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8 vantagens dos carros autônomos

8 vantagens dos carros autônomos

A tecnologia avança de forma lenta e contínua em todas as áreas. No campo automotivo, pequenas novidades aparecem a cada lançamento: nos anos 70, os primeiros modelos com câmbio automático e ar condicionado surgiram.

A década seguinte é lembrada pela ascensão da injeção eletrônica e vidros, travas e retrovisores elétricos. Após a abertura das importações em 1990, a segurança veicular deu um grande salto com as assistências eletrônicas e airbags. Nos anos 2000, a popularização das motorizações turbo e híbridas se destacaram. Lentamente, dezenas de aprimoramentos transformaram os carros que guiamos de forma discreta.

De tempos em tempos, uma disrupção ocorre. Nos anos 1910, a linha de montagem tornou possível a produção em larga escala. Nos anos 1950, o boom da indústria automobilística brasileira também causou uma revolução em nosso mercado. A bola da vez são os carros autônomos, os quais automatizam a maior parte das ações do motorista, chamado de “operador” daqui em diante.

Ao final do processo de desenvolvimento, a humanidade desfruta de seus benefícios e raramente deseja voltar à condição anterior. Com os veículos autoguiados não será diferente, pois milhões de motoristas pelo mundo desejam ardorosamente se libertar do volante e dos custos e mão-de-obra da propriedade de um automóvel.

Este artigo aborda oito vantagens da tecnologia de carros autônomos após a sua plena implantação.

REJEIÇÃO POR PARTE DA POPULAÇÃO

Como toda mudança radical, muitas pessoas não se agradam com os modelos autônomos e temem pela sua segurança e confiabilidade do sistema. Entretanto, todo avanço tecnológico no setor de transportes envolve dezenas de incidentes durante os testes de desenvolvimento. Isso ocorreu com as ferrovias, o automóvel, a aviação e os navios de grande porte.

1 – REDUÇÃO DOS CONGESTIONAMENTOS

tráfego carros autônomos

Com a organização do fluxo de automóveis, é possível dobrar ou até triplicar o número de veículos que trafegam em uma mesma via, em comparação aos dirigidos por seres humanos.

Em um fluxo de tráfego controlado por uma central, os veículos devem informar sua origem e destino, delegando a tarefa de conduzi-lo aos computadores do sistema viário, dos demais veículos e do próprio automóvel. Assim como o sistema central comanda o fluxo, o mesmo ocorre com a abertura e fechamento de semáforos e programação de rotas e conversões.

Como o fluxo controlado de maneira centralizada, os veículos trafegarão de maneira mais ordenada e concentrada, reduzindo o tempo que permanecem parados e com aumento considerável na velocidade média. Com os veículos mais “colados” uns aos outros e com menores tempos de parada, estima-se que os tempos de viagem nos centros urbanos diminuam em até 35% nos horários de pico.

O fluxo otimizado nos horários de pico dos grandes centros urbanos resultará em grande queda nos congestionamentos, dada a maior densidade de veículos que trafegam nas mesmas vias. Em um cenário otimista, os engenheiros de tráfego prevêem que os engarrafamentos serão considerados coisa do passado em 30 anos.

2 – REDUÇÃO DOS TEMPOS DE TRASLADO

A consequência do item acima é um fluxo de veículos mais denso e organizado. O tempo no qual permanece parado será reduzido em até 40%, reduzindo significativamente os tempos de percurso. Os ganhos na engenharia de tráfego serão notáveis.

Com os veículos mais “colados uns nos outros” e com fluxo organizado em cruzamentos, bifurcações e conversões, os testes realizados, como este da Universidade do Illinois,  estimam que se pode dobrar o fluxo de automóveis que circulam por uma via com apenas uma pequena parcela de exemplares autônomos.

Em períodos de pouca circulação de veículos, como a madrugada, o trajeto ocorrerá de maneira mais rápida e segura, pois o veículo autoguiado fará poucas paradas em semáforos e conversões, resultando em menor tempo no trânsito.

3 – REDUÇÃO DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E SONORA

Veículos autônomos aceleram, esterçam e freiam automaticamente. Daí, deduz-se que o controle do consumo de combustível e energia de maneira mais eficiente em comparação aos modelos conduzidos por pessoas, pois os excessos na aceleração e frenagem ocorrem com menor frequência.

Soma-se a isso uma queda no consumo de combustível estimada em 20% a 40% com a implementação da condução automatizada. Graças aos menores tempos de parada e às acelerações, retomadas e frenagens mais suaves e ordenadas, reduzindo a poluição atmosférica e ruído gerado pelos modelos com motores a combustão.

Mesmo os modelos dirigidos na maneira convencional perceberão os benefícios, posto que os autônomos regularão a velocidade e fluidez do tráfego. Consequentemente, os motoristas compreenderão que devem seguir o fluxo, evitando os excessos nas acelerações, velocidade e frenagens devido à rigidez no tráfego gerada pelos exemplares automatizados.

No que se refere à poluição sonora, a rápida ascensão dos modelos híbridos e elétricos trará ainda maior redução nas emissões de poluentes e ruído. Muitos governos municipais já trabalham na eletrificação de seus ônibus e veículos de frota, contribuindo ainda mais para reduzir os ruídos ambientais e manter o ar mais limpo.

4 – REDUÇÃO DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO

Em oposição ao que acredita o senso comum, os veículos autoguiados trarão queda significativa nos acidentes de trânsito. Vale ressaltar que os aviões voam de modo autônomo há muitas décadas e se encontram entre os modais de transporte mais seguros do mundo. O resultado com os veículos autônomos não deve ser diferente.

As estatísticas de acidentes de trânsito comprovam que mais de 90% das ocorrências se devem a falha humana (confira neste link). Com a circulação dos veículos controlada por uma rede de computadores, a ação humana na condução de carros, motos e veículos pesados sofrerá drástica redução.

Consequentemente, a automação tende a trazer grande redução nos acidentes de trânsito. Atualmente, mais da metade das vítimas fatais em nossas ruas e estradas são pedestres, ciclistas e motociclistas. Pedestres serão obrigados a respeitar áreas de travessia, e motocicletas as faixas de rolamento e deixar de trafegar entre os automóveis e veículos pesados.

Como o desrespeito ao fluxo de veículos autônomos torna a colisão ou atropelamento quase certa, não será possível aos pedestres e veículos de duas rodas fazer manobras de risco. Assim, os acidentes tendem a se reduzir nas áreas nas quais trafegam as unidades autoguiadas. Nas vias convencionais, tudo permanece semelhante, com muitos mortos e feridos.

5 – REDUÇÃO DA QUANTIDADE DE VEÍCULOS NAS RUAS

Um automóvel convencional roda uma hora diariamente, em média. Permanece parado durante as outras vinte e três, gerando custos para o seu proprietário. Um modelo autônomo pode ficar em operação durante todo o tempo no qual este realiza outras atividades.

Os custos de aquisição e manutenção de um automóvel crescem insistentemente e os sistemas de compartilhamento de veículos se desenvolvem há cerca de uma década. Para viagens longas, o desenvolvimento da aviação comercial torna as viagens de automóvel financeiramente desvantajosas.

Ademais, um percurso de 3 mil quilômetros demora de três a cinco dias por meio terrestre, os quais são percorridos em poucas horas pelo modal aéreo. Não há vantagem alguma em viajar de carro por longas distâncias, e em pouco tempo o mesmo ocorrerá para o transporte urbano. O compartilhamento de veículos e os custos crescentes de aquisição e manutenção levarão a uma redução do número de veículos licenciados.

Evidentemente, viajar de carro ou moto passou a ser uma forma de transporte com fins turísticos, explicado em detalhes neste artigo. Da mesma maneira que as pessoas e famílias que viajavam por via terrestre migraram para o avião, o compartilhamento de automóveis será a opção de muitos motoristas para transporte urbano. Em conjunto com o aumento de opções de transporte coletivo e individual, a tendência é a redução do tamanho da frota em paralelo com o crescimento no número de viagens.

6 – AUTOMAÇÃO DA ENGENHARIA DE TRÁFEGO

Os veículos autônomos permitem um melhor controle do tráfego. A partir dele se torna possível a automatização das vias, por tabela. Acréscimo de faixas de rodagem em um sentido da via, semáforos inteligentes e outras tecnologias de engenharia de tráfego reduzirão os tempos de viagem e permitirão a otimização do uso das vias.

Um detalhe que não agradará a todos consiste na possibilidade de rastreamento da rota de todos os veículos que circulam nas vias sob operação do sistema autônomo, com informações como itinerário, horários, velocidade média, condutor e ocupantes do veículo, existência de débitos e toda uma gama de informações.

A solicitação destas poderá servir como prova em processos judiciais de todos os tipos, assim como esclarecimento de crimes. Sem exageros, a automação do tráfego de veículos fará do trânsito um big brother, no qual pode-se saber tudo sobre os cidadãos no trânsito.

Do lado positivo, o uso dos veículos autônomos para o aprimoramento da engenharia e tráfego trará o benefício da grande eficiência nos transportes em todos os aspectos: redução do tempo e viagem, eliminação de congestionamentos, menor consumo de combustível e desgastes do veículos, redução na emissão de poluentes, menos acidentes de trânsito e despesas com multas e impostos.

7 – CONFORTO E CONVENIÊNCIA

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Em um veículo autônomo, o motorista é substituído pelo operador. O tempo gasto ao volante pode ser utilizado em outras atividades, posto que o operador necessita de menos interação com o veículo.

Falar ao telefone, assistir televisão ou vídeos na internet, fazer reuniões de trabalho, usar o computador, escrever textos para blogs de carros, conversar e desenvolver atividades que permitam que o operador fique alerta ao que ocorre na via trará ganhos de produtividade.

Um veículo autônomo trafega neste modo apenas nas vias com o sistema implantado. Fora delas, a condução tradicional – feita por um motorista – continuará sendo exigida em garagens de prédio, ruas residenciais e estradas de terra. Em determinados momentos, haverá a necessidade de condução manual.

As áreas na qual ocorre a condução autônoma serão comunicadas para os motoristas pelos sistemas, colocando-o na posição de operador, assim como sua saída – na qual retorna à condição de motorista. Invariavelmente, a condução realizada da forma convencional será solicitada regularmente em lugares sem automação de tráfego, como garagens e estradas vicinais, e cidades sem este recurso.

8 – REDUÇÃO DAS DESPESAS COM MULTAS E IMPOSTOS

A direção automatizada depende da sinalização da via para operar com eficiência. Assim, o software do veículo opera segundo as leis de trânsito programadas para estes modelos. Isso posto, a possibilidade de receber multas de trânsito se reduz dramaticamente em veículos autoguiados devido à obediência estrita de seu software à sinalização.

A maioria dos governos oferece incentivos fiscais para os modelos movidos a eletricidade, os quais poderão ser expandidos e ampliados para os conduzidos por computadores. As despesas com impostos também costumam ser menores em relação aos modelos convencionais.

Os custos de aquisição e manutenção se elevam ano após ano, em especial nos automóvel equipados com motores turbinados. Por sua vez, os engenheiros que desenvolvem modelos autônomos esperam que haja redução nas despesas com combustível, eletricidade e manutenção, pois estes tendem a otimizar o uso de energia e desgaste do veículo, obtendo considerável economia ao longo do tempo, dada a menor frequência que estes modelos precisam ir à oficina.

OS AVIÕES SÃO AUTÔNOMOS DESDE OS ANOS 50

Apesar dos benefícios esperados, a maioria das pessoas ainda se sente receosa de circular em um carro ou ônibus autônomo. A rejeição às tecnologias em desenvolvimento ocorreu na quase totalidade das inovações, em todas as épocas.

Até hoje, pode-se encontrar um número considerável de pessoas que não voam de avião.  As aeronaves são conduzidas de modo autônomo na maior parte do tempo, com a ajuda de dezenas de instrumentos. O mesmo processo ocorrerá com os veículos automotores comandados por computador, os quais dependerão de controladores de tráfego para garantir sua segurança e bom funcionamento.

Este artigo propõe a seguinte reflexão ao leitor: se os aviões são autônomos há décadas e se situam entre os modais mais seguros, por que os carros autônomos não trariam evolução ao trânsito de veículos terrestres?

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