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8 recursos automotivos que os GearHeads detestam

 

7 coisas que os gearheads detestam em um carro

SUV híbrido, automático, repleto de assistências eletrônicas e autônomo. E com adesivos da Uber. Este Volvo XC90 representa com exatidão tudo o que um GearHead detesta.

Os apaixonados por carro, também conhecidos como gearheads, petrolheads, carlovers ou, para usar um termo em português, autoentusiastas, possuem preferências bastante distintas dos motoristas comuns.

Itens valorizados e imprescindíveis para a grande massa dos condutores costumam ser desprezados pelos entusiastas. Os mais puristas e radicais chegam até mesmo a desprezar equipamentos de segurança, como os itens 5 e 7 da lista, mas também não há consenso entre os gearheads.

A lista abaixo traz 8 características e recursos automotivos que os apaixonados por carros costumam rejeitar. Certamente você discordará de algum. Confira:

1 – Câmbio automático

7 coisas que os gearheads detestam em um carro

Um dos maiores prazeres ao dirigir é, sempre foi e sempre será a troca de marchas. Pela tradicional dupla pedal de embreagem ou alavanca ou por borboletas trás do volante, pouco importa.

Para um carlover, nada pode mais desanimador do que guiar um automóvel com uma transmissão automática de relações longas e trocas lentas, como as antigas caixas de quatro velocidades. O ronco “fanhoso” e aceleração preguiçosa enterram qualquer prazer ao dirigir. Principalmente se o conjunto vier acompanhado de suspensão macia demais.

Ok, o trânsito das grandes capitais não propicia a condução esportiva e prazerosa, e o equipamento melhora a qualidade de vida no dia-a-dia. Daí a enorme popularidade das caixas automáticas e automatizadas, objeto de desejo de muitos. Mesmo os gearheads mais fanáticos não negarão tal fato.

De qualquer maneira, as trocas manuais sempre serão o top of mind dos autoentusiastas.

2 – Propulsão híbrida e/ou elétrica

7 coisas que os gearheads detestam em um carro

Não há sombra de dúvidas de que os veículos híbridos e elétricos constituirão a maior parte da frota em circulação nos países desenvolvidos em pouco tempo. A Alemanha pretende banir a produção de modelos equipados com motores a condução até 2030, e sua circulação até 2050. A maioria dos governos europeus possuem programas parecidos.

O avanço dos veículos a bateria são uma realidade e tomarão o mercado rapidamente. Aceita que dói menos, senhor gearhead.

Entre os motoristas comuns, os modelos da Tesla Motors são a coqueluche do momento, e não há como negar que são muito bacanas. A tecnologia embarcada realmente impressiona. E algumas versões aceleram de zero a cem quilômetros por hora em menos de seis segundos, desempenho digno de bons esportivos.

Por outro lado, os autoentusiastas mais puristas torcem o nariz para a ausência do ronco de motor e da marcha única desse tipo de motorização. Realmente, a dirigibilidade se mostra muito diferente e os condutores mais afeitos à progressividade tradicional dos modelos a combustão estranham bastante.

Mesmo entre os carlovers, existe grande divisão sobre os modelos movidos a bateria. Os entusiastas de novas tecnologias certamente os aprovam, sem deixar de gostar do ronco de motor e cheiro de gasolina. Por outro lado, os mais tradicionalistas os rejeitam, mesmo reconhecendo suas vantagens em questões como emissões e economia de dinheiro com combustível.

Em suma, este tópico gera discussões acaloradas entre os interessados em carros, e elas continuarão por muitas décadas.

3 – Tração dianteira

8 coisas que os gearheads rejeitam em automóveis

Os haters do Audi TT alegam que esportivo de verdade não pode ter tração dianteira

A tração traseira possui uma enorme legião de entusiastas por motivos muito fáceis de compreender. Sua dirigibilidade se mostra muito mais interessante em relação à de um modelo com tração dianteira.

Os modelos com tração nas quatro rodas também têm seu fã-clube por conta da extrema facilidade em fazer curvas, como se andassem sobre trilhos. Veja as peculiaridades de cada tipo de propulsão neste artigo.

Ironicamente, a grande maioria dos automóveis vendidos por aqui possuem tração nas rodas da frente, por questões de custos de produção, economia de combustível e aproveitamento do package do veículo.

Eis um ponto pacífico entre os gearheads, no qual a quase totalidade prefere tração traseira ou integral, mas reconhece a vantagem em custos e manutenção dos modelos traction-avant.

4 – SUV´s de shopping

A lista abaixo traz 8 características e recursos automotivos que os apaixonados por carros costumam rejeitar.

Sucessos absolutos nas portas de colégios particulares e estacionamentos de shopping centers

Os SUV´s sofrem repúdio de parcela considerável da comunidade gearhead. Os motivos se mostram muito fáceis de entender: dirigibilidade ruim em curvas, a sensação de que o veículo não fica “na mão”, suspensão que “sacode” e deixa os passageiros mais sensíveis enjoados, aceleração fraca, alto consumo de combustível e a posição elevada de condução, ao estilo “boleia de caminhão”.

O segmento SUV tem mostrado crescimento explosivo nos últimos dez anos, com dezenas de modelos lançados todos os anos e presentes no portfólio de quase todas as marcas. Crossovers com características fora-de-estrada possuem público cativo, posto que a maioria dos utilitários se enquadram nessa categoria. Conheça a diferença entre um SUV puro e um crossover neste post.

As mesmas características supracitadas, rejeitadas pelos petrolheads, são valorizadas pelos consumidores convencionais, posto que a posição mais elevada de dirigir, amplo espaço interno e abundância de equipamentos de entretenimento e conveniência se mostram sucesso de público, em conjunto com o visual robusto e imponente da maioria dos modelos

Para os autoentusiastas, quanto mais perto do chão, melhor. Os mais puristas tratam os utilitários esportivos por termos como “caminhonete”, como aparece no documento. Afirmam que são “carros grávidos”, devido ao seu maior peso e centro de gravidade elevado.

Em sua grande maioria, gearheads se mostram saudosos das peruas, ou station wagons, carros espaçosos e confortáveis para a família, os quais não abrem mão da dirigibilidade de um sedã.  Neste artigo do Amigos GearHeads, um desabafo sobre o crescimento dos SUV´s e desaparecimento das peruas.

Na Alemanha e outros países europeus, elas ainda possuem um bom mercado consumidor, motivo pelo qual as montadoras alemãs fabricam muitos modelos como alternativa para os utilitários. VW Golf Variant, Audi A4 Avant, BMW 320i Touring e Mercedes-Benz C200 Estate fazem a alegria dos apaixonados por peruas.

No site Save the Wagons, ouve -se a voz dos amantes de peruas, e toda sua paixão pelos carros que as mães e pais levavam sua família até o final dos anos 90.

Muitos autoentusiastas curtem SUV´s, sem dúvida, mas reconhecem suas limitações dinâmicas em relação aos automóveis de passeio. E estes curtem peruas também.

5 – Bebê conforto e cadeirinhas de criança

8 recursos automotivos que gearheads rejeitam

Todos nós amamos nossa família e nossos pequenos. Naturalmente, desejamos que fiquem seguros e confortáveis a bordo. Como apaixonados por carros e detentores de conhecimentos mais aprofundados sobre o tema, temos obrigação de propagar a cultura de segurança e dar o exemplo ao transportar nossas crianças.

Jamais descuidaremos da segurança por gosto pessoal, pois ela sempre será prioridade para nossa família.

Por outro lado, muitos carlovers mantém um veículo para transportar a família no dia-a-dia e outro para satisfazer as vontades automotivas, no qual os equipamentos de segurança e entretenimento não precisam ter prioridade.

Aqueles que não podem ou desejam manter outro carro para curtir o prazer ao volante, no fundo torcem para que o tempo passe para compartilhar a paixão por automóveis com os filhos e formar novos gearheads.

6 – Itens de conveniência, como porta-copos, porta-trecos e centrais multimídia

8 recursos automotivos que gearheads rejeitam

Uma continuação do item acima. Entretanto, como não se trata de equipamentos ligados à segurança, muitos autoentusiastas os rejeitam. Alegam que o ato de dirigir é sabrado para o verdadeiro gearhead, e equipamentos como telas multimídia, porta-copos, porta-trecos, bancos rebatíveis e luzes internas prejudicam a conexão homem-máquina.

Invocam constantemente Enzo Ferrari, o papa dos puristas. O fundador da marca dos superesportivos mais populares do mundo rejeitava até a colocação de rádios AM/FM em seus carros. Quem dirá frivolidades como ar condicionado, direção assistida e centrais de entretenimento, disponíveis atualmente em todos os modelos da fábrica de Maranello.

Obviamente, um choque da cultura gearhead com os motoristas comuns, os quais desejam apenas ir do ponto A ao B da forma mais barata, rápida e confortável que puderem.

Para os primeiros, o ato de girar a chave e fazer o motor funcionar consiste em algo mágico, um momento de interação visceral entre o “piloto” e a máquina. Dirigir comendo um Big Mac comprado no drive through, com um balde de Coca-Cola de 700 ml no porta -copos e desenhos animados passando nas telas multimídia são consideras blasfêmias para os puristas mais radicais.

Para a esmagadora maioria dos motoristas padrão, este tipo de vida a bordo seria um suplício. Mesmo para aqueles que desejam apenas ouvir notícias no rádio pela manhã, no conforto do ar condicionado e com a conveniência da direção elétrica e câmbio automático.

Mesmo assim, poucos carlovers demonstram este grau de radicalismo e valorizam estes equipamentos em seus carros do dia-a-dia. No momento de viajar para a praia com a família, o entretenimento a bordo se mostra fundamental, assim como as dúzias de compartimentos para alojar as tralhas das crianças.

Mas na hora de sentar e acelerar um esportivo puro-sangue, aí somos todos puristas.

7 – Assistências eletrônicas de condução

8 recursos automotivos que gearheads rejeitam

Os puristas detestam as “babás eletrônicas”, mesmo reconhecendo que a maioria dos motoristas precisam delas. Existe uma máxima entre os engenheiros de produtos que diz que “pista é pista e rua é rua”.

Naturalmente, assistências eletrônicas como freios antitravamento (ABS), controles de distribuição de frenagem (EBD), de tração (TCS) e estabilidade (ASC), dentre outros, se mostram fundamentais para manter a segurança no trânsito, posto que a quase totalidade dos motoristas não possuem curso de pilotagem, tampouco o estado de conservação das vias contribui para que o trânsito flua sem contratempos.

Leia aqui as funções de cada uma dessas assistências dessa “sopa de letrinhas”. 

A onda dos SUV´s só se viabilizou devido à eletrônica de controle dinâmico. Os engenheiros de chassi desenvolvem os veículos sem as ajudas, a priori. O que é conhecido como “dinâmica veicular pura” tornaria a existência de utilitários de 2,5 toneladas e mais de 500 cavalos algo extremamente perigoso, mesmo com os demais avanços em outros subsistemas.

Mesmo assim, SUV´s se envolvem em capotamentos com frequência três vezes maior em relação aos automóveis leves, segundo estatísticas do NHTSA, órgão norte-americano voltado à segurança veicular. Sem todas as “babás eletrônicas” e o crescimento rápido da participação de mercado dos utilitários, ver-se-ia uma explosão de capotamentos e acidentes envolvendo estes veículos.

Na pista, todo piloto compreende que as assistências tolhem a capacidade do piloto. Um bom condutor consegue frear em menores distâncias em um veículo sem ABS em relação a outro assistido, arranca mais rápido em um carro sem controle de tração e maneja melhor o veículo em curvas.

Por isso, todo superesportivo oferece a opção de desativar as assistências, permitindo a condução em “dinâmica pura”. Mesmo assim, a internet oferece dezenas de milhares de vídeos de acidentes envolvendo estes “pilotos” amadores que desligaram suas “babás” sem receberem treinamento para domar seus bólidos. Mesmo pilotos experientes, às vezes campeões de categorias como F1 e F-Indy já destruíram esportivos.

Assim, há consenso entre os petrolheads de que os controles eletrônicos de dinâmica são um mal necessário. Poucos gostam, mas todos admitem que trazem segurança para os motoristas comuns.

8 – Condução autônoma

8 recursos automotivos que gearheads rejeitam

Sem dúvida, o item mais controverso de todos da lista.

Objeto de desejo dos motoristas comuns e de repúdio pelos amantes de uma condução prazerosa, o “carro que dirige sozinho” causa reações as mais diversas, como libertação, inovação, medo e repúdio entre todos os motoristas. Sendo esta última a mais comum entre os gearheads.

A criação de uma tecnologia a qual retira um dos maiores prazeres da vida de um apaixonado por carros constitui quase um crime, para os mais puristas. Não podem imaginar uma cidade na qual o ser humano vira passageiro de seu automóvel, tampouco a relação entre os modelos autônomos e os conduzidos por seres humanos.

Mesmo entre os motoristas comuns há muito medo e desconfiança, apesar de toda a aviação operar deste modo há muitas décadas e constar entre os meios de transporte mais seguros, ao passo em que o automóvel aparece entre os mais perigosos. Curiosamente, a população resiste à introdução do carro autônomo.

Com a promessa de reduzir os custos do transporte urbano e os tempos de deslocamento, minimizar os congestionamentos e erradicar os acidentes de trânsito, a condução autônoma de veículos se encontra em fase avançada de testes e as primeiras implantações em cidades reais começam a ocorrer, na Coreia do Sul.

Gostemos ou não, os veículos autônomos são um avanço tecnológico irresistível, especialmente nas grandes metrópoles. Senhor gearhead, aceita que dói menos (2).

Curiosamente, uma minoria de carlovers, como este que vos escreve, veem com bons olhos esta tecnologia, pois o prazer de dirigir será preservado para os bons momentos, como em vias livres, estradas e autódromos.

Ótimos carros a combustão continuarão a ser dirigidos prazerosamente pelos apaixonados, nas condições propícias, ficando o modo autônomo restrito à circulação nos horários comerciais nas grandes cidades, e consistindo em boa opção para os motoristas comuns, os quais desejam delegar à máquina o ato de guiar, ao passo em que os amantes da velocidade assumem o volante.

Debate

O escopo deste artigo consiste em detalhar recursos bastante rejeitados pela comunidade gearhead, exatamente por não haver duas pessoas com as mesmas preferências. Alguns gostam de SUV´s, outros não. E ambos curtem peruas.

E nenhum aprova carros elétricos e autônomos, ao mesmo tempo em que gostam de ouvir suas músicas preferidas em streaming em sua central multimídia.

Alguns poucos gearheads preferem a pureza dos velhos tempos, abdicando até mesmo da injeção eletrônica e amam a relação visceral com o automóvel, regular carburador e consertá-lo com as próprias mãos e ferramentas. Por outro lado, outro entusiasta pode desejar loucamente ter um Tesla Model S, elétrico, autônomo e com uma tela multimídia do tamanho de uma TV.

O debate é produtivo e interminável. Curta a página Educação Automotiva no Facebook e deixe seu comentário.

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