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Honda: 5 estrelas no LatinNCAP, mas só até o fim do ano

Foram publicados em 16/11/2015 os resultados de uma nova rodada de testes de impacto feita pelo LatinNCAP, instituição responsável pela homologação de veículos vendidos na América Latina. Foram avaliados o Ford Ka+, que obteve 4 estrelas para adultos e 3 para crianças, e três modelos da Honda, os quais compartilham plataforma: Fit, City e o novo best-seller da marca, o HR-V.

O SUV compacto obteve cinco estrelas para adultos e crianças, enquanto os outros dois ganharam nota máxima para adultos e quatro estrelas para crianças, com pontuação muito próxima do grau de proteção máxima. Apesar de todos serem equipados apenas com airbag duplo, o comportamento estrutural se mostrou exemplar, como mostra o vídeo acima.

Assim, pode-se afirmar que a Honda vende veículos seguros e bem construídos, podendo ser recomendados para o consumidor. Nos links abaixo, entenda como funciona a pontuação dos testes de impacto e por que o consumidor deve priorizar a segurança sobre outros fatores, ao comprar um novo veículo:

Entenda o ranking de zero a cinco estrelas do LatinNCAP

Por que é importante priorizar a segurança na escolha de um veículo

Os bons resultados dos Honda merecem ser destacados, mas fica um ressalva: a partir de 2016, os veículos deverão ser equipados com controles de tração e estabilidade para obter a nota máxima, e todos os veículos passarão por reavaliação e testes de impacto lateral. É provável que a maioria dos modelos avaliados recebam notas menores com a nova metodologia.

Nenhum dos três modelos possui os controles eletrônicos de tração e estabilidade, então urge para a montadora nipônica equipá-los com os dispositivos, a fim de não perder a nota máxima. Nos links abaixo, estão os links para outros posts sobre segurança:

 Entenda como funcionam os controles de tração e estabilidade.

Como funcionam os airbags.

A extrema importância do uso de cinto de segurança em carros com airbags.

Para quem tem filhos, como o sistema Isofix os protege em caso de acidentes.

Por que a segurança veicular é prioridade para os alemães, e o que podemos aprender com eles.

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Os piores escândalos da indústria automobilística de todos os tempos

O Ford Pinto 1970 foi um dos primeiros escândalos na indústria automobilística

O Ford Pinto 1970 foi um dos primeiros escândalos na indústria automobilística

A fraude nos testes de emissões feita pela Volkswagen consiste no mais recente escândalo da indústria automotiva. Entretanto, não é o primeiro nem será o último. Desde os anos 1960, diversos problemas na segurança dos veículos assolam continuamente os consumidores, gerando milhares de mortos e prejuízos multibilionários. Confira a lista das controvérsias que precederam o falseamento dos motores diesel da montadora alemã. Continuar lendo

IMPORTANTE, parte 2: Você precisa saber disso antes de comprar um esportivo

VW Golf GTI e Honda Civic Si, os dois esportivos mais conhecidos no Brasil

VW Golf GTI e Honda Civic Si, os dois esportivos mais conhecidos no Brasil

Já foi abordado em um artigo anterior as dificuldades em andar em carros esportivos (confira neste link). Agora, trataremos de um fato desconhecido de muitos compradores de veículos esportivos ou esportivados, o qual gera muitas surpresas negativas em seus compradores: Continuar lendo

Por que fazer seguro de automóvel é essencial

seguro auto

A maioria de nós tem algum conhecido que comprou um carro ou moto zero quilômetro e não colocou no seguro, sob o pretexto de o seguro ser caro ou por pura negligência. Pouco tempo depois, teve o veículo roubado ou envolvido em acidente de grandes proporções com perda total, ou custo de reparo superior a 50% do valor venal. O resultado consiste em um consumidor arrependido que passa diversos anos pagando por um bem o qual não usufruiu. Então já é tarde, não adianta chorar pelo leite derramado.

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Não usar cinto de segurança em carro com airbags pode causar a morte. Saiba mais.

Não usar cinto de segurança em carro com airbags pode causar a morte. Saiba mais.cinto e airgabs

É inquestionável o fato de que os airbags contribuem enormemente para o aumento da segurança dos ocupantes dos veículo e já salvaram milhares de vidas no Brasil. Mas para a proteção ser efetiva, os condutores e passageiros têm obrigação de tomar uma medida tão simples quanto antiga: usar cinto de segurança.

Os airbags são inflados em poucos milissegundos quando o sensor de desaceleração é acionado. Para cumprir sua função, ele dispara a uma velocidade de cerca de 300 km/h em direção ao rosto e tórax dos ocupantes. Com o uso do cinto de segurança, não há grande deslocamento deles nos assentos, e as bolsas são acionadas corretamente, trazendo a proteção esperada. Continuar lendo

Quais são as maiores causas de acidentes?

direcao perigosa

Todos os acidentes, sem exceção, possuem uma ou muitas causas, as quais costumam ocorrer concomitantemente. Os órgãos de segurança no trânsito fazem inúmeros estudos, os quais sempre levam à mesma conclusão. O ponto pacífico entre todos os especialistas é:

93% DOS ACIDENTES TÊM O HOMEM COMO PRINCIPAL CAUSADOR

A negligência, imprudência ou imperícia é de longe a maior causadora, contribuindo para 75% das colisões. Outros 12% são causados por problemas nos veículos, como falta de manutenção ou alterações inadequadas, e 6% por mau estado de conservação das vias. Apenas 7% possuem outras causas. Os dados estão disponíveis no site do Portal do Trânsito Brasileiro, no link abaixo:

http://www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=8

Um fator não mencionado na matéria acima, e que têm contribuído significativamente nos dias de hoje é:

O uso de smartphones durante a condução, o qual se enquadra na categoria de negligência, por desviar a atenção do motorista do trânsito.

Os demais fatores, amplamente conhecidos por toda a sociedade, mas que ainda ocorrem largamente são a ingestão de álcool, o excesso de velocidade, o desrespeito à sinalização, a falta de técnica adequada para guiar (imperícia) e a sensação de onipotência causada pelos maus comportamentos ao volante.

Os especialistas enquadram os acidentes na categoria de evitáveis e não evitáveis. Na primeira, na qual 90% das ocorrências se incluem, poderiam não acontecer com alguns cuidados extras do condutor. Na segunda, com apenas 10% de participação, se enquadram aqueles que aconteceram a despeito de o motorista seguir todas as boas práticas ao volante.

Os acidentes de trânsito custam R$ 22 bilhões aos contribuintes todo ano, e o Departamento de Transporte Britânico concluiu que a maior parte das vítimas morre por atropelamento naquele país. A imprudência dos pedestres também engrossa a estatística, visto que um pedestre que sofre impacto de um veículo trafegando a 32 km/h tem 95% de chances de sobreviver, mas se o choque for a 64 km/h, somente 15% conseguem escapar da morte, e com muitos ferimentos. Leia mais no link abaixo:

http://www.cepasafedrive.com/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=71%3Acerca-de-90-dos-acidentes-de-transito-poderiam-ser-evitados-com-mudancas-comportamentais&catid=21%3Anovidades-cepa&Itemid=83&lang=pt

No caso do acidente que vitimou o cantor Cristiano Araújo e a namorada, podemos observar inúmeros fatores que ocorreram simultaneamente:

  • Falta do uso de cintos de segurança;
  • Fadiga;
  • Condução noturna;
  • Alteração das rodas originais;
  • Excesso de velocidade;
  • Uso de veículo inadequado para trafegar em alta velocidade;
  • Faróis inadequados;

A grande maioria dos acidentes, com ou sem vítimas, repetem este padrão de possuírem diversas causas ocorrendo juntas. Se os condutorem trabalharem para mitigá-las, o índice de mortalidade no trânsito declinará rapidamente. A conscientização é a chave.

Morte de Cristiano Araújo, parte 4: o perigo de colocar rodas fora do padrão de fábrica

rodas

Última parte sobre o acidente que vitimou Cristiano Araújo. Resultados preliminares da perícia e o depoimento do motorista sobre suas possíveis causas revelaram mais um fator de risco que causou o resultado: as rodas originais foram trocadas por outras de medidas diferentes.

Segundo aponta a perícia, foi feita uma parada em um posto de gasolina 21 minutos antes do acidente, o qual ocorreu 57 quilômetros à frente, o que resulta em uma velocidade média de 162 km/h, muito superior aos 110 km/h permitidos na rodovia BR-153. No depoimento, o motorista relatou o estouro de um pneu, alegando que esta foi a causa do capotamento. Também afirmou que as rodas originais haviam sido trocadas por outras que estavam em outro veículo do cantor, do mesmo modelo.

As duas variáveis que mais exigem dos pneus são carga e velocidade. O veículo tinha quatro ocupantes e bagagem e trafegava em alta velocidade. Sobre o fator velocidade, sabe-se que um veículo rodando a 150 km/h aplica uma carga quatro vezes maior nos pneus em comparação a outro que trafega a 100 km/h. Levando em conta que o veículo estava com carga total, pode-se afirmar que os pneus estavam sendo solicitados ao limite. Se tiverem sido vulcanizados, tiverem sua estrutura danificada ou apresentarem bolhas ou rachaduras, o risco de acidente se eleva exponencialmente. Todos os fatores de risco sobre os pneus estavam presentes neste acidente.

O sonho de muitos entusiastas de carros é trocar os conjuntos originais por outros maiores. A regra é que os novos conjuntos tenham diâmetro externo do pneu maior com perfil mais baixo. Observando de lado, pode-se ver que a roda é muito grande é o pneu é “fino”. Esta configuração tende a melhorar a estabilidade em curvas, mas é mais frágil a impactos em buracos e irregularidades do piso, além de suportar menos carga. O Range Rover Sport pesa quase duas toneladas e meia, e colocar pneus menos resistentes e expô-los a grande carga e velocidade teve grande influência no acidente.

Considerando que os pneus são o único contato do veículo com o solo, que veículos pesados e potentes como os SUV´s de luxo exigem muito dos pneus, que todos os fatores de risco de carga e velocidade estavam presentes e que os conjuntos roda/pneu não eram originais, sem dúvida os pneus foram decisivos na ocorrência da tragédia.

Por precaução, peça ajuda profissional antes de alterar as rodas de seu veículo. Não mude o diâmetro externo do pneu e evite configurações frágeis, como rodas muito “abertas” e pneus de perfil muito baixo. Não valorize apenas a estética, respeite as especificações de fábrica. Pois você pode ser o próximo a virar estatística.