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5 curiosidades sobre os carros zero quilômetro

curiosidades carro zero km

Grande parte dos brasileiros sonham com a aquisição do carro zero quilômetro, mas desconhecem alguns aspectos interessantes sobre aquele possante que acabou de sair da linha de montagem para ser entregue sem placa para o feliz proprietário.

O brasileiro tem forte ligação emocional com o “cheiro de novo” do automóvel zero quilômetro, e aí vem a primeira curiosidade…

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Os carros que ganharam apelidos carinhosos

simca chambord belo antonio

Simca Chambord, apelidado de Belo Antônio

A criatividade e o senso de humor são marcas registradas do brasileiro. Atribuir apelidos sempre foi uma constante na vida de todos nós, principalmente entre os homens.

Os automóveis também não poderiam escapar, como o Simca Chambord (1958-1867) da foto acima, apelidado de Belo Antônio. O sujeito em questão foi personagem de um filme muito popular nos anos 60, o qual era um rapaz boa-pinta e bastante popular entre as mulheres, mas sofria de impotência sexual, moléstia sem solução à época. A comparação com o sedã da marca francesa se estabelecia na parca potência do motor 2.4, de apenas 100 cv e 15,5 kgm.m de torque, claramente insuficientes para dar boa propulsão ao modelo de belas linhas.

Este é um exemplo de como a mente imaginativa do brasileiro gerou dezenas de apelidos para modelos de todas as épocas. Em casos extremos, o apelido acaba sendo mais famoso que o nome original.  Confira mais alguns:

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Você sabia que a Renault não vende carros da Renault no Brasil?

duster

Após a abertura das importações no início dos anos 90, muitas marcas se apressaram em entrar em nosso mercado, algumas com grande êxito. As marcas francesas agiram rápido e se encontraram entre as primeiras a lutar por seu lugar ao sol. Porém, outras não caíram no gosto locar e acabaram indo embora.

De todos os fabricantes recentes, a Renault foi a que obteve maior sucesso e se tornou a quinta maior montadora, atrás apenas das quatro grandes. Suas conterrâneas, Peugeot e Citroën, tiveram um início promissor, mas acabaram sucumbindo devido a problemas de confiabilidade mecânica, manutenção cara e mau atendimento nas autorizadas. Aí o leitor pergunta: o que a Renault fez para se destacar? Continuar lendo

Ferrari X Lamborghini: o superclássico dos carros

ferrari vs lamborghini

Ferrari e Lamborghini. Ambas as marcas despertam fortes desejos nos apaixonados por carros, e também são capazes de despertar o interesse daqueles que não são. Suas linhas se mostram estupidamente atraentes e entregam desempenho fenomenal. Sem contar no ronco dos motores, semelhantes aos bólidos da Fórmula 1. Quando um deles trafega pelas ruas, é impossível não olhar e admirar.

Nas conversas sobre carros, as duas fabricantes são citadas frequentemente. Entre os entusiastas, gasta-se horas discutindo qual é melhor, com análises minuciosas sobre todos os dados técnicos, design, história dos modelos e sobre baboseiras como “qual chama mais a atenção das mulheres”. As discussões sempre correm acaloradas e terminam sem vencedor, pois todos os modelos são incríveis. Por outro lado, poucos conhecem a história de como a rivalidade começou. Continuar lendo

Como funcionam os airbags – 17 perguntas e respostas

O vídeo acima, elaborado pela fabricante francesa Renault, esclarece as dúvidas mais comuns quando o assunto é o funcionamento dos airbags. Devido à falta de educação automotiva efetiva no Brasil, muitas dúvidas e mitos ainda persistem. No formato de perguntas e respostas, este post visa a esclarecer o essencial sobre o funcionamento deste importante sistema presente nos veículos mais modernos. Continuar lendo

Informações e curiosidades sobre o sistema de freios

Curiosidades sobre o sistema de freios

freios

Quando uma montadora elabora campanhas de marketing de um modelo esportivo, a potência do motor, o tempo de aceleração e a velocidade máxima se mostram as características ressaltadas em quase sua totalidade. Por outro lado, os amantes de veículos velozes sabem que a estabilidade e capacidade de frenagem são tão ou até mais importantes que a cavalaria disponível. Mas por que um conjunto de freios eficiente não costuma ser anunciado, e é o primeiro fator lembrado quando ocorrem acidentes?

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Nostalgia: as cores dos carros que foram moda em décadas passadas

del rey marrom

Nos últimos anos, as cores branco e pérola se tornaram as cores preferidas dos compradores de automóveis, chegando a mais de 35% das vendas em alguns países. Quem tem boa memória, certamente lembrará que o prata e os tons de cinza dominaram as ruas na década passada.

Os aficionados por automóveis estão frequentemente em exposições de veículos clássicos e sabem com clareza quais eram as preferências dos consumidores em todas as décadas. Este post discorrerá brevemente sobre as cores mais populares em cada período e algumas especificidades.

Do início da indústria até o final dos anos 40: O preto predominava, principalmente entre os veículos mais acessíveis. O vermelho também aparecia com frequência. Isso ocorria por uma dificuldade técnica: as outras cores demoravam mais a secar na fabricação e desbotavam com mais facilidade, pois os pigmentos disponíveis à época não conferiam boa durabilidade à pintura. O branco também era popular, mas ganhava aparência amarelada com facilidade. As outras tonalidades apareceram com mais força no final dos anos 30. Muitos veículos tinham acabamento externo de madeira, especialmente os mais luxuosos. O acabamento interno dos carros de entrada era emborrachado e sempre na cor preta. Raramente havia carpete ou estofado nos bancos, enquanto os veículos de luxo tinham muitos tons e materiais nobres disponíveis.

studebakerr 1930

Studebaker dos anos 1930

Anos 50 e 60: Nesta época, os mais variados tons ganharam o mercado, graças ao avanço da tecnologia dos pigmentos. Pinturas de duas ou mais cores eram populares, dando margem à criatividade dos designers. O emprego de acabamentos cromados e materiais plásticos tornou o design mais sofisticado e flexível. Nesta época, as montadoras americanas tinham como chamariz a introdução de novas cores e linhas a cada novo ano/modelo. O interior também acompanhou a tendência, com a introdução do acabamento em vinil e peças metálicas. A madeira continuou sendo largamente utilizada, tanto nos acabamentos internos e externos, como nas woody wagons, como nos exemplos abaixo.

corvette 1959

As pinturas bicolores e os bancos de vinil eram tendência nesta época, como neste Corvette 1959.

woody wagon

Acabamentos externos em madeira ainda eram comuns nos Woody wagons.

Anos 70: Esta década foi a era das cores psicodélicas e das faixas decorativas. Tons fortes e chamativos eram desejados, como verde limão, laranja, amarelo e azuis. As primeiras cores metálicas começaram a aparecer. Ter um veículo na cor prata dava um aspecto futurista, como na foto abaixo. Porém, como os pigmentos metálicos ficavam foscos com facilidade, ao repintar uma peça danificada era necessário reparar todo o veículo, para não haver diferença de cor. No interior, bancos de veludo ganharam espaço entre os veículos mais luxuosos e versões topo de linha, assim como o acabamento acarpetado. O vinil continuou presente nos veículos de entrada, geralmente na cor preta. Nos veículos de alto luxo foram introduzidos os bancos de couro. Com o avanço dos materiais plásticos, a madeira começou a perder espaço, devido ao alto preço, ficando cada vez mais restrita aos veículos mais exclusivos.

As cores psicodélicas foram  marca dos anos 70, como neste Dodge Charger.

As cores psicodélicas foram marca dos anos 70, como neste Dodge Charger. Faixas decorativas e capota de vinil são característicos do período.

Foram introduzidas as cores metálicas, mas sua dificuldade de reparação as tornaram impopulares, apesar de conferirem aspecto futurista, como neste Volkswagen SP2.

Foram introduzidas as cores metálicas, mas sua dificuldade de reparação as tornaram impopulares, apesar de conferirem aspecto futurista, como neste Volkswagen SP2.

Anos 80: A era dos veículos com design de linhas retas e cores escuras, com destaque para o marrom e o bege. Essas tonalidades eram usadas tanto na parte externa como interna. Tons como vinho, azul e verde escuros também caíram no gosto dos consumidores. Com a evolução da tecnologia, as cores metálicas ganharam mais aceitação. Os cromados, a madeira e as faixas decorativas declinaram nesta década, ao passo que os acabamentos plásticos avançaram fortemente. Os pára-choques e o acabamento interno passaram a ser feitos de material polimérico, com resultados bons e ruins, dependendo do caso. O vinil caiu em desuso, sendo substituído por tecido, veludo ou couro. O design passou a ser mais limpo, com menos detalhes e acessórios como faróis de milha passaram a ser embutidos na carroceria.

O Ford Escort XR3 expressa bem o design que estava em voga nos anos 80.

O Ford Escort XR3 expressa bem o design que estava em voga nos anos 80.

No final dos anos 80 e início dos anos 90, a cor vinho fez grande sucesso, como no Ford Versailles abaixo:

Neste período, a cor vinho foi a mais popular por transmitir sofisticação.

Neste período, a cor vinho foi a mais popular por transmitir sofisticação.

Anos 90: As cores alegres voltaram à moda, e ter uma palheta com 20 cores à disposição do consumidor era diferencial competitivo. Alguns tons eram valorizados, como verde musgo, azul marinho e tons de cinza. Por outro lado, escolhas como roxo, laranja, amarelo, azul claro e verde limão tornavam o veículo um “mico”, dificultando ou impossibilitando a revenda. Os acabamentos plásticos de todos os padrões ganharam espaço, enquanto os cromados eram pouco populares. Nesta década surgiram os veículos esportivos e aventureiros, além das lanternas plásticas que encampavam a traseira de ponta a ponta, muito comum em carros japoneses e americanos. Madeira passou a ser restrita a veículos de luxo e na parte interna, e os bancos de couro ficaram mais populares.

As cores chamativas voltaram a ser moda nos anos 90.

As cores chamativas voltaram a ser moda nos anos 90.

Anos 2000: Esta é conhecida como a década monocromática. Como as cores berrantes costumavam desvalorizar o veículo, criou-se uma tendência por cores neutras, especialmente o prata, todos os tons de cinza, o dourado e o preto. Cores como vermelho e vinho ficavam restritos a versões esportivas. As demais dificilmente eram colocadas na palheta das montadoras, e costumavam ser rejeitadas. O branco também não era procurado por ser considerada cor de carro de frota ou táxi. Nos anos 90, a queixa dos consumidores residia na má qualidade dos plásticos e tecidos utilizados no acabamento interno, os quais foram gradualmente trocados por plásticos emborrachados, mais agradáveis ao toque, e os bancos de couro foram democratizados nos veículos médios e até em alguns compactos. O policarbonato permitiu maior flexibilidade aos designers para criar faróis e lanternas, além das novas tecnologias de iluminação como xenônio e LED. Observou-se nesta época uma tendência a colocar rodas maiores, de medidas de 17 polegadas em veículos médios a até 20 em SUV´s.

A cor prata é a marca dos anos 2000.

A cor prata é a marca dos anos 2000, assim como as rodas de medidas grandes e os faróis de xenônio.

Década de 2010 ate os dias de hoje: Com o avanço das tecnologias de pintura, o branco é a cor da moda no momento, especialmente o tom pérola. Esta cor passa aspecto de sofisticação e limpeza, realçado pelo brilho dos metais da pintura perolizada. Em segundo lugar vem o preto, um tom clássico e sofisticado. O prata, dourado e tons de cinza continuam bem populares, enquanto outras cores como, vermelho, azul, verde e amarelo são restritas a carros de nicho, como aventureiros e esportivos. As lanternas e faróis de LED e sofisticação da iluminação interna e externa tem mostrado os avanços da atualidade, com luzes de todas as cores e formatos. O visual futurista que vemos nos filmes começa a tomar forma.

A cor branco pérola e os faróis de LED são a marca dos veículos atuais.

A cor branco pérola e os faróis de LED são a marca dos veículos atuais.

As cores, tons e acabamentos variam conforme a tecnologia disponível em cada época. Com o avanço da pesquisa e desenvolvimento, é possível tornar os veículos cada vez mais bonitos e sofisticados. E você, qual acha que vai ser a próxima tendência?