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Diferença entre segurança veicular ativa e passiva

segurança veicular ativa e passiva

segurança veicular ativa e passiva

Quando o tema segurança veicular é abordado, o primeiro reflexo de todo motorista os remete a dispositivos como freios ABS, airbags e cintos de segurança. Claro que ambos se mostram fundamentais para proteger os participantes do trânsito, mas há outros menos conhecidos e tão relevantes quanto, ou mais.

Ao analisar a segurança veicular, costuma-se distingui-la entre ativa e passiva. Você sabe qual a diferença entre elas? Dos dispositivos supracitados, quais pertencem à primeira e segunda categoria? Este post descreve cada uma delas de maneira descomplicada.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA ATIVA ATUAM COM O OBJETIVO DE EVITAR A OCORRÊNCIA DE UM ACIDENTE.

A forma mais efetiva de evitar ferimentos e danos corporais e materiais consiste em evitar que a colisão ocorra. Para tal, deve-se estudar as causas dos acidentes. Os especialistas chegaram a algumas:

1 – Distração do condutor: sabe-se que 90% dos acidentes ocorrem por falha humana. Assim, os fabricantes desenvolvem dispositivos para preveni-las, alertando o motorista de eventuais atos inseguros, como colar no veículo à frente, presença de outros veículos, pedestres ou objetos nos pontos cegos, dirigir com sono ou sair da faixa de rolamento.

Espelhos retrovisores com luzes verdes e vermelhas, volantes que vibram ao trocar de faixa, pilotos automáticos que aceleram e freiam conforme a distância dos veículos próximos, assistentes de manobra, alertas de fadiga ou de condução perigosa já se mostram realidade nos modelos high-end, funcionam efetivamente e tendem a ganhar os modelos de entrada rapidamente.

2 – Perda de controle em arrancadas e frenagens: tais dispositivos equipam os automóveis desde o final dos anos 1980, e a partir de 2014 passaram a ser obrigatórios para todos os veículos novos produzidos no Brasil. Trata-se dos famosos ABS (freios antitravamento) e controle de tração.

Estes dispositivos evitam que os pneus deslizem ou se arrastem nas acelerações e frenagens bruscas, posto que grande parte das colisões ocorrem por perda de aderência das rodas com o solo. Estes assistentes mantêm as rodas girando em situações de emergência, preservando o controle do motorista sobre as mudanças de direção.

Leia também: Por que o ABS e os controles de tração, frenagem, e estabilidade são tão importantes

3 – Perda de controle em curvas: em complemento aos assistentes de tração e frenagem, atuam os de estabilidade. Estes preservam o controle em curvas, evitando derrapagens, falta de tração em uma das rodas, saídas de frente ou de traseira e rodadas.

Eles atuam transferindo a força de tração e frenagem para as rodas com mais aderência e corrigindo excessos ou falta nas aplicações do acelerador e/ou do freio pelo condutor, mantendo o veículo na rota adequada e com dirigibilidade neutra.

Os assistentes eletrônicos de condução preservam o condutor dos erros de direção, e evitam acidentes de todos os tipos, principalmente em condições de baixa aderência e/ou altas velocidades.

Em suma, a segurança ativa evita acidentes prevenindo e corrigindo erros e distrações dos motoristas.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA PASSIVA ATUAM PARA MINIMIZAR OS FERIMENTOS DOS ENVOLVIDOS APÓS O ACIDENTE TER OCORRIDO.

cinto de segurança airbag crash test

Falhando os dispositivos de segurança ativa e um impacto ocorra, por falha do próprio motorista ou de terceiros, o veículo deverá proteger os ocupantes dos ferimentos resultantes do acidente.

1 – Redutores de deslocamento e amortecedores de impacto: Deve-se evitar o deslocamento dos ocupantes no interior do veículo e o choque destes com as partes internas deste. Ou que os passageiros sejam lançados para fora do veículo ou um contra o outro.

Redutores de deslocamento visam a evitar que os passageiros sejam lançados contra as partes internas do veículo, como janelas, para-brisa e painel. Também evitam que o lançamento para o exterior do veículo, situação a qual quadruplica a probabilidade de óbito.

Os melhores exemplos consistem nos consagrados cintos de segurança e nas cadeirinhas para bebês e crianças, com a ancoragem feita pelo sistema ISOFIX. Saiba mais sobre ele neste post.

Aqueles que já sofreram uma colisão sabem que há impacto contra os componentes internos do veículo, mesmo com o cinto de segurança afivelado. Assim, outro passo se mostrou necessário na redução de ferimentos e mortes no trânsito: o airbag. 

Este dispositivo nada mais é que uma almofada de ar a qual se infla em décimos de segundo após a colisão, evitando que os ocupantes se choquem contra os componentes rígidos do interior do automóvel. Estão em testes versões para pedestres e motociclistas. Tire suas dúvidas sobre o funcionamento das bolsas infláveis neste post.

2 – Materiais e designs mais resistentes e menos agressivos: No final da década de 80, uma grande inovação de segurança consistiu na substituição de vidros temperados por laminados. Os engenheiros da época perceberam que estilhaços de vidro causavam ferimentos graves no rosto dos ocupantes, e equipar os veículos com janelas e para-brisas com materiais não cortantes se mostrou uma solução muito eficaz, como sabemos hoje.

Outra mudança notável, já nos anos 60, foi a coluna de direção retrátil. Muitos motoristas faleciam devido à entrada da coluna de direção no tórax, exatamente como uma lança. Após milhares de casos, os fabricantes passaram a equipar os veículos com colunas que se rompem em pontos definidos em caso de impacto. Ao invés de perfurar o motorista, o componente se rompe em três ou quatro pedaços e desce para o interior da caixa de direção, preservando a integridade do condutor.

Outros estudos feitos pelos fabricantes descobriram que o desenho de peças internas como painel e volante, assim como os materiais empregados, também causavam muitos ferimentos. Assim, materiais menos rígidos e desenhos sem quinas, pontas e cantos vivos passaram a orientar os projetistas no objetivo de evitar ferimentos nos ocupantes.

Observe o desenho “liso” e materiais macios e flexíveis dos painéis de modelos mais modernos, em comparação com os modelos cheios de quinas e reentrâncias feitos de plástico rígido ou metal dos modelos feitos antes da década de 1990.

3 – Reforços estruturais: Este quesito se mostra, de longe, o mais importante e o mais ignorado. O marketing automotivo ressalta muito os equipamentos eletromecânicos como airbags, ABS, sensores e assistentes eletrônicos, claramente importantes, mas dá pouca ênfase aos reforços estruturais.

Muitos automóveis equipados com ABS e múltiplos airbags obtiveram notas ruins em crash tests devido à baixa absorção de impacto de suas estruturas, como o Fiat Uno, Chevrolet Agile e JAC J3. Todos obtiveram uma estrela nos modelos equipado com as bolsas infláveis.

Saiba mais sobre crash tests neste link.

De nada adianta o veículo possuir todos os dispositivos citados ao longo deste texto se o monobloco ou chassis não absorvem o impacto corretamente, especialmente em velocidades acima de 80 km/h, acima da qual airbags e cintos de segurança pouco fazem para proteger os ocupantes.

De todos os fatores de segurança veicular, o chassi/monobloco eficiente em absorver a energia da colisão se mostra o mais importante dispositivo de segurança, sem sombra de dúvida. 

Os automóveis mais seguros não são os que deformam (amassam) menos, mas aqueles que possuem áreas de deformação programada.

Esta construção consiste de áreas construídas de material mais flexível nas quais os passageiros não ocupam e ficam responsáveis por absorver todo o impacto, como compartimento do motor e porta-malas. Assim, estas sofrem muitas deformação, ao passo que o habitáculo (a “gaiola” na qual os passageiros são alojados) se constitui de material muito rígido. Observe a figura abaixo:

zonas de deformação programada segurança veicular

Os componentes vermelhos e laranjas são feitos de material mais flexível, com o intuito de absorver a energia do choque, ao passo que os reforços em lilás, verde, azul e amarelo devem ser fabricados em materiais rígidos. pois devem proteger os ocupantes.

Um automóvel seguro ficará bastante danificado nas extremidades em um acidente, assim como o habitáculo ficará preservado, assim como o motorista e passageiros. Em modelos mais antigos, impactos a baixas velocidades costumavam causar lesões graves e óbitos, apesar de haver pouca deformação da carroceria (“amassou pouco”).

Para colisões em velocidades acima de 80 km/h, pode-se observar que o habitáculo fica preservado em modelos atuais, enquanto os antigos se desintegravam. Há cada vez menos casos de passageiros “presos nas ferragens” e que tiveram membros inferiores amputados em automóveis modernos. Mérito das estruturas modernas, principal pilar da segurança passiva.

Podemos resumir a segurança passiva como aquela que mitiga os dano e lesões aos passageiros após a colisão.

CONCLUSÃO

A diferença entre a segurança ativa e passiva se mostra bastante simples para qualquer pessoa compreender, assim como não há hierarquia de importância entre elas e se complementam. Em suma, abusar dos equipamentos de segurança ativa para não precisar usar a passiva se mostra o primeiro ponto a ser seguido, mas o motorista zeloso e cuidadoso sempre será o melhor dispositivo de segurança.

Leia também: Segurança veicular: por que é tão importante

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