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Lembranças automotivas da minha infância, parte 5

Nesta parte 5, a pauta é design e acessórios. Como todos se recordam, os anos 80 foram a era do design “quadradão”, de linhas retas. À época, tais linhas eram vistas como futuristas e eficientes, mas como toda a moda e decoração daquele período, passaram a ser vistas como excêntricas e de gosto duvidoso poucos anos depois.

Por outro lado, a década de 80 viveu uma efervescência musical e cultural, fato pelo qual os automóveis são lembrados com carinho por aqueles que viveram naqueles tempos bicudos, mas marcantes. Este post retratará as opções de estilo adotadas pela indústria.

Leia na Parte 1 e na Parte 2 sobre a situação do cenário econômico e mercadológico há 30 anos. Continuar lendo

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Lembranças automotivas da minha infância, parte 1

carros 80

O autor deste texto tem apenas 32 anos, mas possui muitas lembranças do universo automotivo por acompanhá-lo desde criança, como a maioria dos entusiastas. Posto isso, pode-se fazer uma breve reflexão sobre a evolução da máquina neste ínterim, com algumas curiosidades. Os parágrafos abaixo enumeram os pontos mais marcantes: Continuar lendo

Os 6 itens automotivos hoje valorizados que eram rejeitados no passado

brasilia 4 portas

Com o avanço tecnológico, a mudança das preferências dos consumidores se mostra algo natural e até esperado. Este artigo relata seis equipamentos e características dos automóveis que se mostram valorizadas nos dias de hoje, mas no passado representavam verdadeiros “micos”. Porém, sempre havia um motivo para justificar a ojeriza, e outro para que ela deixe de existir. O relato abaixo conta a história completa destes acessórios: Continuar lendo

10 coisas que as mulheres esperam de um homem ao volante

conversível

Este post foi escrito para ser polêmico e dividir opiniões. Ao longo de minha vivência no universo automotivo, um dos assuntos os quais me despertaram mais curiosidade é este:

O QUE AS MULHERES ESPERAM DE UM HOMEM AO VOLANTE?

Conversei com um sem-número de mulheres e homens a fim de encontrar uma resposta definitiva e…descobri que ela não existe! Por outro lado, consegui identificar alguns padrões valorizados pela maioria das senhoras e senhoritas, os quais se seguidos, trará grande respeito e sucesso para os varões ao volante. Também constatei que alguns senhores e rapazes desconhecem as preferências do sexo oposto. Segue abaixo uma breve lista: Continuar lendo

Você sabia que já existem carros que estacionam sozinhos? Conheça.

O momento mais temido de muitos motoristas, mesmo alguns mais experientes, é a hora de fazer uma baliza ou estacionar. Os engenheiros automotivos sabem disso e desenvolveram esta nova tecnologia, a qual se torna cada vez mais popular: o assistente de estacionamento. O vídeo acima demonstra como ele funciona.

Do ponto de vista técnico, o sistema possui um hardware relativamente simples, o qual consiste de dispositivos elétricos nos sistemas de direção, transmissão, aceleração e frenagem, responsáveis por fazer a movimentação do veículo de forma automatizada, poupando a tarefa do motorista. A parte Continuar lendo

Morte de Cristiano Araújo, parte 4: o perigo de colocar rodas fora do padrão de fábrica

rodas

Última parte sobre o acidente que vitimou Cristiano Araújo. Resultados preliminares da perícia e o depoimento do motorista sobre suas possíveis causas revelaram mais um fator de risco que causou o resultado: as rodas originais foram trocadas por outras de medidas diferentes.

Segundo aponta a perícia, foi feita uma parada em um posto de gasolina 21 minutos antes do acidente, o qual ocorreu 57 quilômetros à frente, o que resulta em uma velocidade média de 162 km/h, muito superior aos 110 km/h permitidos na rodovia BR-153. No depoimento, o motorista relatou o estouro de um pneu, alegando que esta foi a causa do capotamento. Também afirmou que as rodas originais haviam sido trocadas por outras que estavam em outro veículo do cantor, do mesmo modelo.

As duas variáveis que mais exigem dos pneus são carga e velocidade. O veículo tinha quatro ocupantes e bagagem e trafegava em alta velocidade. Sobre o fator velocidade, sabe-se que um veículo rodando a 150 km/h aplica uma carga quatro vezes maior nos pneus em comparação a outro que trafega a 100 km/h. Levando em conta que o veículo estava com carga total, pode-se afirmar que os pneus estavam sendo solicitados ao limite. Se tiverem sido vulcanizados, tiverem sua estrutura danificada ou apresentarem bolhas ou rachaduras, o risco de acidente se eleva exponencialmente. Todos os fatores de risco sobre os pneus estavam presentes neste acidente.

O sonho de muitos entusiastas de carros é trocar os conjuntos originais por outros maiores. A regra é que os novos conjuntos tenham diâmetro externo do pneu maior com perfil mais baixo. Observando de lado, pode-se ver que a roda é muito grande é o pneu é “fino”. Esta configuração tende a melhorar a estabilidade em curvas, mas é mais frágil a impactos em buracos e irregularidades do piso, além de suportar menos carga. O Range Rover Sport pesa quase duas toneladas e meia, e colocar pneus menos resistentes e expô-los a grande carga e velocidade teve grande influência no acidente.

Considerando que os pneus são o único contato do veículo com o solo, que veículos pesados e potentes como os SUV´s de luxo exigem muito dos pneus, que todos os fatores de risco de carga e velocidade estavam presentes e que os conjuntos roda/pneu não eram originais, sem dúvida os pneus foram decisivos na ocorrência da tragédia.

Por precaução, peça ajuda profissional antes de alterar as rodas de seu veículo. Não mude o diâmetro externo do pneu e evite configurações frágeis, como rodas muito “abertas” e pneus de perfil muito baixo. Não valorize apenas a estética, respeite as especificações de fábrica. Pois você pode ser o próximo a virar estatística.

Morte de Cristiano Araújo, parte 3: ofuscamento de faróis de LED ou xenônio

farol led

Nesta terceira parte sobre o acidente que matou Cristiano Araújo e sua namorada, vamos abordar outra questão pouco discutida, e que pode ter influência no resultado: a direção noturna e o ofuscamento causado por alguns tipos de lâmpadas de faróis.

Todos sabem que a direção noturna exige diversos cuidados, especialmente em estradas, nas quais as velocidades elevadas pedem reflexos mais rápidos e atenção redobrada. Outros fatores podem ter influenciado o acidente, como a fadiga, ingestão de álcool, condições de conservação do veículo e da estrada. Eles serão excluídos da análise, pois nenhum deles influenciou nesta ocorrência.

O foco deste post está na fisiologia da visão e como os faróis de LED ou xenônio atuam na direção noturna. As características de cada motorista influenciam muito no conforto ao guiar, especialmente em rodovias, nos quais há grande quantidade de veículos em sentido contrário, podendo causar ofuscamento. Outro quesito é o tipo de lâmpada dos faróis do automóvel que ocupa, cada um com vantagens e desvantagens.

Os principais fatores fisiológicos que influem na direção noturna são:

1. Biotipo do motorista – Pessoas de olhos azuis ou verdes são mais sensíveis a ofuscamento que as de olhos castanhos ou pretos. Ao receber o facho de luz diretamente na retina, pessoas de olhos claros demoram até 7 segundos para recobrar a visão, conta cerca de 4 segundos das demais. No primeiro caso, dirigindo um veículo a 80 km/h, ele rodará cerca de 155 metros em que o motorista estará sem enxergar claramente.

2. Problemas de visão existentes – Mais da metade da população possui alguma disfunção ocular como miopia, hipermetropia, astigmatismo, catarata, dentre outras, em diferentes graus. Ela podem causar embaçamento, distorção de distâncias, perda de foco, perda de visão periférica e diversas limitações, as quais prejudicam o conforto e precisão ao dirigir. As novas tecnologias de faróis podem alterar as noções de foco, cor e distância, influenciando no conforto visual, especialmente de pessoas que dependem de óculos ou lentes de correção visual.

3. Fadiga – a fadiga causa contração visual, diminuindo a visão periférica. Também causa embaçamento e aumenta a sensibilidade ao ofuscamento, aumentando mais ainda o tempo de recuperação da visão plena. Outros riscos são a sonolência e a tensão muscular.

Não vamos tratar de outros fatores como o tempo, conservação do veículo e das estradas, pois sabemos que no acidente de Cristano Araújo ou veículo era ano 2015, portanto tinha poucos meses de uso. A estrada apresentava boas condições de conservação e o clima era favorável, sem chuva nem neblina. A outra componente importante reside nos faróis do veículo, um Range Rover Sport, o qual é equipado com lâmpadas de LED, a tecnologia mais moderna disponível atualmente. Ela traz vantagens e desvantagens, detalhadas abaixo, junto com uma breve descrição dos tipos de iluminação noturna.

A maioria dos veículos possui lâmpadas halógenas, com facho amarelado. Sua vantagem está no baixo preço de reposição e facilidade de reposição. As desvantagens são a menor potência, baixa durabilidade e restringe a criatividade dos designers na confecção dos faróis e lanternas, permitindo pouca variedade de formas e cores.

Uma tecnologia mais moderna são as lâmpadas de xenônio, o vulgo farol xenon. Sua característica mais marcante é a cor branca ou azulada de seu facho. Elas iluminam até quatro vezes mais que as lâmpadas halógenas e sua durabilidade é cerca de dez vezes maior. Por outro lado, seu preço é muito mais elevado e não permite mais flexibilidade aos designers que as lâmpadas comuns.

O estado-da-arte em tecnologia de iluminação automotiva é a lâmpada de LED, como as que equipavam o Range Rover de Cristiano Araújo. Seu facho abrange todo o espectro de cores, sendo brancos, azulados ou amarelados no caso de faróis, ou vermelhos, amarelos, laranjas, azuis ou verdes em lanternas de sinalização. Tem grande poder de iluminação e possui facho muito concentrado, iluminando com eficiência superior ao das lâmpadas de xenônio, com a vantagem de consumir menos energia da bateria.

Esta tecnologia dá grande flexibilidade aos designers, pois as lâmpadas podem ser fabricadas em qualquer cor, forma ou tamanho. Seu ponto fraco ainda é o preço. Por isso, é mais aplicada em modelos mais caros. Os modelos de luxo já a utilizam em quase sua totalidade, e muitos modelos de montadoras de massa, como Toyota Corolla, VW Golf, VW Jetta e Citroën C3 possuem lâmpadas de LED.

Entretanto, essas lâmpadas possuem a característica do facho branco ou azulado, que pode causar distorções de luminosidade e profundidade, especialmente em pessoas com problemas de visão. Para pessoas que guiam veículos equipados com faróis de LED, a intensidade da luz é muito forte, fazendo com que as faixas do pavimento não sejam facilmente vistas. Também pode causar distorções de cor e profundidade, retardando o tempo de reação de frenagem, caso apareça algo na pista.

Indivíduos com visão em perfeitas condições, dispostos e com perfeita saúde se adaptarão rapidamente. Porém, algumas pessoas com algumas restrições oftamológicas podem ter sua performance prejudicada ao dirigir à noite, sendo necessário restaurar a cor amarelada, mais confortável.

Outra questão importante reside no ofuscamento causado pelos faróis de outros veículos, sobre os quais não há controle. A disseminação de faróis de xenônio e LED causa dificuldades aos motoristas em rodovias, pois prejudicam a visão dos motoristas que trafegam em sentido contrário, pois seu facho tem luz mais concentrada que as lâmpadas convencionais. Os governos devem investir em aparatos para evitar ofuscamento, visando a evitar acidentes e melhorar o conforto ao dirigir dos viajantes.

Os faróis de LED originais de fábrica possuem controle de qualidade mais rígido, reduzindo o desconforto por ofuscamento. Porém, com a disseminação da tecnologia, quase todos os veículos podem ser equipados com essas lâmpadas, compradas em lojas de acessórios. Frequentemente, elas estão fora das normas e possuem baixa qualidade, com alteração de cor, direção do facho e potência acima da permitida, podendo causar desconforto ao dirigir, distorção de cor, ofuscamento dos demais motoristas e baixa durabilidade. Assim, não é recomendado equipar seu veículo com faróis de xenônio ou LED que não são originais de fábrica.

A perícia do acidente de Cristiano Araújo ainda não foi concluída, mas é possível dizer que a fadiga do motorista somada à condição das estradas e características do veículo tiveram influência na ocorrência.