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O que é turbo lag?

gráfico de turbo lag
O gráfico acima mostra a queda brusca de rotação nas trocas de marcha, com a subsequente elevação brusca. Este é o efeito do turbo lag e compromete o desempenho e dirigibilidade do veículo.

Todos os apaixonados por automóveis sonham com um modelo de alta performance, de preferência esportivo. Nos dias de hoje, ser equipado com um motor turbinado se mostra quase obrigatório. Apesar de haver opções disponíveis no mercado há quase trinta anos, nunca obtiveram grande sucesso, como o Volkswagen Gol 1.0 Turbo, lançado em 2000.

Em um passado (muito) recente, havia grande preconceito contra esta tecnologia devido às suas limitações, especialmente no que concerne à durabilidade. No campo da dirigibilidade, o mais conhecido se chama turbo lag.

Turbo lag significa…

“atraso do turbo” em tradução livre. Ele consiste naquele “tranco” que ocorre quando do acionamento da turbina após determinada rotação, seguido de forte arrancada e o ganho de desempenho desejado. Neste momento, o ganho de potência entra em ação.

Nas trocas de marcha, observamos aquele “buraco” até a entrada da sobrealimentação em funcionamento, seguido de novo ricochete. Este intervalo entre a troca de marcha e o acionamento da turbina é o famoso lag. 

Em condução esportiva, o ganho de performance se mostra muito interessante. Entretanto, a condução se mostra desconfortável em situações de tráfego urbano. O “piloto” fica entre a cruz e a espada: ou roda em baixas rotações, com baixíssimo desempenho e alto consumo, ou anda sempre de motor cheio, tornando a condução cansativa e com alto desgaste de componentes, resultando em quebras constantes.

Consequentemente, o maior desafio para a popularização dos motores sobrealimentados foi a redução e/ou eliminação do turbo lag, a fim de obter dirigibilidade uniforme e agradável, com baixo consumo e durabilidade adequada, dispensando cuidados extras com manutenção.

Nos vídeos abaixo, pode-se observar claramente o efeito do turbo lag e seu impacto no comportamento do veículo e funcionamento brusco. No último filmete, um exemplo de motor bem acertado, sem os “trancos” e “buracos”. Assista:

Neste vídeo, observamos um Ford Escort Cosworth ano 1993, cujo efeito de turbo lag pode ser claramente observado em um veículo sobrealimentado de fábrica. Nos modelos mais modernos, diversas tecnologias têm sido empregadas para evitar este efeito desagradável, o qual torna a condução cansativa, aumenta o consumo de combustível e diminui a vida útil do motor.

Este outro vídeo mostra alguns modelos da Volkswagen com motores turbinados, os famosos AP (Alta Performance). Como o foco destas preparações residem apenas no desempenho para arrancadas, o turbo lag aparece de maneira bastante clara, assim como o som da válvula de alívio, o “assobio” ou “barulho de flauta”.

Este outro vídeo mostra um Fórmula 1 da era turbo (Lotus 100T, pilotado por Nelson Piquet), correndo em um circuito de rua  bastante lento (GP dos Estados Unidos, Detroit, 1988). Nas saídas de curva, observe que a retomada ocorre de forma brusca depois de um intervalo de cerca de um segundo. Este interstício se deve ao turbo lag.  Note que o piloto precisa dar um contra-esterço no volante para equilibrar o golpe resultante da operação da turbina. Lembrando que este monoposto entrega cerca de 1400 hp de potência.

Este vídeo mostra a arrancada de um Volkswagen Golf GTI, com 220 cv. Observe como a elevação de giros é uniforme e com poucos trancos, entregando uma arrancada rápida e sem lag. Em condições urbanas, o modelo oferece condução suave, semelhante a modelos aspirados.

Ao contrário dos modelos mostrados nos demais vídeos, este é o padrão dos motores turbo modernos. O paradigma atual consiste em motores com ótimo desempenho, econômicos e fáceis de guiar. Diferentemente dos modelos do passado, o foco excede o simples ganho de potência e não exige habilidade extra do condutor.

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