

Prometeu acionar judicialmente a montadora. Sua alegação foi:

“O carro Total Flex pode usar qualquer combustível. O motor não podia fundir quando eu abasteci com DIESEL. A Volkswagen me enganou!”

Sem mais.

CASO Nº 3 – DIESEL S10

diesel_s10

Há alguns anos, uma versão mais ecológica do famigerado óleo diesel. Com o intuito de reduzir seu impacto no meio ambiente, uma nova versão do combustível contendo apenas 10 partes por milhão de enxofre, batizado de S-10, promete reduzir significativamente a quantidade de emissões em relação ao seu antecessor, responsável por emitir 500 partes de enxofre por milhão de emissões totais.

O famigerado, fumacento e inimigo do meio ambiente, o diesel S-500, tende a ser gradativamente substituído pela sua nova geração S-10, mais ecológica. Porém, também existe uma famosa picape da Chevrolet também chamada S10, cujas vendas da versão diesel conquistaram boa parte da gama há um bom tempo.

Curiosamente, a semelhança entre o nome da caminhonete e do combustível causou uma grande confusão entre os motoristas desavisados, os quais acreditaram que o “diesel S-10” era comercializado exclusivamente para a picape da GM. Ao parar no posto, os frentistas são orientados a oferecer o combustível mais moderno – mais caro, e mais lucrativo ao dono do estabelecimento. Então, os atendentes ouvem constantemente a fatídica pergunta.

“Posso usar o diesel S-10 na minha Hilux , ou ele só pode ser usado na S10?”

Parece brincadeira, mas é verdade.

CASO Nº 4 (VENCEDOR) – WD NOS DISCOS DE FREIO

Quando os discos e pastilhas de freio chegam ao final da vida útil, aquele chiado agudo causado pelo atrito dos materiais endurecidos – semelhante ao ruído de giz molhado ao ser riscado em uma lousa – incomoda os ouvidos de todos. Um jovem, proprietário de um Ford Fiesta, perguntou aos seus amigos mais entendidos como eliminar o ruído.

Os amigos (da onça) resolveram sacanear o jovem rapaz, o qual demonstrava muito interesse em aprender sobre carros. A “solução” sugerida parece ter sido dada pela pessoa que mais o odeia:

“Borrifa WD 40 (óleo lubrificante) nos discos de freio que o chiado passa!”

O conselho dado foi mais ou menos assim:

Ok, borrifar WD40 nos discos de freio realmente elimina o assobio causado pelo atrito entre as pastilhas e discos de freio, mas…também elimina a capacidade de frenagem do automóvel!

O resultado foi o esperado. Sem freios, o rapaz colidiu na traseira de outro automóvel e causou um belo estrago. Os “amigos” debocharam da inocência do colega, que fez uma postagem indignada nas redes sociais, se tornando motivo de galhofa de toda a comunidade GearHead.

Com amigos assim, quem precisa de inimigos!

NÃO SEJA O PRÓXIMO PRESEPEIRO!

Carro é assunto sério e complexo. Não acredite em tudo o que dizem por aí. Na dúvida, não faça nada em seu automóvel sem dominar todo o conhecimento técnico ou consulte um especialista idôneo antes de tomar qualquer medida.

Quando tais eventos acontecem com outras pessoas, parece engraçado. Mas não seja o próximo presepeiro, e evite o escárnio alheio e muita dor no bolso.

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