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Os piores escândalos da indústria automobilística de todos os tempos

escândalos na indústria automobilística
O Ford Pinto 1970 foi um dos primeiros escândalos na indústria automobilística
O Ford Pinto 1970 foi um dos primeiros escândalos na indústria automobilística

A fraude nos testes de emissões feita pela Volkswagen consiste no mais recente escândalo da indústria automotiva. Entretanto, não é o primeiro nem será o último. Desde os anos 1960, diversos problemas na segurança dos veículos assolam continuamente os consumidores, gerando milhares de mortos e prejuízos multibilionários. Confira a lista das controvérsias que precederam o falseamento dos motores diesel da montadora alemã.

Chevrolet Corvair (1960)

– Barra estabilizadora

A montadora americana possui uma política de redução de gastos de longa data, a qual mobiliza centenas de engenheiros para reduzir os custos, às vezes, em poucos centavos. No caso do Corvair, o objeto de economia foi a barra estabilizadora, componente muito importante para o desempenho em curvas. Esta peça foi retirada e diversos acidentes acontecera. O ocorrido levou à saída do CEO, o qual publicou um livro relatando o defeito e a política de restrição de custos da fabricante: Unsafe at Any Speed (Inseguro a qualquer velocidade).

Ford Pinto (1970) (Foto acima) – Explosão em colisões traseiras

Este compacto de baixo custo foi criado na década de 1970 para atrair consumidores os quais buscavam fugir da alta dos preços do petróleo, e enfrentar a concorrência dos recém-chegados modelos japoneses. Assim, o projeto precisou ser enxuto, levando a um erro crasso: o tanque de combustível foi posicionado atrás do eixo traseiro, e podia explodir em caso de colisão traseira. Milhares de casos foram relatados e a montadora carregou diversos processos criminais por anos, até fazer um termo de ajuste de conduta e pagar uma multa de centenas de milhões de dólares para encerrar a ação. Porém, o defeito presisitiu por muitas décadas e atualmente ainda ocorrem explosões. Foram fabricadas 3 milhões de unidades e muitas ainda circulam pelas ruas e estradas americanas.

Ford Explorer – Firestone (2000) – Pneus defeituosos

No início da onda de popularização dos SUV´s, muito se discutiu sobre a segurança de tais veículos e os engenheiros e autoridades de segurança concluíram que a maior altura do solo aumenta em 200% a chance de capotamento. Confira neste link os riscos de dirigir um utilitário esportivo.

No caso deste modelo, as deficiências foram evidenciadas por um erro de projeto dos pneus Firestone ATX, cujas bandas de rodagem se soltavam em alta velocidade, levando a capotamentos. Mais de cem pessoas morreram em acidentes neste veículo, equipados com tais pneus. As autoridades de segurança veicular fizeram testes com os pneus no Explorer e diferentes utilitários, e concluíram que o defeito ocorreu no projeto da Ford, a qual foi condenada a fazer recall e pagar indenizações, a um custo total de US$ 3,5 bilhões.

Toyota e Lexus (2009) – Pedal do acelerador

Nem as montadoras aclamadas como as melhores em qualidade escaparam dos escândalos. Diversos modelos das duas marcas apresentaram um defeito no qual o pedal do acelerador ficava preso no tapete, fazendo-o ganhar velocidade sem controle, causando acidentes graves, com dezenas de mortos. A fim de evitar um processo criminal, o fabricante pagou US$ 1,2 bilhão em um termo de ajuste de conduta.

Takata (2010) – Airbags

A Takata é uma fornecedora japonesa de airbags, cujos principais clientes são Honda, Toyota e Nissan. Esta empresa produziu quase 20 milhões de conjuntos de airbag defeituosos, os quais inflavam com força excessiva, projetando pedaços de plástico e metal contra os ocupantes dos veículos. O resultado foram oito mortos e mais de cem feridos.

Chevrolet Cobalt (2005) – Falha na ignição

Este modelo apresentava defeitos no sistema de ignição, o qual poderia levar ao desligamento do motor com o veículo em movimento. Tal fato ocorreu inclusive em estradas, deixando os veículos sem controle e causando sérios acidentes, com 124 mortes de milhares de feridos comprovados até o momento. A marca foi condenada a pagar um termo de ajuste de conduta de US$ 900 milhões, a fim de evitar a investigação criminal, assim como a substituição dos veículos. O fabricante tem feito campanha a fim de chamar os proprietários às concessionárias, dando incentivos à compra de um automóvel novo, com o intuito de retirar de circulação os Cobalts.

Nota: o Chevrolet Cobalt vendido nos Estados Unidos é diferente do brasileiro. Portanto, o defeito não ocorre nos modelos comercializados por aqui.

Escândalos como o falseamento dos testes de emissões feitos pela Volkswagen não consistem em novidades e quase todos os fabricantes já se envolveram em pelo menos um caso. Cabe às autoridades tomar as medidas para reprimi-los e aos consumidores, boicotar tais modelos e/ou fabricantes.

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